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Contas de Governo recebem parecer favorável à aprovação

O relator alertou ao gestor, Jair Klasner, para que elabore um Planejamento Estratégico com a definição de metas, estratégias, iniciativas, projetos e ações que visem aperfeiçoar a execução das políticas públicas de educação e saúde.

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Da Assessoria

Prefeitura Municipal de Cotriguaçu

Prefeitura Municipal de Cotriguaçu

As contas anuais de Governo de Cotriguaçu, exercício de 2017, receberam Parecer Prévio Favorável à Aprovação do Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso. As contas foram relatadas pelo conselheiro interino Luiz Henrique Lima, que após análise do comportamento do Poder Executivo Municipal no exercício de suas funções de planejamento, organização, direção e controle das políticas públicas, concluiu não encontrar nada que pudesse influir negativamente nos resultados fiscais, financeiros e orçamentários. Também não foi encontrada qualquer ocorrência irregular, além de terem sido cumpridos os limites constitucionais e legais relativos à administração fiscal.

Thiago Bergamasco | TCE-MT

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Conselheiro interino, Luiz Henrique Lima

O voto do conselheiro interino Luiz Henrique Lima foi apresentado na sessão plenária do dia 28.08 e aprovado por unanimidade. O relator alertou ao gestor, Jair Klasner, para que elabore um Planejamento Estratégico com a definição de metas, estratégias, iniciativas, projetos e ações que visem aperfeiçoar a execução das políticas públicas de educação e saúde.

 

ASSISTA AO JULGAMENTO

 

Alguns dados importantes a respeito do município foram revelados pelo relator durante o julgamento das Contas Anuais de Governo. Ao avaliar o comportamento da arrecadação própria, foi constatado o crescimento da arrecadação das receitas orçamentárias nos exercícios de 2014 a 2017. A receita própria atingiu, em 2017, 4,94% da receita total do Município, já descontada a contribuição ao Fundeb.

 

Na dívida ativa, verificou-se um crescimento do saldo no período de 2014 a 2017, tendo apresentado desempenho mediano na administração e execução fiscal da Dívida Ativa, a qual oscilou entre 2,22% e 10,98%. “Por sua vez, a recuperação de créditos tributários e/ou créditos públicos, que se referem ao percentual de recebimento da dívida ativa, foi de 2,60% em 2014, tendo aumentado para 10,98% em 2015; reduzindo para 2,22% em 2016 e aumentando novamente para 6,38% em 2017.

 

Na execução orçamentária, comparando as receitas arrecadadas com as despesas realizadas pelo Município, excluídos os valores do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), verifica-se superávit no resultado orçamentário de R$ 2.561.778,34, equivalente a 7,15% da receita.

 

Ao comparar as receitas próprias arrecadadas do Regime Próprio de Previdência Social – RPPS com as despesas próprias executadas do RPPS, no período de 2014 a 2017, constata-se superávit no resultado orçamentário. A Secex de Previdência do TCE-MT informou que o município de Cotriguaçu está em dia com as contribuições previdenciárias e com os parcelamentos ajustados, no período de 01/01/2017 até 31/12/2017.

 

Na Educação, o Município apresentou desempenho superior à média Brasil em 7 dos 8 indicadores avaliados, tendo obtido pontuação 7,5; maior que a média estadual, que é 6,5. Na Saúde, superou a média Brasil em 7 dos 10 indicadores analisados, tendo atingido pontuação 7,0, acima da média estadual, que é de 5,0.

 

No que diz respeito ao IGFM-MT/TCE, criado pelo TCE para avaliar a qualidade da gestão fiscal, Cotriguaçu alcançou o resultado de 0,60, superior à média estadual, que é de 0,46, e obteve conceito B, classificado como “Boa Gestão”.

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Tribunal de Contas mantém suspensão de repasses e novos contratos de R$ 8,3 milhões em Cotriguaçu

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Conselheiro Alisson Alencar

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspensos novos repasses e contratações da Prefeitura de Cotriguaçu ao Instituto de Pesquisas e Gestão de Políticas Públicas (IPGP), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) contratada por R$ 8,3 milhões para suprir déficit de pessoal em diversas áreas da gestão.

Concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, a tutela provisória de urgência foi homologada na sessão ordinária do dia 9, ocasião em que foi destacada a ausência de planejamento e de definição clara do serviço contratado por meio do Chamamento Público 1/2025.

“Não é possível extrair quais problemas a administração quer solucionar ou os objetivos, metas e resultados que pretende atingir. Há apenas a indicação de objetivos genéricos para cada secretaria municipal a ser atendida pelo Termo de Parceria e o quantitativo de pessoal necessário”, observou o conselheiro-relator.

Em sua avaliação, a gestão teria transferido à Oscip o dever de elaborar projetos para os setores de administração e planejamento, agricultura, pecuária e assuntos fundiários, assistência social, infraestrutura e obras, saúde e urbanismo, incluindo as propostas voltadas ao Distrito de Nova União.

“Contudo, não há uma delimitação clara dos projetos que a administração pretende que sejam atendidos ou objetivos específicos que se pretende alcançar, há apenas uma indicação genérica de que o Termo de Parceria visa ‘suprir o déficit de recursos humanos’, permitindo a consecução de metas e resultados mensuráveis”, acrescentou.

Com relação às suspeitas de uso do termo de parceria para terceirização de mão de obra e de cobrança indevida de taxa administrativa, o relator explicou que a ocorrência dessas irregularidades não foi confirmada nesta fase do processo, ressaltando que ambas ainda serão analisadas na instrução de mérito.

Serviços em curso seguem mantidos

Em consonância com o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson suspendeu novas admissões, empenhos e repasses não imprescindíveis, aditivos e atos de execução futura, além de vedar pagamentos relacionados à chamada “taxa administrativa” fixa ou rubrica equivalente.

Durante a sessão, ele reforçou que a medida atinge apenas a ampliação da parceria. “A tutela provisória de urgência se direciona à suspensão da ampliação do objeto da parceria ou expansão das contratações, de modo a resguardar as contratações já realizadas e evitar a paralisação de serviços públicos essenciais.”

Além disso, por sugestão do conselheiro José Carlos Novelli, determinou a verificação da adesão de Cotriguaçu ao Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), que promove a cultura do planejamento entre gestores de cerca de 130 municípios mato-grossenses.

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