HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
Historia do município de Barra do Garças
A criação do município de Barra do Garças veio a ser uma encampação do município de Araguayana, ou seja, uma mudança de sede de Araguayana para Barra do Garças, passando Araguayana à distrito de Barra do Garças.
Um dos grandes nomes da historiografia barra-garcense é Antonio Cristino Côrtes, nascido em Boa Vista do Padre João (atualmente Tocantinópolis) e vindo para Registro do Araguaia (Barra do Garças), a convite do amigo Francisco Bispo Dourado em torno de 1914, onde se estabeleceu. Inicialmente abriu uma sapataria e mais tarde a pedido do Juiz de Direito, Dr. Deoclesiano de Couto Menezes, assume cargo representativo, sendo em pouco tempo pessoa chave dentro da comarca. Nesta época Cristino Côrtes conheceu o engenheiro agrônomo José Morbeck, chefe supremo dos garimpos do leste, de quem se torna grande amigo. Juntos, Côrtes e Bispo Dourado partem para aventura garimpeira, sendo bem-sucedidos. Alguns anos depois estourou a guerra ga-rimpeira do Garças, entre Morbeck e Carvalhinho, tendo Cristino Côrtes ficado ao lado do amigo. Passada a fase turbulenta a paz reinou na região.
Antonio Cristino Côrtes dedicou-se a formar a futura cidade de Barra. Alinhou as primeiras ruas, designou as primeiras pedras, distribuiu lotes. De baliza em punho, bancou o engenheiro e arquiteto. Marcou a avenida, que hoje leva seu nome. E dirimiu questões de toda espécie. Em 15 de fevereiro de 1985, Barra do Garças comemorou o centenário de nascimento de Antonio Cristino Côrtes, erigindo um busto de bronze ao benemérito barra-garcense. A primeira empresa comercial foi aberta em 1924, por Emiliano Costa, tendo como auxiliar Antonio Paulo da Costa Bilego, e a primeira escola foi criada em 1932, sendo professora Antonia Almada – Dona Nanzica. Neste ínterim pisaram este chão os homens da Coluna Prestes, que pretenderam incorporar-se aos garimpeiros do leste, sem, no entanto, fazê-lo.
O Decreto nº. 32, de 21 de dezembro de 1935, criou o Distrito de Paz de Barra do Garças. Neste mesmo ano o Estado criou a Escola Rui Barbosa, sendo professor o Sr. Newton Jerônimo do Carmo. Madalena Lira, filha de Francisco e Ana Lira foi a primeira criança nascida em Barra do Garças, no entanto, o primeiro registro civil coube a Cipriano da Silva, filho de José Sabino da Silveira. Basílio Bispo Dourado foi o primeiro Juiz de Paz de Barra do Garças e Ana Dolores Peres Bilego a primeira escrivã.
Barra do Garças tornou-se pólo de desenvolvimento com a chegada da Fundação Brasil Central, no início dos anos quarenta. A base era Aragarças, mas Barra servia necessariamente de ponto de passagem para os membros da Fundação.
A partir de então Barra recebeu o afluxo de progresso e melhoramento de tal forma, que costumes importados, tidos como mais aprimorados, passaram a condicionar a ação e reação das pessoas, inspirados nos grandes centros: novos gestos, novas vestes, nova vida sócio-econômica. Inclusive suplantando lideranças regionais: Baliza, Lajeado, Rio Bonito e Iporá, centros famosos de ensino e economia.
A Lei nº. 121, de 15 de setembro de 1948, criou o município de Barra do Garças:
Artigo 1º – O Município de Araguaiana passa a ter a denominação de município de Barra do Garças”.
“Artigo 2º – Fica a sede do Município transferida para Barra do Garças, que é elevada à cate-goria de Cidade.
Na verdade, Araguaiana era a denominação nova de Registro do Araguaia, que por sua vez era denominação do primeiro município da região leste mato-grossense. Assim, Barra do Garças tornou-se em extensão, o maior município do leste de Mato Grosso, gerando inúmeros outros municípios de seu território.
Barra do Garças desenvolveu-se rapidamente com os projetos de colonização do Estado, aliados a planos de desenvolvimento do governo federal. A partir da década de 60 nasceram colonizações e fazendas, sob a liderança política de Barra do Garças, que se tornou pólo regional de Mato Grosso.
Contemporaneamente a cidade de Barra do Garças é pólo turístico, sendo que um dos destaques desse setor é o discoporto, com instalação para uma pista de aterrissgem de discos voadores em área de 5 hectares na Serra do Roncador. Esse discoporto surgiu de projeto de lei em 1995, apre-sentado pelo vereador Valdon Varjão, que já havia sido Deputado e Senador da República, além de ser membro do Instituto Histórico de MT e da Academia Mato-Grossense de Letras.
Significado do nome
A denominação do município é referência ao Rio Garças, que nasce em território mato-grossense e deságua no Rio Araguaia, divisando as cidades de Barra do Garças e Pontal do Araguaia.
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE BARRA DO GARÇAS
HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO
História do município de Tangará da Serra
Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.
Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região.
O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.
Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.
Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.
Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.
A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.
SIGNIFICADO DO NOME
A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense
VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA
-
esportes6 dias atrásCuiabá vence a Ponte Preta fora de casa e sobe na tabela da Série B
-
esportes6 dias atrásCuiabá vence Ponte Preta fora de casa e sobe na tabela da Série B
-
AGRO & NEGÓCIO7 dias atrásConfinamento avança no Brasil e amplia eficiência da produção de carne bovina
-
AGRO & NEGÓCIO7 dias atrásExportações do setor batem recorde e reforçam protagonismo mundial
-
esportes6 dias atrásMarquinhos empata com Leão e Ronaldo em número de jogos pela Seleção
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásCom dívidas superiores a R$ 1,3 trilhão, agro busca solução antes do início da safra 26/27
-
AGRO & NEGÓCIO6 dias atrásSoja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio
-
esportes5 dias atrásRaphinha exalta Ancelotti e se diz mais maduro para a Copa do Mundo de 2026




