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Marcha a Brasília recebe presidente da República e dirigentes do Congresso Nacional

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A abertura oficial da XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, nesta terça-feira (26), contou com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro, e dos dirigentes da Câmara e do Senado, entre outras autoridades. A solenidade teve a presença de mais de oito mil participantes de todo o país. A comitiva de Mato Grosso na capital federal conta com cerca de 130 pessoas, entre prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e outras lideranças.  A mobilização dos gestores foi realizada pela Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, que anualmente apoia a realização da Marcha, liderada pela Confederação Nacional dos Municípios – CNM.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e ministros de diversas áreas, além dos dirigentes das Câmara e do Senado, discursaram na abertura, destacando os principais pontos da pauta municipalista nacional. Um dos pontos levantados por Bolsonaro foi a revisão da lei que trata da improbidade administrativa, sancionada em 2021. “A grande preocupação é quando deixarmos a prefeitura, que vamos deixar um dia. Essa questão não pode nos perseguir por dez, 20 anos. Nossa preocupação é dar tranquilidade para que os senhores gestores municipais possam trabalhar. Queremos um bem para o nosso Brasil. Passa por nossas mãos não o futuro dos municípios apenas, mas o desta grande nação, Brasil”,  argumentou, ressaltando a importância do trabalho em conjunto entre os Entes.

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Os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, destacaram a importância do movimento municipalista para levar melhorias diretamente para as cidades e os cidadãos brasileiros. “Embora a vida aconteça nos municípios, onde as pessoas moram, as decisões que os afetam acontecem em Brasília”, pontuou o presidente da Câmara, que abordou as dificuldades enfrentadas pelos municípios com a pandemia e listou projetos de interesse municipal recentemente aprovados pelos deputados federais. Lira citou, por exemplo, a conquista do adicional de 1% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em setembro.

Ao falar sobre a importância de ter prefeitos e vereadores em Brasília para apresentar as demandas municipais, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que o diálogo é fundamental para solucionar os problemas do país. “Quando vejo uma Marcha dessa natureza, posso afirmar que esta manifestação, este evento é, sem dúvida, a expressão máxima da vitalidade política do Brasil. Não há nada em Brasília parecido com o que vocês promovem aqui”, disse ele.

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O presidente da AMM, Neurilan Fraga, avalia que a participação dos dirigentes nacionais representa a força e a representatividade do movimento municipalista, que possui um grande poder de mobilização. “A presença das principais autoridades   do país sinaliza uma maior abertura para consolidar o diálogo institucional e avançar no atendimento da pauta, viabilizando mais conquistas para os municípios”, frisou. 

Pauta nacional – Na pauta prioritária no Congresso, destaca-se a PEC 122/2015, que proíbe a criação de novos encargos sem a indicação da fonte de custeio. A matéria aguarda deliberação do Plenário da Câmara, onde também está na pauta o Projeto de Lei 2.564/2020, que cria o piso da enfermagem. A proposta da CNM é a aprovação de emenda estabelecendo que a União apoie o custeio do pagamento, que representa grande impacto para os cofres municipais. No Senado, a pauta municipalista está focada na Reforma Tributária e na aprovação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 333/2020, que retira o gasto com funcionários de organizações sociais do limite de gastos de pessoal.

Fonte: AMM

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TCE-MT dá parecer favorável às contas de Campos de Júlio e Vale de São Domingos por equilíbrio fiscal e boa gestão dos recursos públicos

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Com destaques para a boa gestão fiscal e o equilíbrio financeiro, as contas anuais de governo dos municípios de Campos de Júlio e Vale de São Domingos receberam pareceres prévios favoráveis do Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Os balanços foram relatados pelo conselheiro Antonio Joaquim e apreciados em sessão plenária ordinária da última terça-feira (18).

“No exercício de 2025, o município de Campos de Júlio registrou Índice de Gestão Fiscal (IGFM) de 0,96, o que demonstra que o município alcançou o conceito de gestão de excelência. Já o índice de gestão fiscal de Vale de São Domingos totalizou 0,75, o que demonstra que o município alcançou o conceito B, de boa gestão”, observou o conselheiro.

Os balanços também apresentaram equilíbrio orçamentário e financeiro, além de cumprimento dos limites e percentuais constitucionais e legais. “Ambas as gestões evidenciaram o cumprimento de todos os limites constitucionais e legais aplicáveis, especialmente em saúde e educação”, afirmou o relator.

Campos de Júlio e Vale de São Domingos superaram o percentual mínimo de aplicação em ensino, com investimentos de 26,66% e 30,45% (mínimo de 25%). Destaque também para a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) na remuneração dos profissionais do magistério, que consumiu 98,25% e 97,78%, respectivamente (mínimo de 70%).

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Além de superarem o mínimo constitucional de 15% para a saúde, com índices de 24,61% e 18,16%, respectivamente, o comprometimento da receita com pessoal foi de 38,73% para o primeiro município e 32,86% para o segundo, respeitando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Equilíbrio orçamentário

Com nível diamante de transparência (95,54%), a receita arrecadada por Campos de Júlio somou R$ 142,5 milhões, atingindo 96,58% da previsão inicial. A despesa realizada totalizou R$ 148 milhões, resultando em superávit de execução orçamentária ajustado de R$ 23,9 milhões e superávit financeiro global de R$ 63,8 milhões. A capacidade de pagamento também se mostrou elevada: havia R$ 2,66 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.

Já Vale de São Domingos alcançou o nível ouro de transparência. Ao comparar as receitas arrecadadas (R$ 46.782.440,91) com as despesas realizadas (R$ 46.080.807,20), o município apresentou um superávit de execução orçamentária de R$ 701,6 mil. A capacidade de pagamento ficou em R$ 3,33 disponíveis para cada R$ 1,00 de restos a pagar.

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Recomendações

Para contribuir para o aperfeiçoamento da gestão, o conselheiro Antonio Joaquim fez recomendações para que Campos de Júlio implemente medidas destinadas a ampliar as vagas em creches e eliminar a fila de espera, além de realizar ações de vigilância contra arboviroses e melhorar o controle da hanseníase.

Já para Vale de São Domingos, o conselheiro fez orientações como a adesão ao Programa de Certificação Institucional e Modernização da Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (Pró-Gestão RPPS), o reforço das ações integradas de vigilância em saúde, saneamento, controle de vetores e educação em saúde e o fortalecimento das medidas de vigilância e controle da hanseníase.

Nos votos, o relator acolheu em parte as manifestações feitas pelo Ministério Público de Contas (MPC) e foi seguido por unanimidade do Plenário.

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