POLÍTICA NACIONAL
CCT aprova 30 outorgas de emissoras de radiodifusão
A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) aprovou 30 pedidos de concessão e renovação de outorga para emissoras de Rádio nesta quarta-feira (10). Os pedidos tramitam como projetos de decreto legislativo (PDLs) e vão à promulgação pela Presidência do Senado.
As emissoras atendidas operam no Distrito Federal e em 12 estados do país: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Roraima, Amazonas, Ceará, Bahia, Maranhão, Piauí, Roraima e Mato Grosso.
Essas emissoras, sem fins lucrativos, têm alcance restrito a determinada comunidade e são destinadas a integrar seus frequentadores e disseminar informações úteis. Nesse caso, a outorga ou renovação se dá por meio de autorização, que não exige licitação e pode ser revogada a qualquer tempo, sem indenização.
As emissoras são:
| Solicitante | Local | Relator | Processo | Tipo |
|---|---|---|---|---|
| Associação Beneficente e Cultural do Distrito de Barra | Aiuaba (CE) | Daniella Ribeiro | Outorga | Autorização |
| Fundação José de Paiva Netto | Araguari (MG) | Paulo Paim | Renovação | Permissão |
| Associação Rádio Comunitária Kativa FM | Balsas (MA) | Dra. Eudócia | Outorga | Autorização |
| Associação de Difusão Comunitária Barraconense | Barracão (RS) | Hamilton Mourão | Renovação | Autorização |
| Rádio Novo Som de Barra Bonita Ltda. | Barra Bonita (SP) | Daniella Ribeiro | Renovação | Permissão |
| Comunicar Sociedade Comercial Ltda. | Brasilândia de Minas (MG) | Dr. Hiran | Outorga | Permissão |
| Rede Central de Comunicação Ltda. | Brasília (DF) | Izalci Lucas | Renovação | Permissão |
| SJC – Sistema Juinense de Comunicação Ltda. | Brasnorte (MT) | Izalci Lucas | Renovação | Permissão |
| Associação Comunitária Cidade de Radiodifusão | Campos Gerais (MG) | Izalci Lucas | Renovação | Autorização |
| Associação de Desenvolvimento Social Cultural da Localidade Itaúna | Castelo do Piauí (PI) | Dra. Eudócia | Outorga | Autorização |
| Fundação Nossa Senhora Aparecida | Fernandópolis (SP) | Sérgio Petecão | Renovação | Concessão |
| Associação Comunitária, Cultural e Comunicação Social Santa Maria – ACSM | Guapiara (SP) | Confúcio Moura | Outorga | Autorização |
| Rádio Clube de Indaial Ltda. | Indaial (SC) | Esperidião Amin | Renovação | Concessão |
| Associação dos Moradores do Bairro Asa Norte e Bom Sucesso | Imperatriz (MA) | Rogério Carvalho | Renovação | Autorização |
| Associação Comunitária Pedra Pintada | Itacoatiara (AM) | Dr. Hiran | Renovação | Permissão |
| Sampaio & Martins Ltda. | Itaúba (MT) | Weverton | Renovação | Permissão |
| Associação Comunitária de Desenvolvimento Cultural e Artístico de Jambeiro | Jambeiro (SP) | Chico Rodrigues | Renovação | Autorização |
| Rádio Nova FM Lençóis Ltda. | Lençóis Paulista (SP) | Paulo Paim | Renovação | Permissão |
| Associação Comunitária Calmonense | Miguel Calmon (BA) | Efraim Filho | Renovação | Autorização |
| Êxitus Sistema de Comunicação Ltda. | Mineiros do Tietê (SP) | Sérgio Petecão | Renovação | Permissão |
| Nascente Comunicações Ltda. | Mongaguá (SP) | Esperidião Amin | Renovação | Permissão |
| Associação de Desenvolvimento Artístico, Cultural e Social Atividade | Murutinga do Sul (SP) | Astronauta Marcos Pontes | Renovação | Autorização |
| Associação Novaresendense de Difusão e Apoio – ANDA | Nova Resende (MG) | Chico Rodrigues | Renovação | Autorização |
| Associação Cultural e Recreativa de Paramirim | Paramirim (BA) | Teresa Leitão | Outorga | Autorização |
| Associação Comunitária Caminho do Sol | Queluz (SP) | Astronauta Marcos Pontes | Renovação | Autorização |
| Associação Comunitária de Radiodifusão em Raposos | Raposos (MG) | Efraim Filho | Renovação | Autorização |
| Alto Astral Produções Ltda. | Rorainópolis (RO) | Beto Faro | Renovação | Permissão |
| Associação Cultural de Radiodifusão Comunitária de São Gonçalo do Rio Abaixo | São Gonçalo do Rio Abaixo (MG) | Confúcio Moura | Renovação | Autorização |
| Associação Comunitária Soledadense | Soledade de Minas (MG) | Beto Faro | Renovação | Autorização |
| Associação Comunitária da Comunicação para o Desenvolvimento Social, Cultural e Artístico de Varzedo | Varzedo (BA) | Rogério Carvalho | Renovação | Autorização |
Por Bruno Augusto, sob supervisão de Dante Accioly
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Criminalização da misoginia: relatora apresenta nova versão do projeto de lei
A coordenadora do grupo de trabalho de criminalização da misoginia, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apresentou nesta quarta-feira (10) uma nova versão do Projeto de Lei 896/23 sobre o tema, já aprovado no Senado. A proposta poderá ser votada pelo Plenário da Câmara dos Deputados ainda neste mês.
O texto original equipara a misoginia ao crime de racismo, o que a torna inafiançável e imprescritível. A relatora alterou principalmente a definição de misoginia.
“A fim de preservar a uniformidade conceitual da legislação penal e processual penal sobre o tema, propomos a substituição dos termos ‘ódio’ e ‘aversão’, previstos no projeto para a caracterização da misoginia, pelas expressões ‘menosprezo ou discriminação’ em razão da ‘condição de mulher’.”
Tabata Amaral afirmou que aprovação da proposta será “avanço civilizatório essencial”. A misoginia é descrita como “fenômeno estrutural profundamente enraizado em relações de poder historicamente marcadas pela desigualdade de gênero”.
Machosfera
A deputada também identificou crescente disseminação de comunidades e redes de conteúdo na internet associadas à chamada “machosfera”, que difundem narrativas de hostilidade ao feminino e promovem processos de radicalização, sobretudo entre jovens.
Conhecidos como “red pill”, os participantes desses espaços frequentemente incentivam a objetificação e a desumanização das mulheres e ampliam o alcance de discursos misóginos, com elevado potencial de monetização e engajamento digital. Entre outros pontos, o novo texto (substitutivo) de Tabata Amaral prevê suspensão temporária de conta ou perfil na internet que veiculem conteúdo ilícito.
“Precisamos aprovar esse texto ainda neste mês. Enquanto a legislação não for atualizada, criminosos continuarão se sentindo à vontade para defender que mulheres sejam assassinadas, humilhadas e estupradas. É isso que queremos combater”, reforçou.
Segundo a deputada, as audiências do grupo de trabalho da Câmara mostraram que o feminicídio é muitas vezes uma “morte anunciada” precedida por violência verbal e simbólica.
Tabata Amaral manteve a previsão de pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa para crimes praticados em razão de misoginia, mas incluiu, entre os agravantes, o crime contra criança, adolescente e pessoa idosa ou com deficiência.

Próximos passos
O texto ainda poderá passar por novos ajustes até 16 de junho, quando será votado no grupo de trabalho e, depois, levado ao Colégio de Líderes e ao Plenário, possivelmente na mesma semana, de acordo com a deputada.
“Fiquem muito à vontade, nos próximos dias, para me procurar para que a gente possa ir ajustando e que traga de fato um consenso de todos os membros do nosso grupo de trabalho.”
A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) manifestou otimismo quanto à rápida aprovação dos textos no Congresso.
“Há muitas diferenças entre as deputadas da bancada feminina, mas a violência contra a mulher é uma preocupação que nos une. Nos últimos cinco anos, 367 meninas menores de 18 anos foram vítimas de feminicídio. Isso é chocante em um país que registra quase 1.500 mulheres assassinadas por serem mulheres a cada ano.”
Outras propostas
Tabata Amaral também definiu propostas prioritárias complementares ao projeto de lei principal. Duas já estão formalizadas e tratam do enfrentamento à violência digital contra as mulheres:
- Projeto de Lei 6194/25
- Projeto de Lei 805/26
A outra proposta é um anteprojeto sobre investigação e atendimento das vítimas de ato de misoginia, com medidas de prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher.
O grupo de trabalho ainda apresentou uma indicação ao Ministério das Mulheres para a regulamentação de medidas de prevenção e enfrentamento à violência digital contra a mulher, além de ações preventivas em articulação com os órgãos federais.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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