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CASA BARÃO DE MELGAÇO

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CASA BARÃO DE MELGAÇO. Residência multisecular que pertenceu ao almirante e presidente da província de Mato Grosso, Augusto João Manuel Leverger. Localizada na rua Barão de Melgaço, 3869, em Cuiabá. Guarda e preserva um dos mais importantes acervos documentais do Estado, constituído ao longo da trajetória das duas instituições e composto de uma biblioteca (8.000 títulos), acervo de periódicos (jornais e revistas), acervos institucionais – divididos na documentação gerada e produzida pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, do antigo centro, hoje Academia Mato-Grossense de Letras, pelo Instituto de Pesquisas D. Aquino Corrêa e por diversos documentos avulsos oriundos de instituições hoje fenecidas –, acervos privados – coleções da Família Mendonça (Estevão e Rubens), da Família Rodrigues (Firmo e Dunga), de Ramiro Noronha, de Gastão Müller, de Luis-Philippe Pereira Leite e do médico Sylvio Curvo –, acervo fotográfico, de mobiliário e de objetos. Este precioso arquivo se encontra totalmente arranjado, sendo que as informações pertinentes à documentação encontram-se informatizadas, através de catálogos, em CD-rom. Foi construída no séc. XVIII. É tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual, Port. nº 13/1998. Desde o começo da década de 1930 é ocupada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e pela Academia Mato-Grossense de Letras. Por herança a casa pertenceu a Emília Augusta Leverger até 15 de janeiro de 1905. Em seguida, por doação, à sua sobrinha Catharina Augusta Leverger. Em 14 de janeiro de 1926, por determinação do presidente do Estado, dr. Estêvão A. Corrêa, ocorreu desapropriação do imóvel para preservação da memória do benemérito Barão de Melgaço. Já nessa época os limites da Casa eram a rua Barão de Melgaço, Voluntários da Pátria, Comandante Costa e a propriedade do coronel Antônio Cesário de Figueiredo. A 15 de abril de 1931, através de escritura pública de doação, registrada no livro nº 143, fls. 96v a 97v, o Estado de Mato Grosso outorgou o imóvel ao Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e ao Centro Matogrossense de Letras, nos termos do Decreto nº 1, de 23 de novembro de 1930. Em 1961, o mesmo Estado que havia feito a doação às instituições culturais fez uma nova doação de parte do terreno para construção da Faculdade de Direito de Cuiabá, criando, desta forma, uma situação desconfortável aos ocupantes da Casa. Vários governos passaram e não atenderam às reivindicações das duas instituições de retomada do terreno que lhes pertencia por direito. Durante muitos anos inúmeras e incansáveis tentativas foram feitas por membros das instituições co-irmãs, no sentido de reaver o prédio dos fundos da Casa Barão de Melgaço. Pelo correr dos tempos, vários presidentes e sócios das duas instituições muito se empenharam nesse objetivo. Alguns não medindo esforços em gestões políticas junto ao governo do Estado e UFMT e outros contribuindo com idéias e pareceres jurídicos, dando muito de si para tentar solucionar o impasse iniciado há décadas. Em 2003, o governador Blairo Borges Maggi se comprometeu a resolver a “imbróglio” que se arrastava há decênios e deu importante passo, assinando documentos e negociando com a UFMT. Nessa negociação que lucrou e muito foi a UFMT, que teve todo o campus pavimentado e viu um antigo sonho, o prédio do curso de Direito construído, tudo isso com recursos do governo do Estado, que dispendeu quase 2 milhões de reais na época. Em troca ficou o prédio para as instituições AML e IHGMT, por comodato, mas ficou uma situação mal resolvida. Somente em 2013/2014, com interveniência da Secretária de Estado de Cultura, Janete Gomes Riva e do Governador do Estado, Silval Barbosa, é que as coisas se clarearam, com publicação no Diário Oficial destinando oficialmente todo o prédio, erguido na confluência de três ruas do centro de Cuiabá: Voluntários da Pátria, Barão de Melgaço e Comandante Costa às instituições, pelo período de 40 anos. Em 2004, foi dado início à recuperação e restauração arquitetônica da Casa, com o desejo de transformá-la em um grande centro cultural. Em 2014, a Casa recebeu pintura nova, desta feita sob patrocínio da AML.

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CAIUÊZÁ (Rio)

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CAIUÊZÁ (Rio). Afluente do Rio Juruena em sua margem direita. Étimo que se origina do paresi (aliti) e significa: Rio do Bosque.

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