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Calendário Turístico Oficial do Brasil: festivais religiosos, culturais e feiras agitam o mês de abril
O Brasil, com sua vasta extensão e riqueza cultural, é um país repleto de opções diversificadas. Além das conhecidas praias e cidades, o calendário de eventos regionais oferece um mergulho na diversidade do país. A ferramenta reúne os principais eventos do país e é alimentado de forma colaborativa por gestores municipais, estaduais e, após a regulamentação, agências de eventos.
O mês de abril traz uma agenda variada, apresentando festividades religiosas e encontros importantes em todas as cinco regiões do país.
Pronto para vivenciar a cultura brasileira? Seja na emoção da pororoca, nos sabores da Pipa, nas inovações do campo, na tradição do churrasco paranaense ou na devoção capixaba, abril oferece eventos incríveis para todos os gostos. Vem conferir!
Primeira Quinzena de Abril: Natureza, Gastronomia e Negócios
No Nordeste, o Festival Sabores da Pipa promete agitar Tibau do Sul (RN) até o dia 26, sendo uma excelente oportunidade para apreciar a culinária local em um cenário paradisíaco. A partir de 6 de abril, as atenções na Região Norte se voltam para São Domingos do Capim (PA), palco do Festival Mundial da Pororoca, um evento único que celebra o encontro das águas e atrai amantes da natureza e do surf.
No Centro-Oeste, o foco é o agronegócio com a Tecnoshow Comigo, uma das principais feiras de tecnologia rural do país, que acontece em Rio Verde (GO) de 7 a 11 de abril.
Segunda Quinzena de Abril: Tradição e Fé
Eventos que celebram costumes locais e a fé popular estão no calendário da segunda quinzena de abril. No Sul do país, a cidade de Rio Bom (PR) realiza a Festa do Tradicional Churrasco no Espeto de Bambu nos dias 26 e 27, um evento que resgata e valoriza uma iguaria típica da região.
Encerrando o mês, a Região Sudeste recebe um de seus maiores eventos religiosos: a Festa da Penha, em Vila Velha (ES), que começa no dia 28 de abril e mobiliza milhares de devotos em uma grandiosa manifestação de fé e tradição.
De Norte a Sul, passando pelo Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, há sempre uma celebração esperando por você.
Se você ainda não planejou seu roteiro, agora é a hora de descobrir a riqueza dos eventos regionais brasileiros e garantir momentos inesquecíveis. Para acessar o Calendário Turístico Oficial do Brasil, é só clicar AQUI.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
barra do garcas
Mato Grosso aposta no turismo ufológico para diversificar e atrair novos visitantes
Relatos de fenômenos aéreos não identificados, lendas regionais, paisagens naturais e narrativas cercadas de mistério têm contribuído para a consolidação de um novo nicho turístico em Mato Grosso: o ufoturismo. Embora ainda esteja em processo de estruturação, o segmento vem atraindo a atenção de pesquisadores, gestores públicos e empreendedores do setor como uma oportunidade de diversificação da oferta turística do Estado.
O tema esteve presente na programação da FIT Pantanal 2026, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, em Cuiabá. A feira sediou a II Jornada Brasileira de Ufoturismo, com palestras voltadas à discussão do potencial turístico dos fenômenos ufológicos e das novas oportunidades relacionadas ao segmento. Além dos debates, municípios como Barra do Garças e Tesouro utilizaram o evento para promover atrativos ligados ao turismo místico e ufológico. A Chapada dos Guimarães também foi destacada entre os destinos associados a esse universo.
Presidente da Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Psíquicas (AMPUP), Ataíde Ferreira da Silva Neto afirma que Mato Grosso reúne características que o colocam em posição de destaque dentro do cenário nacional. “O Estado é rico em acontecimentos ufológicos. Temos um grande acervo de filmagens e registros desses fenômenos, o que desperta a curiosidade do público e atrai interessados por essa temática”, afirma.
Segundo ele, a relação de Mato Grosso com o tema remonta ao século XIX. Um dos registros mais antigos ocorreu em 1846, quando o militar e engenheiro Augusto Leverger relatou ter observado um objeto luminoso no céu enquanto navegava pelo Rio Cuiabá. O episódio foi publicado na Gazeta Oficial do Império do Brasil e é apontado por pesquisadores como a primeira notícia sobre avistamento de um objeto voador não identificado divulgada pela imprensa brasileira.
Para Ataíde, a combinação entre natureza e mistério é um dos fatores que despertam o interesse dos visitantes. “Nós temos a Chapada dos Guimarães, a Serra do Roncador, em Barra do Garças, além de lendas e histórias que atravessam gerações. São lugares que unem belezas naturais e uma história cheia de enigmas e mistérios”, destaca.
Entre os destinos mais conhecidos está Barra do Garças, município que concentra parte significativa das narrativas relacionadas ao tema. A cidade abriga a Serra do Roncador, frequentemente associada a relatos de fenômenos inexplicáveis, e também o Discoporto, estrutura criada a partir de uma lei municipal aprovada em 1995 que reservou uma área no Parque Estadual da Serra Azul para a implantação de um espaço destinado simbolicamente ao pouso de objetos voadores não identificados.
Jornalista, artista plástico e assessor da Secretaria Municipal de Turismo de Barra do Garças, Genito Santos explica que a cidade transformou sua relação histórica com o tema em um atrativo turístico.
“Barra do Garças é considerada um dos pontos de maior incidência de casuísticas ufológicas do Centro-Oeste brasileiro. Temos dois ícones importantes desse segmento: a Serra do Roncador e o Discoporto, que é o único lugar do mundo credenciado por lei para receber naves de outros planetas”, afirma.
De acordo com Genito, o turismo ufológico e o turismo místico caminham lado a lado na região. “Barra do Garças recebe visitantes de várias partes do Brasil e do exterior que buscam conhecer a Serra do Roncador, suas histórias, seus mistérios e as narrativas relacionadas aos avistamentos de discos voadores”, diz.
Além de Barra do Garças, outras localidades mato-grossenses também integram esse circuito de interesse. Entre elas estão o Morro do Pião, em Tesouro, e a Caverna Aroe Jari, em Chapada dos Guimarães, locais frequentemente citados em relatos e narrativas associadas ao imaginário ufológico e místico.
Para os pesquisadores do setor, o interesse crescente por experiências temáticas e pelo chamado turismo de nicho abre espaço para a consolidação do ufoturismo como produto turístico organizado. Segundo Ataíde Ferreira, o segmento ainda se desenvolve de forma gradual no Estado, mas começa a ganhar estrutura e visibilidade.
“O Estado tem percebido a importância desse nicho de interessados e começado a formar oficialmente iniciativas que atraem esse público. A inclusão do tema na FIT Pantanal demonstra esse movimento”, avalia.
Na mesma linha, Genito Santos destaca que o segmento avança em direção ao reconhecimento formal dentro do mercado turístico brasileiro. “É uma modalidade que vem se organizando e ganhando visibilidade. Mato Grosso tem potencial para se tornar uma referência nacional nesse tipo de turismo”, afirma.
Combinando patrimônio natural, histórias locais e experiências voltadas ao imaginário e ao desconhecido, o ufoturismo passa a integrar o conjunto de segmentos que podem contribuir para ampliar o fluxo de visitantes e diversificar a atividade turística em Mato Grosso.
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