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Eu acredito que Cuiabá pode ser muito maior do que é hoje

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Por Júnior Macagnam

Por que Mato Grosso cresce tanto e Cuiabá nem sempre consegue transformar esse crescimento em mais empregos, oportunidades e qualidade de vida para quem vive aqui? Foi uma pergunta que me acompanhou durante todo o período eleitoral e que continua comigo agora que as urnas já falaram.

Faço essa pergunta como empresário, mas principalmente como cuiabano de coração. Não dá para negar o que Mato Grosso vem fazendo: o Estado cresceu, atraiu investimentos, ampliou sua produção e ganhou importância no Brasil. Isso é motivo de orgulho para todos nós.

Ainda assim, tenho a sensação de que Cuiabá pode aproveitar muito mais esse momento. Nossa capital tem uma posição privilegiada: é centro de comércio, serviços, saúde, educação, turismo e negócios. Temos gente preparada, empresas, universidades e uma localização estratégica, no centro do Brasil e da América do Sul.

Então, por que não crescemos na mesma velocidade?

Levei essa questão aos encontros do Diálogo com os Candidatos, promovidos pela CDL Cuiabá em parceria com Abrasel-MT, Sindipetróleo-MT, Sincodiv-MT e Fenabrave-MT, com candidatos que concorreram ao governo e ao Senado por nosso estado. Conversamos sobre infraestrutura, mobilidade, emprego, desenvolvimento e competitividade. E algo me chamou a atenção: os três principais candidatos que participaram dos encontros assumiram compromisso com essa pauta.

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Agora, passada a eleição, começa a etapa que realmente importa. Campanha é tempo de promessa; governo é tempo de entrega. Compromisso assumido precisa virar ação, e cabe à sociedade e ao setor produtivo acompanhar de perto.

Quem foi escolhido para comandar o Governo de Mato Grosso terá um papel decisivo nisso. Não para assumir o que é responsabilidade da Prefeitura, mas para entender que o desenvolvimento do Estado só é completo quando também fortalece a sua capital.

Eu acredito que nossa cidade pode mais. Pode atrair empresas e indústrias, gerar empregos, melhorar a infraestrutura, valorizar o patrimônio e abrir oportunidades para quem nasceu aqui e para quem escolheu Cuiabá para viver.

Cuiabá não precisa disputar espaço com o interior. Precisamos crescer juntos, cada região com a sua vocação, todas puxando na mesma direção.

Encerrado o período eleitoral, o debate não termina: ele muda de lugar. Sai dos palanques e vai para onde as coisas acontecem, nas obras, nos projetos, nos investimentos e nas decisões. É nesse terreno que vamos continuar presentes, cobrando, propondo e construindo.

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Porque Cuiabá não pode ser apenas a capital de um Estado que cresce. Precisa ser um dos motores desse crescimento.

Foi aqui que escolhi empreender, construir minha família e minha história. Por isso, não me conformo em ver a cidade podendo mais e, muitas vezes, ficando para trás. A eleição passou, mas a tarefa de fazer Cuiabá avançar continua, e ela é de cada um de nós.

Eu acredito que Cuiabá pode ser muito maior do que é hoje. E chegou a hora de provar isso.

Júnior Macagnam é empresário do setor da moda há mais de 20 anos e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá).

 

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Quem manda no mercado, hoje, é quem tem produto

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Por Maurício Tonhá

A Pecuária, assim como outros setores do mercado, opera com fluidez e de forma cíclica, tendo os seus altos e baixos. No cenário atual, é seguro dizer que vivemos um quadro de pouca oferta, mas que serve para um momento educativo sobre a operação desse segmento. Convivemos com escalas de abate curtas, uma oferta bem restrita de animais de reposição e um consumo doméstico de carne bovina que, tomando o exemplo de São Paulo como um termômetro, opera com um bom consumo. O alinhamento desses fatores culmina em uma constatação direta: quem manda no mercado hoje é quem tem produto.

Na prática, os efeitos são favoráveis ao produtor. Quem tem boi gordo está ditando as regras da negociação. Neste início de outubro, a arroba operou a R$ 380 em tratativas pontuais em São Paulo. Isso reflete que os frigoríficos estão sem animais para finalizar as escalas de abate, fato que colabora para o protagonismo do pecuarista durante a negociação. Além disso, algumas projeções já colocam o preço a R$ 400. O mesmo vale para o gado de reposição, o criador está em um melhor momento que o recriador e o invernista.

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Contudo, para compreender esse movimento, é preciso reconhecer uma verdade maior: no fundo, quem sempre manda no mercado é o próprio mercado. O poder de ditar os preços não pertence de forma definitiva a nenhum dos elos, mas oscila ao sabor da lei da oferta e da demanda. Quando a oferta é abundante, é o comprador quem estabelece os prazos, estica as escalas e impõe os valores. Por outro lado, quando o mercado enxuga e a escassez aumenta, a caneta muda de mão e passa para o vendedor.

Por isso, devemos ficar muito atentos com este momento, o qual oferece boas oportunidades de negociação. Entretanto, não podemos nos iludir: isso vai passar. Faça média, faça o que precisa ser feito, venda o que estiver pronto e compre o que precisa comprar.

A Pecuária, como qualquer negócio, exige muito profissionalismo, muita atenção e informação, mas a informação só tem valor se for confiável. Dessa forma, estamos aqui para informar da melhor maneira possível.

Maurício Tonhá é fundador da Estância Bahia – EB Leilões, EB Fazendas e EB Agro.

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