Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Empreendedorismo

MPEs geram 80% dos empregos e têm “esperança” e “confiança” como palavras motivadoras para 2023

Publicados

em

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

“Esperança”, a palavra escolhida pela maioria dos brasileiros como mote para 2023 (pesquisa da Consultoria Cause e do Instituto Ideia), junto com “confiança” foram as grandes mensagens da XIX Convenção Nacional da Micro e Pequena Empresa (MPEs), que teve como apresentador de um inovador talk show sobre empreendedorismo, com o tema: “inspiração, atitudes e lições”, o professor, mentor, consultor e escritor, José Nascimento.

O evento reuniu representantes do Ministério da Economia, o presidente do Sebrae nacional, Carlos Melles; o presidente da Confederação Nacional das Micro e Pequenas Empresas e Empreendedores Individuais (Conampe), Ercílio Santinoni, além de dezenas de empreendedores e representantes de entidades empresariais e associações de 18 estados brasileiros. O encontro serviu para debater os avanços para o desenvolvimento das micro e pequenas empresas no Brasil e a criação de um ambiente de negócios favorável.

O professor e palestrante José Nascimento, do canal Top de Gestão, lembrou que as MPEs são a locomotiva que vem alavancando a economia brasileira, mesmo num cenário de crise, como o vivido durante a pandemia de Covid-19. O talk show, apresentado como um dos fóruns da convenção foi uma inovação e teve como tema principal: “Na prática: como eles deram a virada: sonhos viraram negócios de impacto”.

“Ouvimos aqui que 80% dos empregos gerados em outubro deste ano vieram da pequena e média empresa. Isso nos mostra que vocês são a alavanca, a locomotiva do crescimento e do desenvolvimento do Brasil, pro ano de 2023”, disse José Nascimento na abertura do talk.

Convidado para ministrar uma palestra durante a convenção, o professor preferiu fazer algo diferente, abrindo espaço para que os empreendedores Inaye Souza, Hyan Assano, Daniel Scott e Rafael Shreiber pudessem contar suas histórias, servindo assim de inspiração para micros, pequenos e médios empresários de todo o Brasil que participaram do encontro.

“Eu acredito muito em somar, colaborar, contribuir, cooperar, juntar, por isso, não estou sozinho neste palco. Trouxe aqui algumas pessoas especiais, que vão contar um pouco de suas histórias. São histórias maravilhosas, de empreendedores, suas dores, suas vitórias, mas que nos remetem ao futuro desse Brasil de esperança, de futuro”, explicou José Nascimento.

PARTICIPAÇÕES – A XIX Convenção Nacional da Micro e Pequena Empresa, organizada pelo Conampe teve também a participação do jornalista e empreendedor Herivelto Oliveira, vereador em Curitiba, que falou sobre o trabalho que vem sendo feito na câmara da capital paranaense para melhorar os ambientes de negócios para as microempresas, MEIs e pequenas empresas. Ele destacou a importância de se ter políticas públicas para um segmento que responde pelo trabalho e o sustento de uma grande parcela da população, em todo o país.

O superintendente do Sebrae no Paraná, Vitor Roberto Tioqueta, revelou que as microempresas têm crescido exponencialmente no Paraná. “Hoje temos quase 2 milhões de empresas, um milhão de MEIs e temos crescido em média 10% ao ano de crescimento. Hoje, 80% dos empregos gerado no Paraná hoje são das micro e pequenas empresas”.

Para Tioqueta a maior dificuldade do setor ainda é conseguir crédito para alavancar novos negócios. “Apesar dos avanços, ainda temos dificuldades de busca de crédito. Há 2 anos o Sebrae criou o Fampe, que é o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas, onde disponibilizamos crédito para micros e pequenos por meio da rede de bancos conveniados. O fundo concede aval financeiro complementar aos pequenos negócios. Quando um empreendimento não tem todas as garantias necessárias para conseguir um financiamento, é o Fampe que as complementa”.

“Mas é preciso mais. As MPEs estão distribuídas por todo o Brasil, e é por elas que a renda circula pelos municípios. Nos últimos 10 anos houve um grande crescimento do segmento e a tendência é continuar a crescer, mas para isso preciso investir mais em crédito para este setor”, reforçou Tioqueta.

“Neste ano, só no Paraná, já atendemos mais de 500 mil micro e pequenas empresas, são empresários que têm buscado apoio e com isso têm conseguido se manter e crescer. As empresas que passam pelo Sebrae morrem menos, por exemplo. Teve uma época em que a mortalidade de empresas era muito grande, mas em 2021, por exemplo – de 2022 ainda não podemos falar porque não terminou o ano -, 98% das empresas que passaram pelo Sebrae terminaram o ano vivas. Esse é um número formidável”, comemorou o superintendente do Sebrae Paraná.

“2023 é um ano diferente com um novo Governo Federal, tem um período de adaptação e estamos iniciando o nosso planejamento 2030. Independente do que está acontecendo na economia formal do Brasil, a micro e pequena empresa terá o Sebrae a seu lado para apoiá-las”, completou Tioqueta.

Já para Carlos Melles, presidente do Sebrae Nacional, as micro e pequenas empresas vivem um momento especial no País”. Há várias ações visando a desburocratização, a simplificação e a digitalização de processos. Temos uma legislação positiva que colabora para a modernização de startups e para a criação das Empresas Simples de Crédito, além de uma ampla atuação da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa. Estamos em um processo de retomada do crescimento e com uma expectativa muito positiva”, afirmou Melles.

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país. É a padaria, a loja de roupa, todos os segmentos da sociedade. O Brasil vem aperfeiçoando esse ambiente de melhoria de convivência com a micro e pequena empresa. O Sebrae representa, hoje, cerca de 7 milhões de micro e pequenas empresas e 11 milhões de microempreendedores individuais (MEIs). Nesse setor, também se fatura aproximadamente 30% da riqueza do Brasil e emprega 55% dos brasileiros com carteira assinada”, disse o presidente nacional do Sebrae.

O presidente da Conampe, Ercílio Santinoni, destacou o comprometimento dos órgãos públicos, das entidades e associações e do setor produtivo para o desenvolvimento econômico das MPEs, no Brasil. “Estamos vivendo um momento promissor com mudanças profundas na atuação pública e em parceria com o setor privado. Queremos caminhar ainda mais longe com o foco em inovação, no acesso a novos canais de vendas e mercados. Participar desse desenvolvimento significa investir em inclusão social, distribuição de renda e no desenvolvimento econômico”, afirmou.

Para ele, o cenário para 2023 é de otimismo e esperança. “As oportunidades, não desaparecem quando os governos mudam, mas pelo contrário. Temos uma pauta de lutas, temos bandeiras que continuares a empunhar e temos a história ao nosso lado e as nossas conquistas como motivos para acreditar que vamos continuar avançando, a passos firmes”, afirmou.

“A condição para isso, para avançarmos mais e mais rapidamente, é a união, o associativismo, é dar o nosso melhor para as nossas entidades e empresas. Nas empresas, temos que crescer na gestão, aprimorar, resolver problemas com realismo e criatividade, inovar e buscar as melhores práticas e a sustentabilidade em cada um dos nossos setores de atividades. A vitória e o sucesso vão continuar sorrindo para os mais dedicados e os mais preparados”, completou o presidente da Conampe.

TALK SHOW DE EMPREENDEDORISMO

Inaye Souza: Mulher, negra, empreendedora e ex-policial que deixou tudo para empreender, falou sobre o salão “Simples assim”, que nasceu de um sonho. “Nunca me vi diferente por ser negra, mas eu percebi, com meu trabalho, que haviam diversas barreiras, e isso me levou a empreender. Inicialmente por procurar um salão que fizesse o que chamamos de transição capilar que é um processo em que a pessoa decide abandonar qualquer tipo de química – desde a progressiva até o relaxamento – para dar lugar ao seu cabelo natural”.

“Como não encontrei esse salão, resolvi abrir o “Simples Assim”. Iniciei atendendo a domicílio, depois fui pros fundos da casa da minha vó e de lá, sai de um espaço de 27 m², para um de 280m² e continuamos crescendo. Hoje nosso foco é formação de mão de obra, que é escassa neste setor”, explicou.

Ela ainda contou que o crescimento de sua empresa se deu principalmente por meio das redes sociais: “Quando a gente começou no Facebook, a princípio fiquei assustada pela dimensão que o salão foi tomando, mas entendi que mais mostrar o cabelo antes e depois, nosso público queria interagir com as pessoas do outro lado, não com a marca. E passei a ampliar esse contato: durante a pandemia, passei a ensinar auto cuidados, para que as pessoas pudessem, mesmo sem ir ao salão, cuidar de seus cabelos e isso foi alavancando nosso negócio”.

“Uma coisa que aprendi nessa trajetória, é que não é só fazer um negócio que se gosta, mas um negócio tem toda uma parte burocrática que precisa de atenção. Eu sou formada em Direito, era concursada na polícia e larguei tudo para me dedicar a uma coisa que amo, mas não tinha me dado conta de como fazer, como abrir meu negócio. Hoje entendo que não é só a parte técnica, mas principalmente a gestão de pessoas. Por exemplo, eu não queria ser chefe de ninguém, eu era amiga de todo mundo, mas quando você é amigo de todo mundo, você leva umas rasteiras violentas. Na empresa você precisa ser líder”, disse Inaye.

Para completar ela ensinou: “é preciso perseverar, amar o que você faz e respeitar seu cliente, mas você também precisa se respeitar. Essa máxima de que o cliente sempre tem razão, tem que ser revista. É uma via de mão dupla. Outra dica que deixo: procure trabalhar com pessoas que amem o que fazem, mas que também amem o que você faz e a história que você tem. Porque essas pessoas vão querer crescer com você. É diferente das pessoas que só ficam esperando você se curvar para subir nas suas costas”.

Rafael Shreiber – Dono de uma rede de food trucks e carrinhos de cachorro quente D’ont Stop Hot Dog, o empreendedor começou trabalhando sozinho vendendo cachorro-quente na esquina e hoje tem uma rede de 33 espalhados pro Curitiba, região metropolitana e até Mato Grosso do Sul.

Para ele, o segredo do sucesso está em saber administrar as redes sociais. “Cada carrinho de cachorro-quente que abria eu colocava na rede social e aos poucos fui percebendo que as pessoas iam lá conhecer meu produto, por causa da rede social. Percebi que fazendo um trabalho bem feito, começando na rede social que traz o cliente até você, tendo um produto de qualidade e um bom atendimento, o próprio cliente fax o boca a boca. Você tendo um produto de qualidade, a rede social funciona muito”.

“Minha grande arrancada aconteceu a partir do momento em que conheci o Nascimento e ele gravou um vídeo para o Top de Gestão que viralizou e começou a dar uma visibilidade muito grande para meu negócio; as pessoas começaram a me procurar querendo ser franqueados e a partir daí foi só sucesso. Mais à frente, gravamos um segundo vídeo que também explodiu nas redes sociais e além de ampliar o número de food trucks, me permitiu também expandir para o Mato Grosso do Sul”.

“Claro que não foi apenas sucesso, tive muita dificuldade em minha trajetória até aqui. Mas penso assim: quem não teve problemas, não teve crescimento. Barreiras e dificuldades todos nós enfrentamos. Eu aprendi muito com meus erros. Quando comecei queria abraçar o mundo. Aprendi que tem a hora certa para abrir um negócio e se especializar naquilo em que você é bom é muito melhor que querer abraçar o mundo e não fazer nada direito”.

Outra coisa que aprendi a duras penas foi que as pessoas não vão acreditar em seus sonhos. Passei muitas dificuldades pelo lado emocional, porque as pessoas não acreditavam que poderia dar certo. Eu trabalhava das 6 da manha à meia-noite, às vezes até as 6 da manhã de novo, sozinho e ninguém acreditava no meu trabalho. Minha família achava que era coisa de momento, mas eu não desisti. Depois veio a pandemia e a situação ficou ainda pior, tive que me reinventar. O segredo é insista, persista e não desista nunca. Todo mundo pode”, completou Shreiber, deixando uma mensagem de paixão, perseverança, garra; e que o empreendedor não deve desistir nunca e acima de tudo, trabalhar muito.

Hyan Assano: empreendedor que, ainda durante a faculdade, desenvolveu uma vodca (a Bacco Spirit), classificada como a melhor do Brasil, usando como laboratório a república em que morava – “Nós iniciamos a fábrica de vodca – hoje temos três medalhas internacionais, além do título de a melhor vodca do Brasil – e ficamos um ano na parte burocrática para iniciar a fabricação, afinal é uma destilaria, um produto que pode explodir o quarteirão – então conseguir autorizações de bombeiros etc é complicado -, e quando iniciamos a fabricação veio a pandemia. Por sorte nós estávamos capitalizados e conseguimos nos manter. E foi por meio das redes sociais que nos conseguimos alavancar nosso negócio”.

“Foi também por meio das redes sociais que acabamos desenvolvendo novos produtos e hoje temos o único coquetel concentrado alcoólico do mundo. Um concentrado, como esses sucos que você compra nos supermercados, que permite você faça na sua casa, no seu churrasco, um coquetel com a mesma qualidade de um profissional, com a mesma qualidade do coquetel que você toma na rede Madeira, por exemplo, que em todo Brasil que hoje é atendida por nós, com exclusividade”.

Daniel Scott – O fundador CEO da Myndo, uma empresa que presta serviços financeiros como boletos parcelados e afins, lembrou da função social da empresa, que vai muito além do sucesso do empreendimento. “Empreendedorismo não é apenas gerar retorno, mas também ter um propósito social. E é muito gratificante poder ajudar pessoas que não teriam acesso à educação e que estão tendo acesso a um curso, por meio do nosso negócio”.

“O que eu tenho muito claro: o ponto principal são os canais de distribuição, porque é por meio deles que você vai fazer seu negócio crescer. Qualquer que seja seu negócio, o canal de distribuição é ferramenta fundamental. Hoje com as redes sociais você alavanca seu negócio e consegue criar novas oportunidades, e estar no digital é muito importante porque que te dá a chance de crescer, mas também abre portas para novos caminhos, novos cenários de negócios que antes não eram possíveis ou muito mais difíceis”.

Professor José Nascimento – No encerramento do “talk”, o professor José Nascimento agradeceu aos convidados e lembrou que o empreendedor tem, também uma função social. “Há um papel social do empreendedor, claro que o objetivo é ganhar sim” dinheiro, mas o que faz a diferença é seu papel na sociedade”, frisou.

O mediador ainda deu chaves dicas “matadoras”: começar, testar e jamais desistir. “A chave do sucesso do digital é começar. Use a força dos canais digitais para se posicionar, porque tudo isso é uma jornada. Sozinho nós somos um. Juntos vamos mais e vamos mais longe e no digital tem muito disso.

“A chave do sucesso de sua empresa, de seu produto é a perseverança. Acredite em seu sonho, mesmo que todos digam o contrário. Invista em você, faça o que você acredita de não desista, porque o sucesso vem. Vai dar certo e no próximo ano, você estará aqui neste evento do Conampe, nos falando do seu sucesso, como hoje estão aqui a Inayê Souza, o Rian Assano, o Daniel Scot e o Rafael Shareber”.

“A chave do empreendedorismo é testar. Se você não tem muita certeza do sucesso de um produto, teste. Se não der certo você troca, você tenta de novo. Faça inovação incremental, melhore um pouco do seu negócio, trate bem o seu cliente. Sonhe sim, grande com inovação disruptiva, mas exercite todo dia em seu negócio, inovação incremental. Todos aqui com não tenha medo de assumir o erro e dar um passinho pra traz”.

O professor José Nascimento aproveitou ainda para falar aos empreendedores sobre as perspectivas para o próximo ano. Segundo ele, um empreendedor, independente do tamanho, precisa estar e ficar de olho nos movimentos do mercado. “Olhar o caminho percorrido, que vai ser a universidade da vida, mas acima de tudo, observar os acontecimentos e as tendências de mercado. Eu gosto de analisar e ativar minhas ações a partir das mega tendências e, especialmente, ajustá-las com as chamadas softskils”, comentou.

“Nas minhas aulas, palestras, mentorias e consultorias, sempre me fazem aquela pergunta de receita de bolo, parece coisa superficial, mas são sim dicas matadoras. Quando me falam sobre empreendedorismo, explico que tenho 15 segredos que são infalíveis”, disse José Nascimento.

5 Soft Skills do TOP de GESTÃO para 2023

1. Comunicação – A habilidade de se comunicar deixou as últimas posições para assumir a primeira posição. É a principal habilidade exigida dos talentos dentro das empresas.

2. Adequação às normas de compliance – Os negócios têm que ir bem, entregar resultados para os sócios, acionistas e investidores, mas precisam ser companhias com responsabilidade social e ambiental. E estar adequado a essas normas é fundamental para um bom profissional nos tempos atuais.

3. Gestão do tempo – Vivemos na era da distração. E aí tem a questão do trabalho em home office, híbrido ou presencial. Aquele tempo em que o colaborador tá economizando em trajeto pro trabalho tem que ser investido trabalhando, se organizando e inclusive em saúde emocional. Então, gestão do tempo é superimportante.

4. Capacidade de trabalho independente – Porque nós estamos trabalhando não mais em equipe, mas individualmente e conseguir fazer a gestão das atividades para a empresa, dentro do espaço onde você está é um talento desejável aos novos profissionais. Veja que não é mais o trabalho em equipe, mas a sua capacidade de trabalhar, mantendo o foco e a produtividade, mesmo num espaço fora da empresa.

5. Gerenciamento e gestão de projetos – Gerenciar projetos de forma eficiente, inclui todas as demais skills. Por exemplo, facilita a comunicação e a coordenação da equipe (mesmo cada um em seu espaço), permite um maior entendimento sobre os indicadores de desempenho, da gestão do tempo e da produtividade.

5 dicas para você acertar em 2023

1. Resolva a dor dos seus clientes – Você pode atender à necessidade de seus clientes de diversas formas. Se você tem uma pizzaria em vez de entregar uma pizza gigante, entregue uma brotinho, num formato diferente; enfim, faça veja o que seu cliente precisa e encontre uma solução criativa.

2. Faça pesquisa – Pesquise o que seu cliente quer, o que o mercado quer pagar, o potencial de consumo da sua região, quem é o seu cliente etc. Hoje é possível fazer pesquisas muito boas usando seu whats, o google, sua rede de contados, suas redes sociais; busque referenciais por meio da pesquisa.

3. Planeje seu produto – o planejamento é fundamental, para que quando seu produto ou serviço chegar ao mercado as pessoas fiquem de boca aberta: olha que solução interessante, como eles pensaram nisso? Outra dica: planeje, mas faça. Muitos planejam, planejam e não saem dessa fase. Empreendedor planeja e faz rapidamente.

4. Busque referências – Além da pesquisa, converse com seus concorrentes, visite eles, veja como eles fazem, ouça seus parceiros de negócio e faça parcerias. Essas referências, cada vez mais isso é fundamental para seu sucesso.

5. Desenhe seu negócio – O dinheiro que você está investindo tem que dar retorno. Analise viabilidade, o quanto você vai investir, pense no processo de implantação, crie um MVP (sigla em inglês para Minimum Viable Product – ou Produto Mínimo Viável). Significa construir a versão mais simples e enxuta de um produto, empregando o mínimo possível de recursos para entregar a principal proposta de valor da ideia. Assim, é possível validar o produto antes de seu lançamento.

Top de Gestão – Clique nos links abaixo (ou copie e cole) e veja os vídeos sobre os temas que o professor José Nascimento discorreu:

Vídeo Soft Skills – https://youtu.be/1KYrC6XRCAA

Vídeo Soft Skills – https://youtu.be/aFAncCJL7c8

Vídeo completo do Talk Show sobre empreendedorismo – https://youtu.be/RRQzkavr_uo

Fale com o professor José Nascimento pelo whats 41 99270 1011 para comprar o livro, saber das mentorias, palestras e treinamentos.

Ou ainda no canal www.topdegestao.com.br

Propaganda

Empreendedorismo

Pequenos negócios de Mato Grosso disputam espaço apertado nas redes sociais

A disputa por atenção no Instagram e no TikTok mudou o jogo para comerciantes locais. Cuidar do visual do perfil e acelerar o crescimento da audiência deixaram de ser detalhes para virarem parte da operação.

Publicados

em

Foto: Pixels

Em Cuiabá, uma loja de moda feminina que funcionava só na rua João Gomes Sobrinho percebeu, no início deste ano, que metade dos novos clientes chegava porque viu um Reels antes de cruzar a porta.

A dona montou planilha, contou pedidos, conferiu o WhatsApp. O número confirmou a impressão: o ponto físico continuava importante, mas o ponto digital virou o primeiro contato. Histórias como essa se repetem em Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis. O que mudou, afinal?

A resposta passa por dois movimentos paralelos. O primeiro é o crescimento do consumo de redes sociais entre os mato-grossenses, na esteira de um padrão nacional. O segundo é a profissionalização dos próprios pequenos negócios, que pararam de tratar perfil de empresa como hobby e passaram a olhar como canal de venda. Quem ainda não fez essa transição está perdendo terreno para quem fez.

Mato Grosso digital: o tamanho do mercado

O estado puxa indicadores nacionais que ajudam a entender o cenário. Pesquisa do Sebrae mostra que sete em cada dez pequenos negócios brasileiros já mantêm perfil em rede social, e o estudo de participação das micro e pequenas empresas no PIB destaca Mato Grosso entre os estados em que esses negócios mais contribuem para o valor adicionado da economia regional.

Não é detalhe. É o motor de empregos formais, com as MPEs sendo responsáveis por sete em cada dez vagas abertas no país em 2024, segundo análise do Sebrae com base em dados do CAGED.

O ambiente digital ampliou esse impacto. O faturamento das micro e pequenas empresas em vendas online saltou de R$ 5 bilhões para R$ 67 bilhões entre 2019 e 2024, num avanço de mais de mil por cento medido pelo próprio Sebrae.

As redes sociais substituíram o site como ponto de entrada digital para a maioria dessas empresas, conforme a pesquisa TIC Empresas conduzida pelo Cetic.br.

Em Mato Grosso, onde o agronegócio responde por mais da metade do PIB estadual segundo o Imea, esse fenômeno se mistura com a vocação produtiva do estado. Pequenos fornecedores do setor, lojas que abastecem o circuito agropecuário e prestadores de serviço urbanos disputam atenção no mesmo feed.

Quem entra em qualquer perfil hoje percebe que a régua subiu. Identidade visual consistente, tipografia trabalhada, frequência de postagens, métricas de engajamento. O que antes era diferencial virou requisito mínimo.

Tipografia e identidade: por que cada caractere importa

A primeira impressão de uma marca nas redes vem de poucos elementos: foto de perfil, nome, biografia e os primeiros nove posts visíveis. Nesse espaço apertado, a tipografia escolhida pesa mais do que parece. Pequenos negócios costumam acertar na escolha do logo, mas escorregam no detalhe da bio e dos destaques, onde o Instagram e o TikTok limitam a formatação dos campos.

O atalho que se popularizou foi recorrer a geradores que convertem texto comum em fontes estilizadas que podem ser coladas na bio, no nome do perfil ou em legendas. As letras personalizadas dão personalidade visual sem precisar de programa de design, e funcionam como uma assinatura tipográfica do perfil.

Para uma cafeteria em Lucas do Rio Verde, uma joalheria em Tangará da Serra ou um pet shop em Sorriso, esse tipo de detalhe ajuda a destoar do padrão genérico que domina o feed local.

A estética importa porque o algoritmo importa. Estudos de design citados pela Bayerl Studio apontam que marcas que investem em fontes exclusivas constroem um reconhecimento visual mais forte e tornam a comunicação memorável. Em redes sociais, onde a audiência decide em fração de segundo se segue ou desliza, esse reconhecimento se converte em retenção.

A consistência tipográfica também sinaliza profissionalismo. Quando uma loja de roupas em Cuiabá usa a mesma família de fontes nos stories, na bio e nos cards de produto, o cliente percebe organização, mesmo sem saber nomear o que mudou.

Quando o perfil mistura cinco estilos diferentes, o cérebro do leitor classifica automaticamente como amador. O detalhe é gratuito, mas a falta dele custa caro.

TikTok: a nova porta de entrada que mato-grossense ainda subutiliza

Se o Instagram virou padrão, o TikTok virou aposta. Pesquisa da Opinion Box sobre o comportamento de usuários brasileiros revela que oito em cada dez pessoas abrem o aplicativo pelo menos uma vez por dia, e que apenas dezesseis por cento dos usuários mantêm um perfil comercial na plataforma.

A janela é grande. Quem entra agora ocupa um espaço que, em poucos anos, pode estar saturado como já está o Instagram em algumas categorias.

Os números brasileiros do TikTok colocam o país entre os três maiores mercados globais da plataforma, com mais de oitenta milhões de usuários adultos ativos, segundo dados levantados pela Opinion Box em parceria com plataformas de análise.

Quase metade dos usuários afirma já seguir alguma empresa, e mais de um terço diz ter comprado algo descoberto no aplicativo. Para um pequeno negócio, isso traduz um caminho mais curto entre a descoberta e a venda do que o oferecido por canais tradicionais.

A dificuldade está no começo. Vídeos novos competem com perfis que já têm milhões de seguidores e produção profissional. Sem prova social inicial, a tendência do algoritmo é entregar o conteúdo para uma audiência muito pequena, e o ciclo vira armadilha: poucas visualizações geram pouco engajamento, que gera ainda menos visualizações. Quebrar essa inércia exige consistência de postagem, mas também impulso inicial.

É nesse ponto que muitos donos de pequenos negócios decidem comprar curtidas TikTok como parte da estratégia de aquecimento do perfil, combinando o investimento com produção orgânica de conteúdo.

A lógica é parecida com a de outros canais de aquisição. Tráfego pago no Google Ads ou no Meta acelera resultados que viriam organicamente em meses ou anos. No TikTok, o mecanismo é semelhante, mas opera dentro da própria rede.

A pesquisa da Opinion Box mostra que cinquenta e dois por cento dos usuários passaram a usar mais o aplicativo nos últimos doze meses e que trinta e quatro por cento acreditam que esse uso vai aumentar. Para o pequeno comerciante de Cáceres ou de Primavera do Leste que ainda não testou a rede, esperar significa perder participação de mercado.

O contexto local: por que isso vale especialmente para Mato Grosso

O estado vive um momento econômico singular. Mato Grosso lidera o ranking dos cem municípios mais ricos do agronegócio do Brasil, com trinta e seis cidades nessa lista, segundo análise do Ministério da Agricultura e Pecuária baseada em dados do IBGE.

O PIB estadual cresceu seis vezes mais que a média nacional desde meados dos anos 1980, conforme estudo da consultoria MB Associados. Esse dinamismo gera uma cadeia inteira de pequenos negócios em volta: fornecedores de insumos, comércio urbano, serviços, restaurantes, indústrias auxiliares.

O problema é que muitos desses negócios crescem na economia real e não na economia digital. A pesquisa de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios feita pelo Sebrae em 2024 mostra que microempreendedores individuais ainda apresentam baixos indicadores de presença online, mesmo quando faturam bem no físico.

Isso cria uma distorção: empresários que ganham dinheiro suficiente para investir em comunicação digital ignoram o canal porque o boca a boca local funcionou por anos. Quando um concorrente de fora chega ao estado com estrutura digital pronta, a vantagem do pioneiro desaparece.

Cuiabá tem hoje dezenas de micro e pequenas empresas de marketing digital cadastradas, segundo levantamentos da Econodata, e o Sebrae/MT promove regularmente capacitações em estratégias digitais para pequenos negócios em cidades como Rondonópolis e Várzea Grande.

A oferta de apoio existe. O que falta, em muitos casos, é a decisão do empreendedor de tratar o digital como parte do orçamento mensal e não como gasto extra.

O que pequeno negócio mato-grossense pode fazer agora

Três frentes resumem o que funciona em 2026 para quem está começando ou quer recuperar terreno perdido. A primeira é cuidar da identidade visual com seriedade, sem precisar de orçamento de agência.

Padronizar a tipografia da bio, dos destaques e das legendas, escolher uma paleta de cores e manter consistência por noventa dias muda a percepção do perfil sem custo direto.

A segunda frente é diversificar canais. Quem só está no Instagram corre o risco de depender de uma única plataforma cujas regras mudam sem aviso. Levar o conteúdo para o TikTok, mesmo que reaproveitando vídeos curtos, abre uma audiência adicional.

Os dados da Opinion Box mostram que noites de terça e quarta concentram o maior consumo, e que conteúdo de descontração e humor ainda lidera, seguido por gastronomia, fitness e reviews de produtos.

A terceira é medir. Engajamento médio, taxa de conversão, custo por seguidor, retorno sobre conteúdo orgânico versus pago. Sem números, decisão vira chute. Com números, vira gestão. O Sebrae oferece consultorias gratuitas a empreendedores cadastrados, e a maioria das ferramentas básicas de análise das próprias plataformas é gratuita.

O cenário não é fácil, mas é favorável a quem age. Mato Grosso tem mercado, tem dinheiro circulando, tem demanda. Os pequenos negócios que combinarem identidade visual cuidada, presença em mais de uma rede e medição séria dos resultados vão capturar uma fatia desproporcional desse crescimento.

Os que esperarem mais um semestre vão descobrir que o concorrente do bairro vizinho já capturou.

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana