Empreendedorismo
Imersão Journey: Mato Grosso recebe 1º evento para empreendedores
Com palestras de alto impacto, workshops interativos e momentos exclusivos de troca de experiências, o evento busca oferecer uma experiência transformadora para todos os participantes
No dia 7 de dezembro, Cuiabá receberá a primeira edição da Imersão Journey, um evento que promete ser um marco para empreendedores de Mato Grosso. O encontro terá como tema central “Marketing que conecta, liderança que inspira, inovação que transforma” e será realizado no Hotel Inter, localizado na Avenida Miguel Sutil, a partir das 13h. Voltado para empreendedores de todos os segmentos e para aqueles que planejam empreender, o encontro oferecerá uma programação focada em aprendizado, networking e inspiração.
A Imersão Journey surge com o propósito de inspirar e fortalecer o ambiente de negócios no estado, reunindo líderes e inovadores que compartilham o desejo de transformar ideias em conquistas e criar conexões estratégicas que gerem grandes parcerias. Com palestras de alto impacto, workshops interativos e momentos exclusivos de troca de experiências, o evento busca oferecer uma experiência transformadora para todos os participantes.
Entre os palestrantes confirmados estão nomes de destaque no cenário nacional. Matheus Gomes, empresário e investidor, trará insights sobre como podem impulsionar negócios e transformá-los em casos de sucesso. Ele compartilhará uma análise direta e estratégica sobre o ciclo de vida empresarial, destacando a importância da comunicação, marketing digital, compliance e do planejamento. Matheus se destaca no mundo dos negócios com menos de 30 anos de idade e responsável pela criação e venda de diversos negócios inovadores e multimilionários, faturando cerca de R$ 400 milhões no mercado digital e mais de R$ 3,5 bilhões transacionados com mídia programática.
Leandro Zuck, executivo com mais de 25 anos de experiência no setor de tecnologia e hoje especialista em inteligência artificial generativa, compartilhará insights práticos e visionários, baseados em décadas de atuação nos mais diversos mercados. Durante a Imersão Journey, ele promete trazer uma visão diferenciada sobre como transformar desafios em oportunidades, utilizando sua experiência para inspirar e capacitar os participantes a alavancarem seus próprios empreendimentos.
O conteúdo trará ainda a experiência do seu trabalho que é referência no ecossistema de inovação e tecnologia. Atualmente CEO do Grupo Notyped, que oferece soluções tecnológicas para diversos mercados, Leandro lidera projetos de destaque, como a Rosana.io, uma plataforma inovadora de agentes cognitivos com IA. Com passagens por mercados internacionais, incluindo o Vale do Silício, na Califórnia, Leandro adquiriu uma experiência robusta em estratégia de negócios, marketing, escalabilidade e aceleração de empresas nos mais diversos setores, desde governos a multinacionais. Hoje, ele é sócio de quatro empresas e investidor anjo em startups, contribuindo para o crescimento de novos negócios no cenário nacional e global.
O evento também contará com a participação de Flávio Renato Vasconcelos, que falará sobre gestão empresarial e a conexão entre empreendedores, e Eduardo Vasconcelos, advogado e líder empresarial com mais de 20 anos de experiência, à frente de um conglomerado que atua em diversos setores estratégicos.
Empresário visionário, Flavio Renato fundou sua primeira empresa aos 16 anos. Atualmente é CEO e sócio do Grupo FRC, com atuação nos setores gastronômico, de combustíveis, imobiliário e educacional. Habilidoso gestor de pessoas e referência em gestão empresarial, ele lidera um movimento para conectar empreendedores em todo o estado e destaca-se na criação de novos negócios.
Para os interessados em participar, vale lembrar que os ingressos são limitados e estão disponíveis em três modalidades. O Pacote Silver, no valor de R$197,00, oferece acesso às palestras e um welcome pack. O Pacote Black, por R$397,00 inclui, além do acesso às palestras e do welcome pack, brindes exclusivos, happy hour com DJ e momentos de networking. Já o Pacote Experience, no valor de R$997,00, oferece uma experiência premium com lugares privilegiados próximos ao palco, coffee break, participação no pós-evento e um encontro exclusivo com os palestrantesno Lago do Manso. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site oficial, disponível no link: https://yougoticket.com.br/event/42408/founders-experience/.
“A Imersão Journey é mais do que um evento; é uma oportunidade única para empresários, investidores e inovadores ampliarem seus horizontes e construírem uma comunidade que compartilha, aprende e cresce em conjunto. Estamos preparando uma programação cuidadosamente planejada, com objetivo de ser uma experiência transformadora para quem deseja alavancar sua trajetória no mundo dos negócios”, destaca Matheus Gomes.
Empreendedorismo
Pequenos negócios de Mato Grosso disputam espaço apertado nas redes sociais
A disputa por atenção no Instagram e no TikTok mudou o jogo para comerciantes locais. Cuidar do visual do perfil e acelerar o crescimento da audiência deixaram de ser detalhes para virarem parte da operação.
Em Cuiabá, uma loja de moda feminina que funcionava só na rua João Gomes Sobrinho percebeu, no início deste ano, que metade dos novos clientes chegava porque viu um Reels antes de cruzar a porta.
A dona montou planilha, contou pedidos, conferiu o WhatsApp. O número confirmou a impressão: o ponto físico continuava importante, mas o ponto digital virou o primeiro contato. Histórias como essa se repetem em Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis. O que mudou, afinal?
A resposta passa por dois movimentos paralelos. O primeiro é o crescimento do consumo de redes sociais entre os mato-grossenses, na esteira de um padrão nacional. O segundo é a profissionalização dos próprios pequenos negócios, que pararam de tratar perfil de empresa como hobby e passaram a olhar como canal de venda. Quem ainda não fez essa transição está perdendo terreno para quem fez.
Mato Grosso digital: o tamanho do mercado
O estado puxa indicadores nacionais que ajudam a entender o cenário. Pesquisa do Sebrae mostra que sete em cada dez pequenos negócios brasileiros já mantêm perfil em rede social, e o estudo de participação das micro e pequenas empresas no PIB destaca Mato Grosso entre os estados em que esses negócios mais contribuem para o valor adicionado da economia regional.
Não é detalhe. É o motor de empregos formais, com as MPEs sendo responsáveis por sete em cada dez vagas abertas no país em 2024, segundo análise do Sebrae com base em dados do CAGED.
O ambiente digital ampliou esse impacto. O faturamento das micro e pequenas empresas em vendas online saltou de R$ 5 bilhões para R$ 67 bilhões entre 2019 e 2024, num avanço de mais de mil por cento medido pelo próprio Sebrae.
As redes sociais substituíram o site como ponto de entrada digital para a maioria dessas empresas, conforme a pesquisa TIC Empresas conduzida pelo Cetic.br.
Em Mato Grosso, onde o agronegócio responde por mais da metade do PIB estadual segundo o Imea, esse fenômeno se mistura com a vocação produtiva do estado. Pequenos fornecedores do setor, lojas que abastecem o circuito agropecuário e prestadores de serviço urbanos disputam atenção no mesmo feed.
Quem entra em qualquer perfil hoje percebe que a régua subiu. Identidade visual consistente, tipografia trabalhada, frequência de postagens, métricas de engajamento. O que antes era diferencial virou requisito mínimo.
Tipografia e identidade: por que cada caractere importa
A primeira impressão de uma marca nas redes vem de poucos elementos: foto de perfil, nome, biografia e os primeiros nove posts visíveis. Nesse espaço apertado, a tipografia escolhida pesa mais do que parece. Pequenos negócios costumam acertar na escolha do logo, mas escorregam no detalhe da bio e dos destaques, onde o Instagram e o TikTok limitam a formatação dos campos.
O atalho que se popularizou foi recorrer a geradores que convertem texto comum em fontes estilizadas que podem ser coladas na bio, no nome do perfil ou em legendas. As letras personalizadas dão personalidade visual sem precisar de programa de design, e funcionam como uma assinatura tipográfica do perfil.
Para uma cafeteria em Lucas do Rio Verde, uma joalheria em Tangará da Serra ou um pet shop em Sorriso, esse tipo de detalhe ajuda a destoar do padrão genérico que domina o feed local.
A estética importa porque o algoritmo importa. Estudos de design citados pela Bayerl Studio apontam que marcas que investem em fontes exclusivas constroem um reconhecimento visual mais forte e tornam a comunicação memorável. Em redes sociais, onde a audiência decide em fração de segundo se segue ou desliza, esse reconhecimento se converte em retenção.
A consistência tipográfica também sinaliza profissionalismo. Quando uma loja de roupas em Cuiabá usa a mesma família de fontes nos stories, na bio e nos cards de produto, o cliente percebe organização, mesmo sem saber nomear o que mudou.
Quando o perfil mistura cinco estilos diferentes, o cérebro do leitor classifica automaticamente como amador. O detalhe é gratuito, mas a falta dele custa caro.
TikTok: a nova porta de entrada que mato-grossense ainda subutiliza
Se o Instagram virou padrão, o TikTok virou aposta. Pesquisa da Opinion Box sobre o comportamento de usuários brasileiros revela que oito em cada dez pessoas abrem o aplicativo pelo menos uma vez por dia, e que apenas dezesseis por cento dos usuários mantêm um perfil comercial na plataforma.
A janela é grande. Quem entra agora ocupa um espaço que, em poucos anos, pode estar saturado como já está o Instagram em algumas categorias.
Os números brasileiros do TikTok colocam o país entre os três maiores mercados globais da plataforma, com mais de oitenta milhões de usuários adultos ativos, segundo dados levantados pela Opinion Box em parceria com plataformas de análise.
Quase metade dos usuários afirma já seguir alguma empresa, e mais de um terço diz ter comprado algo descoberto no aplicativo. Para um pequeno negócio, isso traduz um caminho mais curto entre a descoberta e a venda do que o oferecido por canais tradicionais.
A dificuldade está no começo. Vídeos novos competem com perfis que já têm milhões de seguidores e produção profissional. Sem prova social inicial, a tendência do algoritmo é entregar o conteúdo para uma audiência muito pequena, e o ciclo vira armadilha: poucas visualizações geram pouco engajamento, que gera ainda menos visualizações. Quebrar essa inércia exige consistência de postagem, mas também impulso inicial.
É nesse ponto que muitos donos de pequenos negócios decidem comprar curtidas TikTok como parte da estratégia de aquecimento do perfil, combinando o investimento com produção orgânica de conteúdo.
A lógica é parecida com a de outros canais de aquisição. Tráfego pago no Google Ads ou no Meta acelera resultados que viriam organicamente em meses ou anos. No TikTok, o mecanismo é semelhante, mas opera dentro da própria rede.
A pesquisa da Opinion Box mostra que cinquenta e dois por cento dos usuários passaram a usar mais o aplicativo nos últimos doze meses e que trinta e quatro por cento acreditam que esse uso vai aumentar. Para o pequeno comerciante de Cáceres ou de Primavera do Leste que ainda não testou a rede, esperar significa perder participação de mercado.
O contexto local: por que isso vale especialmente para Mato Grosso
O estado vive um momento econômico singular. Mato Grosso lidera o ranking dos cem municípios mais ricos do agronegócio do Brasil, com trinta e seis cidades nessa lista, segundo análise do Ministério da Agricultura e Pecuária baseada em dados do IBGE.
O PIB estadual cresceu seis vezes mais que a média nacional desde meados dos anos 1980, conforme estudo da consultoria MB Associados. Esse dinamismo gera uma cadeia inteira de pequenos negócios em volta: fornecedores de insumos, comércio urbano, serviços, restaurantes, indústrias auxiliares.
O problema é que muitos desses negócios crescem na economia real e não na economia digital. A pesquisa de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios feita pelo Sebrae em 2024 mostra que microempreendedores individuais ainda apresentam baixos indicadores de presença online, mesmo quando faturam bem no físico.
Isso cria uma distorção: empresários que ganham dinheiro suficiente para investir em comunicação digital ignoram o canal porque o boca a boca local funcionou por anos. Quando um concorrente de fora chega ao estado com estrutura digital pronta, a vantagem do pioneiro desaparece.
Cuiabá tem hoje dezenas de micro e pequenas empresas de marketing digital cadastradas, segundo levantamentos da Econodata, e o Sebrae/MT promove regularmente capacitações em estratégias digitais para pequenos negócios em cidades como Rondonópolis e Várzea Grande.
A oferta de apoio existe. O que falta, em muitos casos, é a decisão do empreendedor de tratar o digital como parte do orçamento mensal e não como gasto extra.
O que pequeno negócio mato-grossense pode fazer agora
Três frentes resumem o que funciona em 2026 para quem está começando ou quer recuperar terreno perdido. A primeira é cuidar da identidade visual com seriedade, sem precisar de orçamento de agência.
Padronizar a tipografia da bio, dos destaques e das legendas, escolher uma paleta de cores e manter consistência por noventa dias muda a percepção do perfil sem custo direto.
A segunda frente é diversificar canais. Quem só está no Instagram corre o risco de depender de uma única plataforma cujas regras mudam sem aviso. Levar o conteúdo para o TikTok, mesmo que reaproveitando vídeos curtos, abre uma audiência adicional.
Os dados da Opinion Box mostram que noites de terça e quarta concentram o maior consumo, e que conteúdo de descontração e humor ainda lidera, seguido por gastronomia, fitness e reviews de produtos.
A terceira é medir. Engajamento médio, taxa de conversão, custo por seguidor, retorno sobre conteúdo orgânico versus pago. Sem números, decisão vira chute. Com números, vira gestão. O Sebrae oferece consultorias gratuitas a empreendedores cadastrados, e a maioria das ferramentas básicas de análise das próprias plataformas é gratuita.
O cenário não é fácil, mas é favorável a quem age. Mato Grosso tem mercado, tem dinheiro circulando, tem demanda. Os pequenos negócios que combinarem identidade visual cuidada, presença em mais de uma rede e medição séria dos resultados vão capturar uma fatia desproporcional desse crescimento.
Os que esperarem mais um semestre vão descobrir que o concorrente do bairro vizinho já capturou.
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