turismo
Gol manterá voos de SP para Bonito e desiste de operar em Uberaba

A Gol desistiu de suspender os voos sem escalas que ligam a cidade de São Paulo a Bonito , um dos destinos mais visitados pelos turistas no Mato Grosso do Sul. No dia 24 de fevereiro deste ano essa coluna divulgou com exclusividade a notícia sobre a suspensão. A rota entre as duas cidades seria suspensa em agosto deste ano.
Além de manter as operações em Bonito, a Gol informou que no mês de jullho terá três voos semanais decolando da cidade de São Paulo. Os voos são às terças e sábados e a nova frequência terá partida sempre às quntas-feiras.
Com dezenas de grutas, cachoeiras, trilhas e rios de água cristalina, Bonito atrai milhares de turistas em todas as épocas do ano. A cidade é atendida pela Azul com dois voos que decolam da cidade de Campinas.
Uberaba vai perder voos da Gol para São Paulo
Alegando “ajuste em sua malha aérea”, a Gol decidiu encerrrar a partir de 1º de julho as operações em Uberaba. A companhia atende a segunda maior cidade do Triângulo Mineiro com três decolagens semanais para São Paulo (Aeroporto de Congonhas).
A Gol não informou os motivos da desistência dos voos de Uberaba. ( Leia nota completa abaixo) . A partir de junho a cidade de Uberaba terá apenas voos diários da Azul para Campinas e Belo Horizonte (Aeroporto de Confins). Em abril a Azul deixará de operar voos nas cidades de Ponta Grossa (PR) e Caldas Novas (GO).
Confira nota da Gol sobre a suspensão dos voos em Uberaba
A Gol informa que, a partir de 1º de junho de 2025, suspenderá suas operações no aeroporto de Uberaba (UBA) por ajustes na malha aérea. Todos os Clientes impactados serão notificados por e-mail nos endereços registrados em suas reservas e serão reacomodados em outros voos de/para Uberlândia (UDI). Os Clientes poderão optar também pelo reembolso integral ou crédito para uso futuro.
Clientes que adquiriram bilhetes de viagens da GOL de/para Uberaba a partir de 01/06/2025 por meio de agências de turismo devem acionar seus contatos nestas empresas para realizar as tratativas.
A Companhia seguirá todas as diretrizes da resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e coloca seus canais de atendimento à disposição neste link. https://www.voegol.com.br/atendimento/contatos-atendimento-online.
Fonte: Turismo
barra do garcas
Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes
Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.
O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.
Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.
Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.
Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.
Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.
Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.
“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.
De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.
Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.
Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.
“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.
Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.
Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.
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