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POLÍCIA

PMs são presos com estrutura milionária simulando uma invasão de ‘sem terra’

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Doze pessoas foram presas ao tentar invadir uma fazenda, localizada a 70 km de Ribeirão Cascalheira, Região do Araguaia (700 km de Cuiabá), neste final de semana. O que levantou suspeitas na polícia foi a “megaestrutura” que os 9 homens e 3 mulheres – entre eles 2 policiais militares -, tinham, além da insistência em tentar invadir, pela quarta vez seguida, áreas produtivas e numa mesma região.

Com os presos a polícia apreendeu armas, munições, uma carreta, um carro de passeio e dois contêineres refrigerados que seria utilizados como alojamento e farto material de construção que seria empregados na construção das moradias dos “sem terra”.

A invasão foi frustrada por forças policiais militares e civis dos municípios de Água Boa, Canarana, Ribeirão Cascalheira e Nova Xavantina mobilizados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

CPI – A suspeita é que esta invasão na região do Araguaia seja alguma forma de tentar incriminar o Movimento os Trabalhadores Sem Terras (MST) alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), aberta na quarta-feira (17.05) na Câmara Federal, em Brasília.

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O relator da CPI é o deputado Ricardo Salles (PL-SP), que foi ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, o presidente  é o deputado tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS), o primeiro vice-presidente é deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP) e o segundo vice-presidente, o delegado Fábio Costa (PP-AL).

Segundo o secretário de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso, César Roveri, que acompanhou a ação dos policiais, o governador Mauro Mendes determinou “tolerância zero contra as invasões de terras”.

“Não iremos permitir nenhum tipo de crime em nosso Estado”, afirmou Roveri, reconhecendo que, pelo menos nesse caso, os invasores não pareciam ser “sem terras”, mas criminosos comuns fazendo uma ação coordenada e com um financiamento milionário. “Os criminosos estavam com carreta e contêineres, o que mostra que não eram simples invasores, mas sim, pessoas com recursos”.

Os suspeitos, veículos e equipamentos apreendidos foram levados para a delegacia de Ribeirão Cascalheira.

AS  IMAGENS – Na foto acima, o comparativo entre uma invasão de sem terra reais e o “acampamento” dos criminosos presos no fim de semana. Abaixo outras imagens do falso acampamento sem terra.

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POLÍCIA

Polícia Civil cumpre mandados contra servidores por facilitar entrada de celulares em presídio

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(imagem meramente ilustrativa)

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9.9), a Operação Insídia, para desarticular um esquema de corrupção envolvendo servidores públicos investigados por facilitar a entrada clandestina de aparelhos celulares e outros itens para integrantes de uma facção criminosa dentro do sistema prisional.

Na operação, são cumpridas oito ordens judiciais em Cuiabá, sendo dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão, dois bloqueios de valores e duas medidas de suspensão cautelar do exercício das funções públicas, expedias pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias da capital.

As investigações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organziado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), têm como alvos um policial penal efetivo e uma professora contratada da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), que atuava em salas anexas de uma escola estadual no Centro de Ressocialização de Várzea Grande.

Os servidores são investigados pela prática dos crimes de corrupção passiva continuada, facilitação e intermediação da entrada de aparelhos telefônicos em estabelecimento prisional e associação criminosa. A atuação dos servidores estaria relacionada à logística de integrantes de uma facção criminosa.

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O cumprimento das ordens judiciais é acompanhado pela Corregedoria da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).

Investigação

As investigações iniciaram em junho de 2025, após análise de materiais apreendidos que identificaram transferências via Pix destinados à professora investigada, realizados por reeducandos ou por familiares e visitantes cadastrados.

As informações coincidiram com uma denúncia que apontava a atuação da professora e do policial penal na introdução clandestina de aparelhos celulares e outros itens ilícitos na unidade prisional, mediante o recebimento de vantagens financeiras indevidas.

Recebimento de valores

As investigações também apontaram movimentações consideradas incompatíveis com a atividade funcional dos investigados.

O policial penal cobrava valores entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por cada celular levado para integrantes da facção criminosa. Durante a sua atuação, ele chegou a utilizar a conta de sua companheira para receber os valores, como forma de dificultar a rastreabilidade das movimentações financeiras.

Entrada de objetos

Conforme apontado, a professora se valia do trânsito autorizado no interior da unidade prisional para viabilizar a entrada clandestina de celulares e outros itens em favor da facção, enquanto o policial penal utilizava sua condição funcional para o mesmo objetivo.

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O acesso privilegiado ao ambiente prisional proporcionado pelos cargos ocupados pelos investigados foi o elemento essencial para a prática do crime.

Ordens judiciais

Diante dos elementos colhidos durante as investigações, foi representado pelas ordens judiciais contra os investigados. Além das prisões preventivas, a Justiça determinou a suspensão cautelar do exercício das funções públicas dos dois servidores durante o período de duração da investigação.

Os mandados de buscas têm como objetivo a apreensão de novos elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

Também foi determinado o bloqueio de ativos financeiros nos valores de R$ 14,6 mil para a professora e de R$ 25,5 mil para o policial penal.

Operação Insídia

Insídia significa traição, falta de lealdade. A denominação faz referência à conduta investigada, na qual agentes públicos são suspeitos de terem traído as funções que exerciam, a confiança depositada pela sociedade e o próprio Estado, utilizando justamente as prerrogativas dos cargos para facilitar a atuação criminosa dentro do sistema prisional.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer toda a extensão da estrutura criminosa.

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