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MP-BA realiza audiência sobre proteção do patrimônio de Itaparica

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Ilha de Itaparica (BA)
IPHAN/Reprodução

Ilha de Itaparica (BA)

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) realizará na próxima segunda-feira (24) uma audiência pública em Itaparica para discutir ações de preservação do Patrimônio Nacional da cidade. O encontro acontece na Biblioteca Municipal Juracy Magalhães Júnior e contará com o Ministério Público Federal (MPF) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que também apresentarão o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o município.

Ao iG Turismo, o MP-BA confirmou que a audiência integra o projeto de educação patrimonial previsto no TAC e inclui a inauguração do Escritório Técnico local. “O IPHAN fará curso de capacitação para os servidores municipais já passarem a orientar os proprietários de bens que integram a poligonal do tombamento nos seus projetos de intervenção, bem como para os servidores promoverem a fiscalização de forma mais assertiva”, informou o órgão.

Ilha de Itaparica (BA)
IPHAN/Reprodução

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O TAC foi assinado em 2021 após vistorias feitas pelo MP-BA e MPF, que constataram o abandono de imóveis históricos. Um dos principais exemplos é a Igreja Nossa Senhora da Piedade, reconhecida como Patrimônio Histórico Municipal e atualmente em situação de risco.

Segundo o MP-BA, “os principais desafios são a ausência de verba e de políticas públicas para a conservação do Patrimônio de Itaparica”, o que agrava a situação de degradação dos bens culturais da cidade. O TAC, com 27 cláusulas, busca garantir a preservação desses espaços e criar mecanismos de fiscalização.

Ilha de Itaparica (BA)
IPHAN/Reprodução

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O acordo determina que a prefeitura só poderá liberar alvarás de obras em imóveis tombados após aprovação do Iphan. “Visivelmente passou a ocorrer diante das placas autorizativas do IPHAN na frente das intervenções dos bens que integram a poligonal do tombamento”, destacou o MP-BA.

Outro compromisso do TAC é o fortalecimento da educação patrimonial. “O MP elaborou a Revista de Educação Patrimonial de Itaparica com o apoio do MPF, IPHAN e Município. A instituição cumpriu com a obrigação lançando a revista em 2022”, explicou a promotoria.

Ilha de Itaparica (BA)
IPHAN/Reprodução

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Na audiência, o MP-BA também vai apresentar o levantamento atualizado do estado de conservação dos casarões, igrejas e demais imóveis históricos. “No TAC há cláusula cobrando esse mapeamento, que estará disponível na audiência pública”, informou.

O Ministério Fiscal reforçou a importância da preservação do patrimônio para a economia local. “A conservação dos bens patrimoniais viabiliza a visita do turista, pesquisador, historiador, visitante de um modo geral e, com essa presença, ocorre a promoção da economia e do turismo.”

Ilha de Itaparica (BA)
IPHAN/Reprodução

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O órgão também esclareceu que o TAC prevê sanções em caso de descumprimento e que as ações de fiscalização já estão em andamento. “O MPBA e o MPF estão acompanhando e cobrando a execução do TAC como acima relatado.”

Os interessados em participar da audiência devem se inscrever pelo e-mail [email protected] até o dia 23 de março. 

A Promotoria Geral concluiu que a audiência será uma oportunidade para envolver a comunidade na preservação da história local. “Os projetos de educação patrimonial, como a elaboração da revista e a audiência pública, são para a sociedade passar a conhecer melhor e reconhecer a importância do Patrimônio Nacional de Itaparica.”

Fonte: Turismo

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barra do garcas

Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes

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Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.

O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.

Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.

Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.

Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.

Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.

Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.

“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.

De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.

Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.

Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.

“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.

Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.

Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.

 

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