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Calçadas melhoram a qualidade de vida, valoriza imóveis e deixa cidade mais bonita

Prefeitura cobra cumprimento de decreto que prevê regras e prazos para a construção de calçadas e está em vigor desde o mês de abril de 2017

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Comodoro

 

A cidade de Comodoro, distante 643 quilômetros de Cuiabá, já quase na divisa com o Estado de Rondônia, dá exemplo de exercício de cidadania ao cobrar com veemência o cumprimento do decreto que prevê regras e prazos para a construção de calçadas, em vigor desde abril de 2017. Previsto na Lei Municipal nº 1.504 de 2014, o Decreto n° 021/2017 regulamenta a construção de calçadas/passeios em lotes localizadas em ruas e avenidas pavimentadas.

 

E não se trata apenas de deixar a cidade mais bonita e agradável. Além da importância para o transporte, as calçadas funcionam também como um “sensor” da qualidade de urbanização. Há quem diga que as calçadas são melhor indicador de desenvolvimento humano do que o próprio IDH – Índice de Desenvolvimento Humano. No caso de Comodoro, segundo o IBGE, o IDH é de 0,689 (2010), considerado médio. O IDH alto vai de 0,700 a 0,799 e, muito alto, de 0,800 a 0,1000.

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Comodoro

 

“A simples arte de caminhar é uma atividade primordial do ser humano e ao logo do tempo a mobilidade urbana vem dando prioridade ao veículo em relação ao pedestre, diminuindo cada vez mais aqueles que se aventuram por utilizar as calçadas”

A intenção é melhorar esse quadro, já que a cidade é feita para pessoas e, estas, primordialmente caminham. Quando se trata de idoso, enfermos, grávidas e crianças, os cuidados com a construção de calçadas devem ser ainda maiores. É que, a  simples arte de caminhar é uma atividade primordial do ser humano e ao logo do tempo a mobilidade urbana vem dando prioridade ao veículo em relação ao pedestre, diminuindo cada vez mais aqueles que se aventuram por utilizar as calçadas.

 

O decreto da Prefeitura de Comodoro tem, justamente, essa essência. As Calçadas devem ser suficientemente largas e, sempre que possível, protegidas por arborização para conforto de quem anda sob o sol. E bem iluminadas, para quem caminha à noite. Outro item a não ser esquecido são bancos e jardins, que, sempre que houver espaço, são um sinal de gentileza urbana precioso, que se contrapõe à correria de nossos dias. Também devem ser complementadas por faixas de segurança, equipamento básico para a travessia segura das ruas.

 

AJUSTAMENTO DE CONDUTA

 

Resultado de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela Prefeitura de Comodoro com o Ministério Público, no mês de fevereiro, o decreto tem como foco a mobilidade urbana.

Comodoro

Praça dos Pioneiros

Com a vigência, proprietários em situação irregular começaram a ser notificados quanto à regularização e aplicação de Lei. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento e Orçamento, aproximadamente 600 notificações foram entregues.

 

A secretária de Planejamento, Ana Paula Perfeito, explicou que a Prefeitura tem oferecido os projetos padrões de passeio que atendem as especificações previstas no decreto, além da assistência técnica com visita ao local. Mais de 200 pessoas procuraram a secretaria para obter o projeto, um número considerado bom pela secretária de Planejamento.

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“Nossa equipe tem dado todo suporte, indo a visitas técnicas e com instruções dentro da secretaria quando nos procuram buscando por mais informações sobre as exigências determinadas nos projetos. O que temos visto é uma população consciente com o beneficio a comunidade e a paisagem urbana e determinada a execução dentro de suas possibilidades econômicas”, pontuou.

 

Aos proprietários a secretária faz um alerta, “Procure nossa equipe, pois a prazos a cumprir e caso não atentem a Lei, poderá acarretar penalidades”, pontuou.

 

MOBILIDADE

 

Sobre as exigências pontuadas no decreto que regulamentou a Lei de 2014, a secretária destacou ser medidas de extrema importância, que aos serem aplicadas corretamente garantirá a população melhor mobilidade. “O decreto veio para garantir o direito de ir e vir, de forma livre e autônoma”, concluiu

 

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Experiência em Comodoro inspira debate sobre educação prisional

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A experiência desenvolvida na Cadeia Pública de Comodoro, apresentada durante a III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Secretarias de Estado de Educação e Justiça , despertou reflexões sobre a importância de ampliar o compartilhamento de iniciativas exitosas entre as unidades prisionais do estado.

Com o tema “Letras que Libertam: Educação e Leitura no Sistema Prisional”, a professora e facilitadora Luana Pâmela Cordeiro de Sousa Belmont apresentou na tarde desta quarta-feira (3) os resultados do trabalho de alfabetização e incentivo à leitura realizado junto às pessoas privadas de liberdade da unidade de Comodoro, evidenciando o potencial transformador da educação no processo de ressocialização.

Durante sua exposição, a educadora relatou que decidiu atuar de forma mais intensiva na alfabetização após constatar que alguns custodiados não sabiam sequer assinar o próprio nome.

“Fiquei incomodada com o fato de algumas pessoas não saberem nem assinar o nome. Muitas vezes existe a ideia de que o sistema prisional não é um espaço para adquirir conhecimento, mas encontrei pessoas com muita vontade de aprender. Elas queriam escrever o próprio nome, os nomes dos filhos e participar dos projetos de remição pela leitura”, contou.

Atualmente, cerca de 120 pessoas privadas de liberdade participam das atividades de remição pela leitura na unidade prisional. Paralelamente, dez estudantes integram as turmas de alfabetização, organizadas de acordo com os diferentes níveis de aprendizagem.

Segundo a professora, o trabalho é desenvolvido com metodologias adaptadas à realidade dos alunos e busca fortalecer não apenas a alfabetização, mas também a autonomia e a autoestima dos participantes.

“Eu sempre digo que é impossível alguém passar pelas aulas sem aprender pelo menos o básico. Quero que saiam dali com condições de buscar uma oportunidade de trabalho, conversar com os filhos e ter mais independência. Trabalhamos a partir da realidade deles, do próprio nome, das experiências que carregam”, explicou.

A apresentação evidenciou o impacto positivo das ações educacionais desenvolvidas dentro do sistema prisional e suscitou discussões entre os participantes sobre a possibilidade de reunir experiências exitosas em um banco de boas práticas. A iniciativa permitiria registrar, compartilhar e difundir projetos que vêm apresentando resultados positivos em diferentes unidades prisionais de Mato Grosso, fortalecendo as políticas de educação e ressocialização.

Para Luana, independentemente do contexto em que esteja inserida, a educação continua sendo uma das mais importantes ferramentas de transformação social.

“A educação é um instrumento poderoso. Ela cria oportunidades, amplia horizontes e permite que as pessoas construam novas perspectivas para suas vidas”, afirmou.

A III Capacitação – Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição de Pena é realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) do TJMT, em parceria com a Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e o Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP) da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). O evento é coordenado pelo juiz auxiliar do GMF/TJMT, Pierro de Faria Mendes, responsável pelo Eixo Práticas Educativas.

 

 

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