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Casal é preso por matar taxista com 14 facadas em Mato Grosso
Os suspeitos, Pablo da Costa Rodrigues e Jaqueline Ribeiro da Silva, foram presos em flagrante, na manhã desta terça-feira (12.03), em ação integrada da integrada da Polícia Judiciária Civil com a Polícia Militar, na localidade conhecida como Quilombo.
PJC | MT
Casal é preso por matar taxista com 14 facadas em Mato Grosso
Um casal foi preso pelo roubo seguido de morte do taxista, Julho Cesar Rodrigues, 44, na noite de segunda-feira (11.03), na zona rural do município de Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste). A vítima foi morta após aceitar uma corrida para levar duas pessoas da cidade de Pontes e Lacerda até o município, onde foi esfaqueada 14 golpes.
Os suspeitos, Pablo da Costa Rodrigues e Jaqueline Ribeiro da Silva, foram presos em flagrante, na manhã desta terça-feira (12), em ação integrada da integrada da Polícia Judiciária Civil com a Polícia Militar, na localidade conhecida como Quilombo, distante aproximadamente 15 km do centro da cidade.
Os suspeitos foram interrogados pelo delegado Clayton Queiroz Moura, nesta manhã, tendo Pablo confirmado que desferiu as facadas no taxista a pedido de Jaqueline. Com o suspeito Pablo da Costa Rodrigues foi encontrado dois aparelhos celulares pertencente à vítima e com mulher o valor de R$ 392,00, também pertencente a vitima.
PJC | MT
O carro do taxista foi encontrado próximo ao Rio Guaporé
O veículo Grand Siena (Placa QBE9803) foi encontrado próximo ao Rio Guaporé. Ao lado do automóvel havia um par de tênis pertencente a suspeita Jaqueline. A prisão do casal foi efetuada a 3 km do local onde o carro da vítima foi encontrado e 2 km do ponto em que a vítima foi esfaqueada. A intenção do casal era seguir para a Bolívia, mas erraram o caminho e abandonaram o veículo do taxista.
Eles retornaram a pé para pegar outro caminho em direção a fronteira, quando pediram carona para uma viatura descaracterizada da Polícia Civil, que fazia buscas aos suspeitos na localidade. Pelo fato do veículo não ter identificação e estar sujo, os suspeitos não desconfiaram que se tratava de um carro oficial de polícia.
A Polícia Civil, contou com a ajuda dos militares do 1º CIA de Polícia Militar (BPM), para realizar a prisão.
O assassinato
O taxista Julho Cesar, foi encontrado em uma estrada vicinal próximo a um vilarejo, por volta das 20horas40minutos da noite de segunda-feira (11) caído no chão todo ensanguentado veio a óbito a caminho do Hospital Regional de Cáceres.
Um amigo da vítima, que também é taxista, procurou a Delegacia de Pontes e Lacerda informando que seu colega Julho Cesar Rodrigues, pegou uma corrida para Vila Bela da Santíssima Trindade, para transportar duas pessoas. Passado algum tempo recebeu um vídeo no seu celular mostrando o amigo caído no chão ferido por arma banca e todo ensangüentado
O carro da vítima (um Fiat Gran Sienna de cor branca) foi levado pelos dois suspeitos. A vítima foi socorrida e encaminhada ao hospital de Vila Bela, mas foi óbito nesta madrugada a caminho de Cáceres.
caceres
Fazenda Jacobina guarda relíquias do Brasil Imperial e abrigou o médico da Sabinada
Por João Arruda | Cáceres (MT)
A Fazenda Jacobina, fundada por portugueses em 1769, no município de Cáceres — a 210 quilômetros a oeste de Cuiabá —, situada na rodovia federal 070, guarda verdadeiras relíquias do Brasil Imperial.
No terreiro à frente do imponente casarão colonial estão máquinas que saíram da Europa, principalmente da Inglaterra, cruzaram o Oceano Atlântico até adentrar pelo Estuário da Prata, entre Uruguai e Argentina, e dali percorreram uma longa jornada até atingir Cáceres, com distância de 3.412 quilômetros de navegação.
Partes desse maquinário, tomadas por ferrugem, ainda exibem inscrições como “Dave Paxma & Gold Engennier Gold Hester England”.
A Jacobina, quando implantada, foi estratégica: serviu para fornecer alimentos aos primeiros núcleos de povoação da então Província de Mato Grosso, que pertencia, à época, à Capitania de São Paulo.
Era dessa fazenda que saíam suprimentos para alimentar as cidades onde se extraía o ouro, como Cuiabá, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Vila Bela da Santíssima Trindade.
Os portugueses mantinham a fazenda sob sigilo para não despertar a cobiça dos vizinhos espanhóis.
A produção saía em canoas e batelões até atingir, pelo Córrego Jacobina, que desagua no Rio Paraguai, abaixo de Cáceres, 70 quilômetros.
Já no século 19, com a independência do Brasil, rebeliões eclodiram em várias partes do país, e em uma delas a Jacobina entra na história dessas insurgências.
É no estado da Bahia que emerge o médico Francisco Sabino Vieira. Idealista, promove um levante que ficou denominado “A Sabinada”, que durou cinco meses e foi debelado.
O Império não condenou Sabino Vieira à morte, pois, se assim fizesse, ele se tornaria mártir, aumentando a insatisfação da Bahia com o Império.
O Brasil era governado pelo período Regencial — Dom Pedro II tinha apenas a regência. Batalhas travavam-se no Rio Grande do Sul, em Pernambuco, no Maranhão e no Pará. Sentenciar Sabino Vieira, numa Bahia já pacificada, não seria a decisão mais sensata.
O Império o condenou à prisão no Forte Príncipe da Beira, à margem direita do Rio Guaporé (hoje município de Costa Marques, em Rondônia).
Então, a guarda imperial faz a escolta do médico Sabino Vieira em direção ao Príncipe da Beira. Em lombos de mulas, cortam o oeste da Bahia até varar Goiás e, de lá, meses nas estradas, atingem Mato Grosso pelo leste, seguindo rumo a Vila Real do Bom Jesus de Cuiabá (atual Cuiabá). Seguindo em frente, chegam à Fazenda Jacobina, onde os responsáveis pela escolta apresentam ao pai do Barão de Vila Maria, Padre Joaquim José Gomes da Silva, o decreto do Império. Aí ocorre um fato interessante: a esposa estava acometida de febre e Sabino, médico formado na França, fez o tratamento. Então, a família do Barão de Vila Maria, que era afamada em todo o Mato Grosso pela alta produção de alimentos, decide ordenar a volta das tropas que escoltavam Sabino, com a seguinte ordem: “O doutor Sabino não irá seguir para o Forte Príncipe da Beira; ficará sob nossos auspícios”. E o médico baiano ficou até seus derradeiros dias na fazenda.
Já no Brasil República, seus restos mortais foram trasladados para o Rio de Janeiro, e ele é considerado herói nacional. Em Cáceres, dá nome a uma das importantes vias públicas do Centro Histórico.
Hoje, a Fazenda Jacobina mantém atividades agropastoris e funciona também como restaurante, de segunda a segunda, com cardápio regional.
A professora Edir Antônia de Almeida, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), ativista dos direitos humanos, toca projetos voltados ao fortalecimento da cultura mato-grossense e apresentará grupos de Cururu e de Siriri.
A fazenda recebe estudantes e professores de todo o país, inclusive da Bahia, e é tocada pelos herdeiros do empreendedor Vitório da Silva Lara: os irmãos Cristiano e Adriano — este apelidado de Imperador —, e sua mãe, Terezinha Lara.
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