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História de Canarana

Saiba mais sobre o surgimento da cidade de Canarana

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O nome de Canarana foi escolhido por Norberto Schwantes, um pastor luterano, gaúcho de Carazinho, por ocasião da elaboração do anteprojeto que criaria o núcleo de colonização, em 1972. Schwantes foi um idealizador e muito se deve ao seu trabalho pioneiro. 
A melhor forma de traduzir o significado do nome de Canarana é transcrever um trecho do livro Uma Cruz em Terranova, escrito pelo próprio Schwantes, em seus últimos dias de vida “…Voltei ao Rio, onde Bertoni e Orlando trabalhavam na elaboração do anteprojeto, que já estava quase pronto. Aí, Orlando me perguntou: Como vamos chamá-lo? Só então me dei conta de que o projeto precisava de um nome. Pensei em nomes de grandes homens, mas eu não conhecia muito bem nossos heróis nacionais. Nome de santo é que não seria. Então, pensei na flora amazônica e pedi que me fizesse imediatamente uma relação dos nomes de plantas típicas da região…gostei de nomes como buriti, açai, etc. Mas, de repente, um me chamou atenção: Canarana. Que é isso? – É um famoso capim da Amazônia, aliás o mais famoso. Gostei do nome, pois lembrava Canaã, a Terra Prometida. Toda aquela aventura já tinha um nome: Projeto Canarana…”. 
O município foi criado em 26 de dezembro de 1979, através da Lei Estadual nº 4.165. O pastor Norberto Schwantes, fundador de Canarana, faleceu a 17 de setembro de 1988. 

 

 

English – HISTORY 

The name was chosen by Canarana Norberto Schwantes, a Lutheran pastor, gaucho Carazinho, during the preparation of the draft that would create the core of colonization in 1972. Schwantes was an idealist and much is due to his pioneering work. 
The best way to translate the meaning of the name is Canarana transcribe an excerpt from the book The Cross in Newfoundland, written by Schwantes, in his last days “… I went to Rio, where Bertoni Orlando and worked in the preparation of draft , which was almost ready. So, Orlando I asked: How do we call it? Only then I realized that the project needed a name. I thought of names of great men, but I did not know very well our national heroes. Name of a saint is that it would not. Then I thought of Amazonian flora and asked them to immediately make a list of names of plants typical of the region … liked names like buriti, acai, etc.. But suddenly, one called me attention: Vadivelu. What’s that? – It is a popular grass in the Amazon, in fact the most famous. I liked the name because it reminded Canaan, the Promised Land. All that adventure had a name: Project Canarana …”. 
The council was created on December 26, 1979, by State Law No. 4165. Pastor Norberto Schwantes, founder of Canarana, died on September 17, 1988. 

 

Español – HISTORIA

 

 

El nombre fue elegido por Canarana Norberto Schwantes, un pastor luterano, gaucho Carazinho, durante la preparación del proyecto que crearía el núcleo de la colonización en 1972. Schwantes era un idealista y mucho se debe a su labor pionera. 
La mejor manera de traducir el significado del nombre es Canarana transcribir un extracto del libro La Cruz en Terranova, escrito por Schwantes, en sus últimos días “… me fui a Río, donde Orlando Bertoni y trabajó en la preparación de proyectos , que estaba casi listo. Así, Orlando me preguntó: ¿Cómo se llama? Sólo entonces me di cuenta de que el proyecto necesitaba un nombre. Pensé que con los nombres de grandes hombres, pero no sabía muy bien a nuestros héroes nacionales. nombre de un santo es que no. Entonces pensé en la flora amazónica y les pidió que de inmediato hacer una lista de nombres de plantas típicas de la región … le gustaba nombres como buriti, açaí, etc. Pero de repente, uno me llamó atención: Vadivelu. ¿Qué es eso? – Es una hierba popular en la Amazonía, de hecho el más famoso. Me gustó el nombre porque le recordaba a Canaán, la Tierra Prometida. Toda esta aventura tenía un nombre: Proyecto Canarana …”. 
El Consejo fue creado en diciembre 26, 1979, por la Ley Estatal N º 4165. Pastor Norberto Schwantes, fundador de Canarana, murió en septiembre 17, 1988.

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Família aguarda há quase 10 anos conclusão de inquérito sobre morte de jovem

Wagner Honório da Silva, de 25 anos, morreu em 2017 após internação no serviço municipal de saúde; Conselho de Medicina reconheceu negligência e Município já foi condenado na esfera cível, mas investigação criminal não avançou.

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Morto aos 25 anos por negligência médica: quase uma década depois, família de Wagner Honório da Silva ainda espera por justiça

A morte do jovem Wagner Honório da Silva, 25 anos, ocorrida em 16 de setembro de 2017, ainda aguarda conclusão na esfera criminal. Ele havia sido internado no dia 14 de setembro de 2017 no serviço municipal de saúde de Canarana com quadro de fortes dores nos membros superiores, abdominais, lesões dermatológicas e diagnóstico de Herpes Zoster. O óbito ocorreu dois dias após a internação.

De acordo com o relato da família, já no segundo dia de internação, com piora visível do quadro, foi solicitado ao médico o encaminhamento para o Hospital Regional de Água Boa. O pedido, segundo a família, não foi atendido.

Um mês após o óbito, em 24 de outubro de 2017, a família registrou Boletim de Ocorrência sob o nº 2017.353749. A notícia, por se tratar de jovem conhecido na cidade, gerou mobilização, com abaixo-assinado que reuniu mais de 700 assinaturas pedindo investigação.

Paralelamente, a família levou o caso ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRMMT), com abertura de Processo Ético Profissional (PEP). Segundo o relato, o Conselho reconheceu a negligência médica e sua relação direta com o dano causado ao paciente. A penalidade aplicada, por ser a primeira representação contra o médico, foi considerada branda pela família. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

Na esfera da justiça comum, houve condenação do município pela negligência médica reconhecida.

Inquérito

Apesar dos desdobramentos nas esferas ética e cível, a família afirma não ter obtido retorno da Polícia Civil sobre a investigação criminal.

No dia 8 de março de 2022, quase cinco anos após o registro do BO, familiares procuraram a delegacia de polícia para saber do andamento. Segundo o pai, Sr. Valdeci:

“cheguei lá, mais o advogado, estava um ‘converseiro’ lá dentro, depois que falaram nome do meu filho ficou tudo quieto. O advogado pediu cópia do inquérito. Mas, entregaram só a folha do Boletim. Falaram que iam dar andamento. Cinco anos e nada. Não moveram uma palha pelo meu filho.”

Conforme o advogado da família, Dr. Paulo Sérgio, após a visita foi juntado pedido de abertura de inquérito, com resumo dos fatos, relatório do Conselho de Medicina, cópia de documentos e requerimento de diligências.

O inquérito tramita sob o nº 1001650-29.2022.8.11.0029 na Justiça Estadual. Consta nos autos portaria de abertura datada de 08 de março de 2020, mesmo dia da visita à delegacia.

Em julho de 2022, a família representou os fatos junto à Promotoria da cidade. A Promotoria realizou diligências, obteve cópia dos processos junto ao CRMMT e à Prefeitura Municipal e, por já existir investigação aberta, encaminhou o material ao delegado para continuidade.

Em março de 2023, um ano após o pedido de abertura da investigação, a família requisitou ao Juízo providências. O Juiz determinou remessa à Promotoria para manifestação, por se tratar de crime cuja ação é pública incondicionada, onde o dever de investigar é da Polícia Civil e de processar, do Ministério Público.

No mesmo mês, a Promotoria se manifestou e determinou diversas diligências à Autoridade Policial.

De acordo com a família, até o momento, apesar das diligências determinadas, o médico não foi intimado a prestar esclarecimentos na esfera criminal.

Em 3 de abril de 2023, a família procurou a Câmara Municipal de Canarana e expôs o caso na tribuna. Segundo o relato, não houve retorno por parte dos vereadores.

O pai do jovem desabafou:

“parece que o pobre não tem vez mesmo. Nada vai trazer meu filho de volta. Mas, saber que o culpado vive normalmente, atende na cidade e eu o vejo viver como se nada tivesse acontecido. Como se meu filho morresse todo ano. Como se nós fossemos lixo. Com certeza se meu filho tivesse atropelado um filho de um médico estaria até hoje preso. Como é o contrário. Nada acontece.”

Diante da situação, a família ingressou com representação criminal junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para que seja investigada a desídia na condução da investigação do óbito. Também representou junto à Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso para apuração de eventual desvio de função e faltas dos agentes.

Em nota, o advogado da família declarou:

“É estarrecedor ver que, enquanto o responsável pela tragédia continua exercendo a medicina normalmente, as providências requisitadas pela Promotoria são ignoradas e a investigação não é feita por aqueles que são pagos para tal. Com o suor e sangue dos contribuintes. A impunidade é certa a cada dia que passa. Já acionamos a Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público contra essa desídia protocolar. A família não busca vingança, busca apenas o cumprimento da lei, mas o silêncio e a inércia das autoridades estaduais passam a dolorosa mensagem de que a vida de um jovem humilde não tem valor para as instituições.”, Dr. Paulo Sérgio.

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