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POLÍCIA FEDERAL

PF combate tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro

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São Mateus/ES. Nesta quinta-feira (20/8), a Polícia Federal deflagrou, em atuação conjunta com as Delegacias de São Mateus/ES e de Governador Valadares/MG e com as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) em Minas Gerais e em Governador Valadares/MG, a Operação Último Post, com o objetivo de desarticular organização criminosa investigada por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e associação criminosa. 

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. A operação possui oito alvos investigados, sendo dois localizados no Espírito Santo e três em Minas Gerais, além de três investigados que já se encontram presos por fatos distintos.

As apurações apontam que o grupo atuava com aquisição e distribuição de entorpecentes, obtenção de armamentos e movimentação de recursos financeiros, incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados. 

A ação apreendeu aparelhos celulares, mídias digitais, documentos de interesse investigativo, veículos, joias, valores e outros bens passíveis de análise patrimonial, além de elementos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de eventuais outros envolvidos. 

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Os investigados poderão responder, conforme sua participação nos fatos, pelos crimes de tráfico de drogas, comércio ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e associação criminosa, sem prejuízo da apuração de outros crimes eventualmente identificados no curso das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal no Espírito Santo
E-mail: [email protected]
Instagram: @pfespiritosanto

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF obtém bloqueio de bens para garantir reparação de danos ambientais em São Tomé de Paripe

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Salvador/BA. A Polícia Federal obteve uma decisão da 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia que determinou a indisponibilidade de bens imóveis de empresas investigadas por graves danos ambientais, na região da Praia de São Tomé de Paripe, em Salvador/BA. A medida foi deferida no âmbito da Operação Mar Vivo e alcança um montante aproximado de R$ 387,6 milhões.

A medida cautelar foi requerida pela Polícia Federal, no curso do Inquérito Policial instaurado para apurar a contaminação do solo, das águas subterrâneas, da faixa de praia e do ambiente marinho por substâncias potencialmente poluentes, incluindo compostos nitrogenados e metais pesados. As investigações tiveram início a partir de denúncias de moradores da região e de fiscalizações realizadas por órgãos ambientais que identificaram indícios de degradação ambiental relevante na área adjacente ao terminal portuário localizado em São Tomé de Paripe. 

As apurações apontam que a área afetada apresenta sinais de contaminação ambiental de caráter contínuo, com registros de afloramento de líquidos de coloração azulada, amarelada e esverdeada na faixa de areia, além de impactos sobre o ecossistema costeiro e sobre atividades econômicas tradicionais desenvolvidas pela população local, como pesca artesanal e mariscagem. 

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No curso da investigação, foram realizados exames periciais, análises laboratoriais e diligências de campo que identificaram elevados níveis de substâncias incompatíveis com os padrões ambientais aplicáveis, além de elementos técnicos que indicam a existência de fonte ativa de contaminação. Os laudos produzidos também apontaram risco à biodiversidade, à saúde coletiva e à sustentabilidade ambiental da área investigada.

De acordo com o Laudo Pericial Criminal Federal, a degradação ambiental identificada demanda medidas complexas de contenção, remediação e recuperação ambiental, tendo sido estimado em, aproximadamente, R$ 387,6 milhões (o custo mínimo necessário à execução das ações destinadas à recuperação da área impactada).

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Federal representou judicialmente pela adoção de medidas assecuratórias patrimoniais para garantir recursos suficientes à futura reparação integral dos danos ambientais eventualmente reconhecidos ao final da persecução penal.

Ao analisar o pedido, a Justiça Federal reconheceu a existência de indícios suficientes acerca da ocorrência do dano ambiental e da necessidade de preservação patrimonial para assegurar a efetividade de eventual reparação ambiental futura, determinando a indisponibilidade de bens imóveis das empresas investigadas por meio da Central Nacional de Indisponibilidade de Bens (CNIB). 

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A investigação prossegue com a realização de diligências complementares destinadas ao aprofundamento da apuração quanto à origem, extensão e responsabilidades relacionadas aos danos ambientais identificados na região de São Tomé de Paripe. 

Os investigados podem responder pelos crimes de dano a Unidades de Conservação e à prática de poluição geradora de danos à saúde ou ao ecossistema, sem prejuízo de outras infrações penais que venham a ser identificadas ao longo da investigação. 

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
WhatsApp: (71) 3319-6002
E-mail: cs.srba@pf.gov.br

 

Fonte: Polícia Federal

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