BRASIL E MUNDO
Papa Leão XIV é internado em Roma para cirurgia em nódulo no pulmão
O papa Leão XIV deu entrada nesta terça-feira (13), às 13h07 (horário local), no Hospital Gemelli, em Roma, onde será submetido, ainda nesta tarde, a uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão. Segundo a equipe médica, a expectativa é de que o pontífice permaneça internado por cerca de uma semana.
A descoberta do nódulo e a decisão de operar foram comunicadas pelo próprio papa no domingo (11), durante a oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano. Na ocasião, Leão XIV, de 71 anos, explicou que a lesão “foi identificada em fase muito inicial e está bem localizado”.
“Os médicos consideram oportuno intervir. E, então, seguindo os conselhos deles, decidi me submeter a uma cirurgia para retirá-lo”, afirmou o pontífice aos fiéis.
A chegada ao Gemelli foi marcada por comoção. Fiéis e curiosos se aglomeraram na porta e nos corredores da instituição para ver a passagem do papa, que foi recebido com aplausos e pedidos de recuperação. “Estamos com você, vença esta batalha!”, gritavam alguns presentes.
Entre os que aguardavam atrás das fitas brancas e vermelhas da polícia — ou observando de janelas e varandas, acenando com as mãos e com os smartphones —, prevalecia o desejo de demonstrar apoio. “O que importa é fazer com que Leão XIV se sinta acolhido e apoiado neste momento”, resumiam alguns dos presentes.
A reitora da Universidade Católica, Elena Becalli, destacou a união em torno do pontífice. “Nós o acompanhamos com oração e profunda gratidão pelo seu magistério, que nos exorta a colocar no centro a dignidade de cada pessoa e a construir o diálogo e a paz”, afirmou.
O clima de comoção atravessou gerações. “Você vai vencer esta batalha”, exclamou Francesca Romana, em cadeira de rodas e enrolada em um cobertor de lã. Estudante da Universidade Católica, Aurora acompanhou a chegada do Santo Padre em chamada de vídeo com a família. “Sou estudante da Universidade Católica e não podia deixar de estar aqui para saudar o Santo Padre”, contou.
BRASIL E MUNDO
Acordo com a União Europeia alavanca exportações brasileiras: alta de 30,7% desde a entrada em vigor
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já começa a mostrar efeitos concretos na economia brasileira. Entre maio e setembro deste ano, as exportações do Brasil para o bloco europeu cresceram 30,7% na comparação com o mesmo intervalo de 2025. O balanço foi apresentado nesta terça-feira (13) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante evento em Brasília. Na mesma ocasião, o governo celebrou outra marca: a abertura de 700 mercados internacionais para produtos agropecuários desde 2023.
No acumulado de janeiro a setembro, as vendas brasileiras para a União Europeia somaram US$ 44,17 bilhões, o que representa um avanço de 20% sobre os nove primeiros meses do ano passado.
O chanceler Mauro Vieira reforçou os números e informou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da UE se expandiu em mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.
“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, declarou o ministro das Relações Exteriores.
Assinado após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos, o acordo está em vigor provisório desde 1º de maio.
O desempenho, segundo Elias Rosa, não se limita ao campo. O comércio exterior brasileiro avançou, em média, 10,5% em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e pela multiplicação de barreiras comerciais. O ministro creditou os resultados à capacidade de expansão das empresas nacionais e à atuação do governo na promoção das vendas externas.
“É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número um da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria”, afirmou.
Sobre as relações comerciais com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como “delicado”, mas assegurou que o Brasil manterá as tratativas diplomáticas. “Mas não sairemos do diálogo da negociação”, completou.
A cerimônia que anunciou os resultados foi realizada no Ministério da Agricultura e Pecuária e marcou a celebração das 700 aberturas de mercado para o agro brasileiro desde o início de 2023. As autorizações sanitárias foram conquistadas em 99 destinos, entre países e blocos econômicos.
O ministro da Agricultura, André de Paula, fez questão de comparar o número com a gestão anterior. “Foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior”, disse. Ele também projetou o futuro do setor: “Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve ter 366 milhões de toneladas”.
Segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), os novos mercados abertos desde 2023 já renderam US$ 5,8 bilhões em exportações. A projeção da agência é que as vendas para esses destinos cheguem a US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.
De Paula afirmou ainda que o Brasil deve encerrar 2026 na liderança mundial entre os exportadores de alimentos. “Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos”, declarou.
O ministro destacou, ainda, os aportes do governo federal no financiamento da produção rural, abrangendo a agricultura empresarial e a familiar por meio do Plano Safra. “Este governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar. Nos quatro anos de governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro”, ressaltou.
Na pauta de conquistas recentes, De Paula citou a autorização da China para a importação de miúdos suínos brasileiros e manifestou expectativa de novas aberturas para os produtos do agro nacional.
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