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Bombeiros localizam e resgatam corpos de vítimas do naufrágio no Lago do Manso

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou e resgatou os corpos das duas vítimas que estavam desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação ocorrido no domingo (28.12), no Lago do Manso.

No momento do naufrágio, cinco pessoas estavam a bordo da embarcação, sendo quatro integrantes de uma mesma família, pai, mãe e dois filhos, além do piloto. Logo após o ocorrido, o filho mais velho do casal estava utilizando colete salva-vidas e conseguiu nadar até a margem do lago e pedir ajuda. Durante a operação inicial de resgate, a mãe e a criança de colo foram encontradas à deriva em um flutuador e resgatadas com vida.

Na tarde de quarta-feira (31.12), o Corpo de Bombeiros foi acionado por embarcações civis e localizou o corpo do homem que havia emergido e se encontrava a aproximadamente 1 km da margem do lago.

Já na manhã desta quinta-feira (1.1), por volta das 7h30, militares do CBMMT encontraram o corpo do piloto da embarcação, que emergiu nas proximidades da região onde o primeiro corpo foi encontrado.

“As equipes do CBMMT atuaram intensamente desde o acionamento, no domingo (28), empregando buscas superficiais, aéreas e submersas. Em razão da grande extensão da área, da profundidade do lago, da irregularidade do fundo e da presença significativa de troncos e galhos submersos, os trabalhos exigiram planejamento técnico, definição de rotas por triangulação de informações e o uso contínuo de equipamentos de sonar”, destacou o tenente-coronel BM Heitor Alves de Souza.

A operação contou com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Marinha do Brasil e da Polícia Militar Ambiental, além do emprego de embarcações, motoaquáticas, drone e outros recursos do CBMMT. Civis voluntários também auxiliaram nas buscas, integrados às ações sob coordenação das equipes oficiais.

Após a retirada, os corpos foram entregues aos órgãos competentes para os procedimentos legais necessários.

 

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Após receber a elefanta Baby, Santuário monta operação para buscar o Sandro em SP

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O elefante Sandro, de 56 anos, será transferido do Zoológico de Sorocaba (SP) para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (MT), após determinação judicial. O animal, que vive em cativeiro desde 1982, deve percorrer 1.400 quilômetros por via terrestre até o dia 6 de agosto para viver em um ambiente de semi-liberdade no primeiro santuário do gênero na América Latina.

A Chapada dos Guimarães tornou-se um refúgio de referência internacional ao abrigar o único santuário  do gênero em toda a América Latina. A escolha da região não foi aleatória: o município oferece uma combinação de clima, topografia, cursos d’água intocados e vegetação exuberante que mimetiza condições ideais para elefantes africanos e asiáticos, permitindo que vivam soltos durante todo o ano.

O santuário, que ocupa uma área de aproximadamente 1.200 hectares em uma antiga fazenda, foi inaugurado em 2016 com o objetivo de resgatar animais que sofreram traumas em circos e zoológicos, oferecendo-lhes um espaço para a recuperação física e emocional. Ao contrário de zoológicos, o SEB não é aberto à visitação pública, priorizando a tranquilidade e a autonomia dos animais, que são incentivados a retomar comportamentos naturais como pastar, caminhar por longas distâncias e interagir em seus próprios ritmos.

O caso do elefante Sandro

A transferência do elefante Sandro, atualmente no Zoológico de Sorocaba (SP), é o mais novo capítulo da atuação do SEB. Após uma longa disputa judicial, a Justiça determinou que o animal — que vive em cativeiro desde 1982 e é considerado idoso — seja levado para o santuário mato-grossense até o dia 6 de agosto de 2026.

A Prefeitura de Sorocaba chegou a recorrer da decisão, argumentando que o animal recebe cuidados adequados e que a viagem de mais de 1.400 km representa um risco. Por outro lado, o Ministério Público e o SEB sustentam que a vida no santuário oferece uma qualidade inalcançável em recintos urbanos, permitindo ao elefante viver em um ambiente amplo, com cuidados especializados e a possibilidade de interação com outros da sua espécie.

Logística de transferência

A operação de transporte seguirá o mesmo protocolo de bem-estar utilizado na recente transferência da elefanta Baby, vinda de Santa Catarina.

  • Caixa de transporte: Sandro viajará em uma estrutura de aço equipada com monitoramento por câmeras, ventilação e controle de temperatura.

  • Adaptação: O treinamento utiliza reforço positivo, evitando a sedação profunda e permitindo que o animal entre voluntariamente no veículo.

  • Monitoramento: A viagem será feita em ritmo controlado, com paradas estratégicas para hidratação e exames veterinários, sendo integralmente custeada pelo próprio santuário.

Essa transferência é emblemática por tratar-se de um animal idoso em cativeiro de longa data, reforçando o propósito do SEB de devolver a autonomia física e psicológica a seres que passaram décadas sob estritos protocolos de dominância humana.

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