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Contas de governo de Cotriguaçu recebem parecer favorável do Tribunal de Contas
As contas anuais de governo da Prefeitura de Cotriguaçu receberam parecer prévio favorável à aprovação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Sob relatoria do conselheiro Sérgio Ricardo, o processo diz respeito aos meses de novembro e dezembro de 2022 e foi apreciado na sessão ordinária desta terça-feira (12).
Na ocasião, o relator defendeu a extinção do balanço referente aos meses anteriores deste exercício, em decorrência do falecimento do então chefe do Poder Executivo. Deste modo, julgou apenas as ações de seu sucessor, tendo emitido à atual gestão uma série de recomendações com caráter pedagógico, preventivo e orientativo.
“O falecimento do gestor antes do término do exercício de 2022 e por consequência, antes do exercício do contraditório e da ampla defesa, impõe a extinção do processo sem resolução de mérito, sendo vedada a imposição de qualquer medida sancionatória, considerando a responsabilidade personalíssima dos atos de governo”, explicou.
Dentre as recomedações expedidas à atual gestão, está a definição de percentual máximo, e não mínimo, para a Reserva de Contingência nas próximas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDOs) e que faça constar expressamente na Lei Orçamentária Anual (LOA) o valor dos orçamentos Fiscal e de Seguridade Social.
As recomendações preveem ainda a observância do prazo constitucional para o envio das contas anuais de governo, a efetivação de registros contábeis que garantam a consistência dos relatórios, assim como a verificação das fontes de saldos antes da abertura de créditos adicionais.
Sendo assim, Sérgio Ricardo acolheu sugestão do Ministério Público de Contas (MPC) ao votar pela extinção do processo que trata do intervalo entre janeiro e novembro de 2022 e pela emissão de parecer prévio favorável à aprovação do balanço referente ao mese seguinte, uma vez que não foram identificadas irregularidades neste período.
“Ressalto que meu voto tem fundamento nos precedentes estabelecidos por esta Corte de Contas no julgamento de casos semelhantes, como, mais recentemente, na análise das contas anuais de governo de Pedra Preta do exercício 2021”, concluiu o relator, que teve o posicionamento acompanhado por unanimidade do Plenário.
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Tribunal de Contas mantém suspensão de repasses e novos contratos de R$ 8,3 milhões em Cotriguaçu
O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve suspensos novos repasses e contratações da Prefeitura de Cotriguaçu ao Instituto de Pesquisas e Gestão de Políticas Públicas (IPGP), Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) contratada por R$ 8,3 milhões para suprir déficit de pessoal em diversas áreas da gestão.
Concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, a tutela provisória de urgência foi homologada na sessão ordinária do dia 9, ocasião em que foi destacada a ausência de planejamento e de definição clara do serviço contratado por meio do Chamamento Público 1/2025.
“Não é possível extrair quais problemas a administração quer solucionar ou os objetivos, metas e resultados que pretende atingir. Há apenas a indicação de objetivos genéricos para cada secretaria municipal a ser atendida pelo Termo de Parceria e o quantitativo de pessoal necessário”, observou o conselheiro-relator.
Em sua avaliação, a gestão teria transferido à Oscip o dever de elaborar projetos para os setores de administração e planejamento, agricultura, pecuária e assuntos fundiários, assistência social, infraestrutura e obras, saúde e urbanismo, incluindo as propostas voltadas ao Distrito de Nova União.
“Contudo, não há uma delimitação clara dos projetos que a administração pretende que sejam atendidos ou objetivos específicos que se pretende alcançar, há apenas uma indicação genérica de que o Termo de Parceria visa ‘suprir o déficit de recursos humanos’, permitindo a consecução de metas e resultados mensuráveis”, acrescentou.
Com relação às suspeitas de uso do termo de parceria para terceirização de mão de obra e de cobrança indevida de taxa administrativa, o relator explicou que a ocorrência dessas irregularidades não foi confirmada nesta fase do processo, ressaltando que ambas ainda serão analisadas na instrução de mérito.
Serviços em curso seguem mantidos
Em consonância com o parecer do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson suspendeu novas admissões, empenhos e repasses não imprescindíveis, aditivos e atos de execução futura, além de vedar pagamentos relacionados à chamada “taxa administrativa” fixa ou rubrica equivalente.
Durante a sessão, ele reforçou que a medida atinge apenas a ampliação da parceria. “A tutela provisória de urgência se direciona à suspensão da ampliação do objeto da parceria ou expansão das contratações, de modo a resguardar as contratações já realizadas e evitar a paralisação de serviços públicos essenciais.”
Além disso, por sugestão do conselheiro José Carlos Novelli, determinou a verificação da adesão de Cotriguaçu ao Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), que promove a cultura do planejamento entre gestores de cerca de 130 municípios mato-grossenses.
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