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Palmeiras vence o Fluminense e joga por empate para ir à final da Libertadores

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O Palmeiras saiu do Maracanã com a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense, na noite desta quarta-feira, e chega ao jogo de volta da semifinal da Libertadores em situação bastante confortável. Em uma partida de poucas oportunidades claras, Flaco López e Marlon Freitas converteram as chances que tiveram, enquanto Wesley Natã marcou o gol de honra dos donos da casa já nos acréscimos.

O resultado tem sabor de vantagem estratégica: no jogo de volta, marcado para a próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), no Nubank Parque, em São Paulo, o Verdão joga simplesmente por um empate para garantir vaga na final.

A campanha continental do clube paulista ajuda a explicar a frieza com que administra esses momentos. Esta é a 13ª semifinal de Libertadores da história do Palmeiras, que persegue o quarto título da competição. Somando os últimos seis anos, foram cinco semifinais disputadas, com três classificações à decisão — convertidas em dois troféus e um vice.

O jogo

O primeiro tempo foi de estudo, com o Fluminense criando um pouco mais. Logo no início, o Palmeiras respondeu com um contra-ataque, mas Flaco López estava em impedimento. Na sequência, Ganso lançou Hulk, que tocou para Canobbio; o uruguaio bateu de primeira, por cima do gol de Carlos Miguel. Aos 18, Hulk arriscou de fora da área e assustou. O Tricolor chegou a ficar mais perto do gol aos 40, quando Ganso encontrou Hulk na área, o camisa 7 girou com espaço e finalizou, obrigando Carlos Miguel a trabalhar.

O gol do Verdão veio aos 44 minutos, curiosamente na primeira finalização da equipe na partida. Piquerez tabelou com Andreas Pereira pela esquerda e cruzou na medida para Flaco López completar para as redes. Até o intervalo, o Palmeiras ainda teve mais duas chances: um corte preciso de Thiago Silva e um chute rasteiro de Flaco López que passou perto da trave de Fábio.

O segundo tempo começou com o Palmeiras pressionando. Aos dois minutos, Marlon Freitas recuperou a bola e acionou Piquerez, que invadiu a área e viu Fábio espalmar. O Fluminense respondeu aos sete, com chute de Hércules defendido por Carlos Miguel, e logo depois com cabeçada de Canobbio após escanteio, novamente afastada pelo goleiro.

Quando o jogo parecia caminhar para o controle tricolor, o Palmeiras mostrou sua eficiência. Aos 21, Jhon Arias deu um belo passe para Giay, que finalizou com perigo, para fora. Aos 36, Marlon Freitas puxou contra-ataque e abriu com Felipe Anderson, que driblou e bateu cruzado — Fábio salvou. Minutos depois, porém, a sobra ficou: Mauricio passou para Sosa, cujo chute rasteiro parou no goleiro, e Felipe Anderson tocou para trás. Marlon Freitas apareceu para bater de primeira e marcar o segundo, sem chances para Fábio.

O Fluminense ainda descontou nas últimas jogadas da partida. Guga cruzou na área, Carlos Miguel mal calculou a saída e Wesley Natã subiu mais que a defesa para cabecear e diminuir o placar, dando emoção ao resultado final.

Antes da decisão da vaga, os dois times voltam as atenções para o Campeonato Brasileiro. O Fluminense recebe o Santos no domingo (18), às 16h, no Maracanã, pela 31ª rodada. No sábado (17), às 19h30, o Palmeiras visita o Athletico-PR na Arena da Baixada, em Curitiba.

FICHA TÉCNICA

Resultado Fluminense 1 x 2 Palmeiras
Competição Copa Libertadores – Semifinal (jogo de ida)
Local Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data 14 de outubro de 2026 (quarta-feira)
Horário 21h30 (horário de Brasília)
Cartões amarelos Barboza (Palmeiras)
Cartões vermelhos Nenhum
FUNÇÃO NOME
Árbitro Facundo Tello (ARG)
Assistentes Juan Belatti (ARG) e Gabriel Chade (ARG)
VAR Silvio Trucco (ARG)
JOGADOR MOMENTO EQUIPE
Flaco López 44 minutos do 1º tempo Palmeiras
Marlon Freitas 38 minutos do 2º tempo Palmeiras
Wesley Natã 47 minutos do 2º tempo Fluminense
EQUIPE JOGADORES TÉCNICO
Fluminense Fábio; Guga, Thiago Silva, Millán e Guilherme Arana; Nonato, Martinelli (Hércules) e Ganso (Lucho Acosta); Canobbio (Kevin Serna), Savarino (Wesley Natã) e Hulk (Rodrigo Castillo) Marcão
Palmeiras Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Giay, Marlon Freitas, Lucas Evangelista, Andreas Pereira (Mauricio) e Piquerez; Jhon Arias (Felipe Anderson) e Flaco López (Ramón Sosa) João Martins (auxiliar técnico)
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Brasil passa de virada pelo Japão e volta a campo no próximo domingo pelas oitavas

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O Brasil está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mas o passaporte carimbado em Houston veio acompanhado de um susto que expôs as fragilidades de uma equipe ainda em busca de identidade.

A vitória por 2 a 1 sobre o Japão, consolidada apenas aos 50 minutos da etapa final com um gol de Gabriel Martinelli, foi o retrato de um time que, embora conte com o talento individual para decidir, sofreu com a desorganização coletiva diante de um adversário disciplinado e tecnicamente eficiente.

O cenário em campo confirmou o que a torcida temia: uma Seleção que, apesar de ter mais posse de bola, encontrou imensa dificuldade para furar o bloqueio japonês.

O gol de Kaishū Sano, ainda no primeiro tempo, desnorteou o sistema tático brasileiro e revelou brechas perigosas na transição defensiva. O empate, trazido por Casemiro em uma das poucas subidas de cabeça efetivas, não foi suficiente para acalmar os ânimos, mantendo a equipe em um estado de tensão que beirou o descontrole.

O peso da camisa

O desfecho, embora comemore a classificação, coloca o Brasil sob holofotes nada confortáveis. A imprensa internacional não poupou críticas ao desempenho apresentado, sintetizando o sentimento geral com a expressão “Graças à camisa”.

O argumento é claro: enquanto seleções emergentes demonstram planos de jogo cada vez mais sólidos, a Seleção Brasileira segue dependente de lampejos individuais para resolver embates que, teoricamente, seriam mais tranquilos.

A vitória de virada é, sem dúvida, um alívio imediato para o elenco e para o comando técnico de Carlo Ancelotti. Contudo, o resultado de hoje serve como um alerta pragmático. O futebol de seleções atual não perdoa a falta de coesão, e a dependência de decisões nos acréscimos é um luxo que o Brasil pode não ter nas próximas etapas do mata-mata.

O próximo passo

A classificação coloca o Brasil diante de um novo desafio. O próximo jogo será no próximo domingo, dia 5 de julho, às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey. A Seleção aguarda agora a definição do seu adversário, que sairá do confronto entre Noruega e Costa do Marfim.

Para o torcedor, o domingo reserva uma nova prova. Para a comissão técnica, o tempo até lá deve ser usado não apenas para a recuperação física, mas para uma revisão profunda do modelo de jogo. O Brasil avançou, mas o futebol apresentado deixa claro: o nível de exigência subiu e o margem de erro, a partir de agora, é zero.

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