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geografia

Impactos sobre o ecossistema Cerrado

Conheça aqui as principais ações que degradam este bioma

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João Carlos Vicente Ferreira

Utilização de draga no garimpo de diamantes

A ocupação humana dos Cerrados nos últimos quarenta anos acelerou os processos impactantes sobre a região, devido ao aumento da densidade demográfica. O crescimento não foi apenas vegetativo, mas resultante de intensa migração, dobrando sua participação relativa na população nacional. Entretanto, a população da região do Cerrado apresenta-se altamente agregada, com oitenta por cento vivendo em áreas urbanas.
As grandes pressões exercidas no momento sobre a fauna do cerrado são a destruição de habitat e a caça predatória. O Cerrado é visto como um ecossistema “menor” em termos de prioridade de conservação. Deste modo, não existem estimativas precisas de áreas convertidas à produção agropecuária neste bioma. No entanto, é certo que as taxas de destruição aumentaram consideravelmente, principalmente através da expansão da área cultivada com soja e o crescimento do rebanho bovino.
A caça predatória é também importante como fator de rarefação de várias espécies de vertebrados de maior porte. Aproximadamente 33% das espécies de mamíferos que ocorrem no Cerrado são utilizadas como caça de subsistência, produção de peles ou mesmo como modelos experimentais. As espécies mais afetadas são a paca, a capivara, a anta, o veado-mateiro e os porcos-do-mato. Os cervídeos também são exaustivamente caçados no Cerrado.
A área do Cerrado (incluindo regiões de transição com o Pantanal) categorizada como Parque Nacional, reserva biológica e estação ecológica, não passa de 0,8% de sua superfície. A região amazônica, certamente menos afetada por atividades antrópicas, possui 2,8% de sua extensão representada por unidades de conservação. Estas estimativas indicam que a Amazônia possui 3,5 vezes mais área de superfície preservada que o Cerrado.
A forma mais utilizada de desmatamento do Cerrado é a dos “correntões” puxados por dois tratores, que vão derrubando toda a vegetação que estiver pela frente. Desta forma abre-se espaço para a agricultura moderna ou formação de pastagens. É a partir destas ações que a fauna e flora vão desaparecendo. Sabemos da riqueza que o ecossistema Cerrado abriga, sendo que seu desaparecimento seria uma tragédia. A expansão das atividades humanas no Cerrado (hidrelétricas, urbanização, agricultura, etc.) resulta em grandes impactos na região.
Para manter a riqueza biológica dos Cerrados, seria necessário destinar maiores recursos para preservar e criar novos Parques Nacionais que abrigam o pouco que resta intacto. 

Daniel Bretas

O desmatamento do Cerrado para a plantação de soja tem causado desequilibrio

Além dos aspectos elencados acima vale a pena citar:
Grandes Projetos Agropecuários: Desmatamento de áreas nativas e grandes queimadas; drenagens – erosão, alteração da vasão dos cursos d’água, assoreamento; monocultura extensiva – desequilíbrio ecológico; uso de grandes quantidades de agrotóxicos – poluição das águas; uso de mecanização intensiva – compactação dos solos; destruição de sítios arqueológicos.
Expansão Urbana desordenada: Destruição de nascentes de cursos d’água que formam a bacia do Pantanal; destruição da paisagem; poluição por falta de saneamento básico; destruição da rede de drenagem; abertura de cascalheiras; áreas decapeadas, áreas de extração de areia, estradas, cortes de morros, aterros e drenagens, voçorocas; desmatamento para obtenção de lenha e escoras para construção e fornos; aumento da poluição das águas com esgoto e do solo com lixo; expansão do tráfego de veículos e conseqüente poluição atmosférica e sonora; intensificação da descaracterização da paisagem e biota nativas pela expansão de áreas ocupadas com plantas e animais exóticos.
Invasão de Reservas Indígenas: Impacto cultural e social sobre populações indígenas; desmatamento.
Olarias – Fábricas de Tijolos: Demanda de carvão vegetal; desmatamento do cerrado e floresta pré-amazônica.
Garimpo de Ouro e Pedras Preciosas: Erosão, assoreamento e contaminação dos cursos d’água; impacto sócio-econômico.
Indústria de Transformação: Destruição de cavernas calcáreas para a produção de cimento e calcário agrícola; desmatamento para a produção de carvão vegetal.
Fonte: O Desafio do Desenvolvimento Sustentável.

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AGRO & NEGÓCIO

Previsão meteorológica indica semana de chuvas intensas em todo o Brasil

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No Centro-Oeste, a previsão indica chuvas irregulares ao longo da semana, com destaque para o Oeste de Mato Grosso e Sul do Mato Grosso do Sul onde se espera maior acumulação. No Sudeste, a maior parte da região terá uma semana sem grandes volumes de chuva, exceto por pancadas dispersas que atingem todos os estados.

As regiões Sul e Nordeste do Brasil estão sob alerta para altos volumes de precipitação nesta semana, segundo meteorologistas. O aumento significativo nas chuvas pode resultar em alagamentos e inundações, com fenômenos meteorológicos distintos influenciando cada área.

O Nordeste brasileiro enfrentará períodos de chuva forte, especialmente ao longo das zonas costeiras. Estados como Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão são os mais afetados. A atividade intensa da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é a principal causa do aumento das precipitações, com previsões de chuvas recorrentes e de forte intensidade em cidades como Fortaleza e Salvador, que podem esperar uma semana de instabilidade climática até quinta-feira.

No Sul, a instabilidade é dominada pela combinação de uma área de baixa pressão e uma frente fria que se desloca pela região. Esta condição climática favorece chuvas generalizadas entre segunda e terça-feira, com possibilidade de altos volumes acumulados, aumentando os riscos de inundações, especialmente no Oeste do Rio Grande do Sul e Leste de Santa Catarina.

Ciclone no Sul

Enquanto isso, um ciclone extratropical previsto para se formar na Argentina trará instabilidade significativa para o Cone Sul, afetando não só a Argentina e o Uruguai, mas também o Paraguai e o Sul do Brasil. Os meteorologistas da MetSul alertam para chuvas localmente fortes e temporais intensos nas áreas mencionadas até a metade da semana.

A situação climática ocorre em um momento delicado para a agricultura brasileira. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos no país deve sofrer uma redução significativa devido à influência do El Niño, que afetou negativamente as fases de plantio e desenvolvimento das lavouras. A esperança agora se volta para a possível chegada do fenômeno La Niña nos próximos meses, que poderia melhorar as condições de umidade em algumas regiões.

Os especialistas continuam monitorando os padrões climáticos e alertam para a necessidade de preparação para condições extremas de tempo, com possíveis impactos significativos na infraestrutura urbana e rural das regiões afetadas.

Fonte: Pensar Agro

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