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POLÍCIA

Pai é preso após espancar filha de 12 anos até a morte

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Um crime brutal chocou os moradores do bairro Serra Dourada, em Várzea Grande, na noite deste domingo (07.06). Um homem de 42 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil, acusado de agredir a própria filha, Olga Beatriz Santos da Silva, de apenas 12 anos, até a morte. O suspeito responderá pelo crime de feminicídio.

A investigação aponta que a motivação do crime seria fútil: o pai teria tido um acesso de fúria ao descobrir uma conversa da adolescente com um menino em uma rede social.

O caso começou a ser desvendado quando a mãe da menina foi buscá-la na casa do ex-companheiro, por volta das 18h. Ao chegar no portão, ela foi recebida pelo suspeito, que tentou despistá-la afirmando que a filha estava brincando na vizinhança. Desconfiada da atitude nervosa do homem, a mãe insistiu, momento em que ele fugiu correndo do local.

Ao entrar no imóvel, a mulher encontrou uma cena de horror: Olga Beatriz estava caída em um dos quartos, desacordada e com o corpo coberto de hematomas. Desesperada, a mãe levou a criança com a ajuda de uma amiga até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Verdão, em Cuiabá, mas a equipe médica confirmou que a adolescente já chegou à unidade sem vida.

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Prisão e Investigação

Após a fuga inicial, o agressor se apresentou espontaneamente na Delegacia da Mulher de Várzea Grande, onde foi detido. Ele foi conduzido à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde o delegado Nilson Farias lavrou o flagrante.

“Verificamos que as agressões foram extremamente severas. O suspeito teria se descontrolado por causa de uma conversa em rede social, o que teria motivado esse ato de violência extrema”, explicou o delegado, que já solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os exames no local do crime para coletar evidências que auxiliem na conclusão do inquérito. A Polícia Civil agora trabalha para esclarecer todos os detalhes da dinâmica das agressões que tiraram a vida da menor.

 

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Mato Grosso

Politec identifica autores de crimes ocorridos em MT e SP com exame de DNA

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A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) concluiu a primeira etapa da Operação Elos DNA e conseguiu identificar dois detentos que já cumprem pena em Mato Grosso como responsáveis por outros crimes cometidos dentro e fora do estado. O reconhecimento foi possível graças a análises genéticas.

Um dos condenados teve seu perfil de DNA relacionado a dois roubos a agências dos Correios ocorridos em 2015, um em Cuiabá e outro em Nova Lacerda. O segundo preso foi vinculado a um crime sexual praticado em São Paulo no ano de 2020.

Na fase inicial da operação, equipes da Politec coletaram amostras de saliva de aproximadamente 1.050 detentos. Desse total, 249 amostras já foram processadas pelo Laboratório de DNA Forense e inseridas nos bancos Estadual e Nacional de Perfis Genéticos. O processamento completo do material biológico demanda semanas de trabalho laboratorial.

Uma vez cadastrados nos bancos de dados, os perfis genéticos passam a ser cruzados automaticamente com vestígios biológicos recolhidos em cenas de crime de todo o país. Esse processo permite identificar autores de delitos que até então não tinham solução.

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Coordenada pela Politec, a Operação Elos DNA foi lançada em maio de 2026 com o objetivo de coletar material biológico de presos das unidades prisionais para abastecer os bancos estadual e nacional de perfis genéticos e, assim, auxiliar na resolução de crimes sem autoria conhecida.

A legislação brasileira determina a coleta obrigatória de DNA de pessoas condenadas em regime fechado por crimes cometidos com grave violência contra a pessoa, contra a liberdade sexual ou de natureza sexual praticados contra vulneráveis. A medida também vale para condenados por exploração sexual de crianças e adolescentes e por integrar organizações criminosas que fazem uso de armas de fogo.

Com a conclusão do processamento do primeiro lote de amostras, os perfis já estão nos bancos de dados e as próximas etapas da operação preveem novas coletas em unidades prisionais de Mato Grosso.

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