arqueologia

Poxoréu

Publicados

em


Claude Levi-Srauss

O povo bororo foi habitante da região de Poxoréu

Em 2007 ocorreu o tombamento do centro histórico da sede municipal de Poxoréu. É uma tentativa de através de investimento do Estado se recuperar o patrimônio histórico da antiga cidade.
Tanto nas cercanias do município, quanto em toda a extensa área que abrange a cidade, registram-se a ocorrência de cavernas, abrigos sob rocha e áreas abertas de inscrições e pinturas rupestres.
O distrito de Jarudore apresente um número expressivo de sítios arqueológicos, assim como a região da Raizinha, dentre outros pontos também importantes.
Um registro interessante se deu através de pesquisa etnoarqueológicas realizada sobre hábitos do povo bororo, que habitou esta vasta região. A explicação se dá em função de ser antigo o costume de fumar entre os Bororo, embora, em origem, restrito aos velhos. As folhas destinadas aos charutos pertencem a vários vegetais, inclusive o tabaco.
Uma tradição antiga afirma que o tabaco foi encontrado em estado nativo no cume do Meari, (Morro do Tabaco), nas vizinhanças de Poxoréo. Fumavam charutos e usavam também cachimbos feitos com frutas de jequitibá ou de cerâmica.

Comentários Facebook
Propaganda

arqueologia

Estudo publicado analisou cerca de 230 genomas

Impactos do desenvolvimento

Publicados

em

Por


Isabela Moreira 

 

Pela primeira vez cientistas analisaram o DNA de humanos que viveram antes, durante e depois da revolução agrícola, ocorrida há cerca de 8,5 mil anos. O objetivo é simples:  dos nossos ancestrais de forma a entender como essas alterações influenciaram a sociedade ao longo dos séculos. Até então, os únicos materiais de estudo dos pesquisadores eram ossos e restos físicos da história da Europa. Em termos de comparação, os ossos mais recentes são de 45 mil anos atrás. 

 

“Há décadas temos tentado descobrir o que aconteceu no passado”, disse Rasmus Nielse, geneticista da Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos, em entrevista ao The New York Times. “E agora temos um estudo que é quase uma máquina do tempo.”

 

Nielse se refere ao uso de DNA de esqueletos antigos. A partir deles é possível saber, além dos impactos da agricultura nos humanos, a origem do genoma dos europeus contemporâneos. Para realizar o estudo em questão, publicado na Nature na última segunda-feira (23), o geneticista David Reich, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, e sua equipe analisaram os genomas de 230 europeus que viveram entre 8,5 mil e 2,3 mil anos atrás. Os cientistas compararam esses genes com o de humanos vivos atualmente. 

 

A pesquisa sugere que, antes da revolução agrícola, a Europa era composta por populações de caçadores e coletores. Isso mudou com a chegada de um novo povo, cujo DNA lembra o das pessoas do Oriente Médio – tudo indica que eles trouxeram as técnicas de agricultura consigo ao chegar na região.

Por meio da pesquisa, foi possível desmentir alguns boatos que corriam há anos, como o de que os europeus passaram a beber leite a partir do momento em que começaram a criar gado, por exemplo. De acordo com Reich, o gene LCT, relacionado à digestão do leite, de fato se tornou mais comum do que era antes na Europa com a introdução da agricultura, mas ele só começou a aparecer com frequência há somente 4 mil anos. 

 

O estudo permitiu que os pesquisadores mapeassem as mudanças na cor da pele dos europeus. Há 9 mil anos os coletores e caçadores que viviam na Europa tinham origem africana e possuíam pele escura. Os agricultores que chegaram na região em seguida tinham a tez mais clara, o que se reforçou com um gene variante que surgiu anos depois. 

Por fim, os cientistas revelaram que após o advento da agricultura, os europeus ficaram mais baixos, principalmente no sul do continente. 

 

 

*Com supervisão de André Jorge de Oliveira

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana