Empreendedorismo
Evento sobre empreendedorismo reúne 1,2 mil pessoas em Londrina, no Paraná
A cidade de Londrina, no Paraná (390 km da capital, Curitiba) sediou o TIME OUT, um evento que reuniu mais de 1.200 pessoas em torno do empreendedorismo, inovação e do networking.
“Um movimento de construção e fortalecimento do ambiente de empreendedorismo e geração de riqueza”, define o organizador, Fabiano Zanzin. Fazemos isso a partir da informação, conhecimento, inspiração e soma de esforços, explica o palestrante que lançou nacionalmente seu novo livro, Gente Grande. Ele defende o emprego como alavanca da dignidade e transformação das pessoas, ainda mais num cenário como o brasileiro.
CASE DE SUCESSO – Num dos talks do evento, no palco principal, João Nicastro, fundador e Ceo do J17 BANK, provocou a plateia com sua história: “Não sou herdeiro. Não sou filho de banqueiro e não estou na Faria Lima. Nasci numa família simples. Meu primeiro emprego, com 12 anos, foi com uma caixa de geladinho”. Hoje em dia, através do J17 BANK, o empresário ajuda também pequenos empreendedores, além de gerar centenas de empregos diretos e indiretos, com sua “fintech” de base tecnológica.
Na sua fala, Nicastro destacou: “Eu sou empreendedor, com muito orgulho. Falo sobre o meu passado para dizer pra vocês que é possível chegar lá. Foram anos de luta e muito trabalho. Hoje temos uma sólida empresa no ramo bancário e de crédito, com mais de 20 anos de história no mercado”. Para o empresário, neste segmento não se faz nada sozinho: “O trabalho em equipe é um dos nossos segredos. Somar esforços, cooperar. Hoje temos um time múltiplo e de alta performance, que nos ajudou a entregar para Londrina a sua primeira instituição bancária aprovada e reconhecida pelo Banco Central.
STAND J17 – O J17 BANK montou um “stand” especial para receber clientes, parceiros, formadores de opinião, imprensa e colaboradores. No espaço foi montado até um estúdio de podcast, que fez muito sucesso entre os participantes.
“Esta foi a forma que encontramos para trazer os nossos parceiros para perto da gente, com café, conversa boa no podcast e acolhimento. Bem ao estilo J17, onde o ouvir pessoas e a amizade vem em primeiro lugar. Negócios são consequência”, diz José Manuel Barbosa, diretor de Estratégia, comemorando o sucesso do espaço, que virou ponto de referência no TIME OUT. Os episódios que foram gravados logo serão postados no YouTube do J17 e ainda nas redes sociais da instituição.
Ainda, falando de qualidade no atendimento, o fundador João Nicastro destaca: “Temos orgulho de ser do interior e ter o nosso foco em atender bem esse cliente, que nem sempre recebe a atenção das grandes instituições. Queremos personalizar essa relação. Digo que trouxemos a Faria Lima para Londrina e para os nossos parceiros”, comenta, comemorando o o sucesso do J17 no TIME OUT.
LANÇAMENTO – Durante o evento o J17 lançou o Aliviaê (www.aliviae.com.vc), como explica Ana Paula Canela, Head de Produto. “Ele é um pacote multibenefícios, especialmente desenhado para empresas que desejam colaboradores felizes.
Bem-estar e tranquilidade para colaboradores, familiares, pets e empresários em um único produto”, destaca. O Aliviaê oferece serviços como telemedicina, consultas, exames, tele atendimento com veterinário, descontos em medicamentos e uma gama de seguros, finaliza Ana Canela.
SERVIÇO
Site: https://www.j17bank.com.br/
Empreendedorismo
Pequenos negócios de Mato Grosso disputam espaço apertado nas redes sociais
A disputa por atenção no Instagram e no TikTok mudou o jogo para comerciantes locais. Cuidar do visual do perfil e acelerar o crescimento da audiência deixaram de ser detalhes para virarem parte da operação.
Em Cuiabá, uma loja de moda feminina que funcionava só na rua João Gomes Sobrinho percebeu, no início deste ano, que metade dos novos clientes chegava porque viu um Reels antes de cruzar a porta.
A dona montou planilha, contou pedidos, conferiu o WhatsApp. O número confirmou a impressão: o ponto físico continuava importante, mas o ponto digital virou o primeiro contato. Histórias como essa se repetem em Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis. O que mudou, afinal?
A resposta passa por dois movimentos paralelos. O primeiro é o crescimento do consumo de redes sociais entre os mato-grossenses, na esteira de um padrão nacional. O segundo é a profissionalização dos próprios pequenos negócios, que pararam de tratar perfil de empresa como hobby e passaram a olhar como canal de venda. Quem ainda não fez essa transição está perdendo terreno para quem fez.
Mato Grosso digital: o tamanho do mercado
O estado puxa indicadores nacionais que ajudam a entender o cenário. Pesquisa do Sebrae mostra que sete em cada dez pequenos negócios brasileiros já mantêm perfil em rede social, e o estudo de participação das micro e pequenas empresas no PIB destaca Mato Grosso entre os estados em que esses negócios mais contribuem para o valor adicionado da economia regional.
Não é detalhe. É o motor de empregos formais, com as MPEs sendo responsáveis por sete em cada dez vagas abertas no país em 2024, segundo análise do Sebrae com base em dados do CAGED.
O ambiente digital ampliou esse impacto. O faturamento das micro e pequenas empresas em vendas online saltou de R$ 5 bilhões para R$ 67 bilhões entre 2019 e 2024, num avanço de mais de mil por cento medido pelo próprio Sebrae.
As redes sociais substituíram o site como ponto de entrada digital para a maioria dessas empresas, conforme a pesquisa TIC Empresas conduzida pelo Cetic.br.
Em Mato Grosso, onde o agronegócio responde por mais da metade do PIB estadual segundo o Imea, esse fenômeno se mistura com a vocação produtiva do estado. Pequenos fornecedores do setor, lojas que abastecem o circuito agropecuário e prestadores de serviço urbanos disputam atenção no mesmo feed.
Quem entra em qualquer perfil hoje percebe que a régua subiu. Identidade visual consistente, tipografia trabalhada, frequência de postagens, métricas de engajamento. O que antes era diferencial virou requisito mínimo.
Tipografia e identidade: por que cada caractere importa
A primeira impressão de uma marca nas redes vem de poucos elementos: foto de perfil, nome, biografia e os primeiros nove posts visíveis. Nesse espaço apertado, a tipografia escolhida pesa mais do que parece. Pequenos negócios costumam acertar na escolha do logo, mas escorregam no detalhe da bio e dos destaques, onde o Instagram e o TikTok limitam a formatação dos campos.
O atalho que se popularizou foi recorrer a geradores que convertem texto comum em fontes estilizadas que podem ser coladas na bio, no nome do perfil ou em legendas. As letras personalizadas dão personalidade visual sem precisar de programa de design, e funcionam como uma assinatura tipográfica do perfil.
Para uma cafeteria em Lucas do Rio Verde, uma joalheria em Tangará da Serra ou um pet shop em Sorriso, esse tipo de detalhe ajuda a destoar do padrão genérico que domina o feed local.
A estética importa porque o algoritmo importa. Estudos de design citados pela Bayerl Studio apontam que marcas que investem em fontes exclusivas constroem um reconhecimento visual mais forte e tornam a comunicação memorável. Em redes sociais, onde a audiência decide em fração de segundo se segue ou desliza, esse reconhecimento se converte em retenção.
A consistência tipográfica também sinaliza profissionalismo. Quando uma loja de roupas em Cuiabá usa a mesma família de fontes nos stories, na bio e nos cards de produto, o cliente percebe organização, mesmo sem saber nomear o que mudou.
Quando o perfil mistura cinco estilos diferentes, o cérebro do leitor classifica automaticamente como amador. O detalhe é gratuito, mas a falta dele custa caro.
TikTok: a nova porta de entrada que mato-grossense ainda subutiliza
Se o Instagram virou padrão, o TikTok virou aposta. Pesquisa da Opinion Box sobre o comportamento de usuários brasileiros revela que oito em cada dez pessoas abrem o aplicativo pelo menos uma vez por dia, e que apenas dezesseis por cento dos usuários mantêm um perfil comercial na plataforma.
A janela é grande. Quem entra agora ocupa um espaço que, em poucos anos, pode estar saturado como já está o Instagram em algumas categorias.
Os números brasileiros do TikTok colocam o país entre os três maiores mercados globais da plataforma, com mais de oitenta milhões de usuários adultos ativos, segundo dados levantados pela Opinion Box em parceria com plataformas de análise.
Quase metade dos usuários afirma já seguir alguma empresa, e mais de um terço diz ter comprado algo descoberto no aplicativo. Para um pequeno negócio, isso traduz um caminho mais curto entre a descoberta e a venda do que o oferecido por canais tradicionais.
A dificuldade está no começo. Vídeos novos competem com perfis que já têm milhões de seguidores e produção profissional. Sem prova social inicial, a tendência do algoritmo é entregar o conteúdo para uma audiência muito pequena, e o ciclo vira armadilha: poucas visualizações geram pouco engajamento, que gera ainda menos visualizações. Quebrar essa inércia exige consistência de postagem, mas também impulso inicial.
É nesse ponto que muitos donos de pequenos negócios decidem comprar curtidas TikTok como parte da estratégia de aquecimento do perfil, combinando o investimento com produção orgânica de conteúdo.
A lógica é parecida com a de outros canais de aquisição. Tráfego pago no Google Ads ou no Meta acelera resultados que viriam organicamente em meses ou anos. No TikTok, o mecanismo é semelhante, mas opera dentro da própria rede.
A pesquisa da Opinion Box mostra que cinquenta e dois por cento dos usuários passaram a usar mais o aplicativo nos últimos doze meses e que trinta e quatro por cento acreditam que esse uso vai aumentar. Para o pequeno comerciante de Cáceres ou de Primavera do Leste que ainda não testou a rede, esperar significa perder participação de mercado.
O contexto local: por que isso vale especialmente para Mato Grosso
O estado vive um momento econômico singular. Mato Grosso lidera o ranking dos cem municípios mais ricos do agronegócio do Brasil, com trinta e seis cidades nessa lista, segundo análise do Ministério da Agricultura e Pecuária baseada em dados do IBGE.
O PIB estadual cresceu seis vezes mais que a média nacional desde meados dos anos 1980, conforme estudo da consultoria MB Associados. Esse dinamismo gera uma cadeia inteira de pequenos negócios em volta: fornecedores de insumos, comércio urbano, serviços, restaurantes, indústrias auxiliares.
O problema é que muitos desses negócios crescem na economia real e não na economia digital. A pesquisa de Maturidade Digital dos Pequenos Negócios feita pelo Sebrae em 2024 mostra que microempreendedores individuais ainda apresentam baixos indicadores de presença online, mesmo quando faturam bem no físico.
Isso cria uma distorção: empresários que ganham dinheiro suficiente para investir em comunicação digital ignoram o canal porque o boca a boca local funcionou por anos. Quando um concorrente de fora chega ao estado com estrutura digital pronta, a vantagem do pioneiro desaparece.
Cuiabá tem hoje dezenas de micro e pequenas empresas de marketing digital cadastradas, segundo levantamentos da Econodata, e o Sebrae/MT promove regularmente capacitações em estratégias digitais para pequenos negócios em cidades como Rondonópolis e Várzea Grande.
A oferta de apoio existe. O que falta, em muitos casos, é a decisão do empreendedor de tratar o digital como parte do orçamento mensal e não como gasto extra.
O que pequeno negócio mato-grossense pode fazer agora
Três frentes resumem o que funciona em 2026 para quem está começando ou quer recuperar terreno perdido. A primeira é cuidar da identidade visual com seriedade, sem precisar de orçamento de agência.
Padronizar a tipografia da bio, dos destaques e das legendas, escolher uma paleta de cores e manter consistência por noventa dias muda a percepção do perfil sem custo direto.
A segunda frente é diversificar canais. Quem só está no Instagram corre o risco de depender de uma única plataforma cujas regras mudam sem aviso. Levar o conteúdo para o TikTok, mesmo que reaproveitando vídeos curtos, abre uma audiência adicional.
Os dados da Opinion Box mostram que noites de terça e quarta concentram o maior consumo, e que conteúdo de descontração e humor ainda lidera, seguido por gastronomia, fitness e reviews de produtos.
A terceira é medir. Engajamento médio, taxa de conversão, custo por seguidor, retorno sobre conteúdo orgânico versus pago. Sem números, decisão vira chute. Com números, vira gestão. O Sebrae oferece consultorias gratuitas a empreendedores cadastrados, e a maioria das ferramentas básicas de análise das próprias plataformas é gratuita.
O cenário não é fácil, mas é favorável a quem age. Mato Grosso tem mercado, tem dinheiro circulando, tem demanda. Os pequenos negócios que combinarem identidade visual cuidada, presença em mais de uma rede e medição séria dos resultados vão capturar uma fatia desproporcional desse crescimento.
Os que esperarem mais um semestre vão descobrir que o concorrente do bairro vizinho já capturou.
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