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MARTÍRIOS (Minas dos)

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Trata-se de uma possível lenda em torno de uma serra incrustada de ouro, próximo a um sítio de inscrições rupestres que contém figuras em baixo relevo que lembram os martírios de cristo, ou seja, a coroa de espinho, cravos, pregos, martelos e a lança. A notícia da existência das Minas dos Martírios aconteceu possivelmente no intervalo de 1648 a 1706. Atualmente o local exato do sítio que abriga estas gravuras é o município de São Geraldo do Araguaia, no Estado do Pará, na região do Baixo Araguaia. Como se observa os bandeirantes andaram e navegaram muito, de Porto Feliz até este ponto, passando por Cuiabá, Rio das Mortes e cortando enorme extensão do Araguaia. A notícia e a narrativa dos fatos sobre os Martírios tomaram fé pública a partir dos bandeirantes Manoel de Campos Bicudo e Bartolomeu Bueno da Silva, que levaram, juntos, na empreitada, seus filhos, então com 14 anos, Antônio Pires de Campos e Bartolomeu Bueno da Silva – o futuro Anhangüera. O ouro dos Martírios nunca foi oficialmente encontrado, mas alimentou mentes à procura de fortuna fácil por muitos séculos. Várias expedições, inclusive estrangeiras, vieram a Mato Grosso à procura de tais minas. Nunca acharam nada. O rio indicado nos mapas e roteiros era chamado de Paraupava, nome atual do Araguaia. O mistério foi desfeito, com uma expedição realizada em 1945, pelo historiador paulista Manoel Rodrigues Ferreira, que identificou o rio e o local das inscrições, deixando claro que tudo era apenas lenda, ilusão e que o ouro dos Martírios nunca existiu.

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MENEZES (Alfredo da Mota)

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Advogado, historiador, articulista, professor (Poxoréu-MT). Estudou Direito e História na cidade paulista de Franca, de 1965 a 1969. É Ph.D. em história da América Latina pela Tulane University e Mestre na mesma área e instituição em New Orleans, ambos no EUA. É articulista do jornal A Gazeta, de Cuiabá, onde escreve semanalmente. Escreveu vários livros, a exemplo de “A Herança de Stroessner: Brasil-Pareaguai, 1955-1980”, em 1987; “La Herencia de Stroessner”, publicado em Assunção, no Paraguai, em 1990; “Guerra do Paraguai: Como Construímos o Conflito”, em 1998, dentre outros livros e artigos de interesse latino-americano. Foi presidente da Fundação Pedroso Horta (1985-87; secretário-geral do PMDB-MT, 1987-88; Vice-presidente do PSDB (1993-95 e presidente em 1995-97 e Assessor de Relações Internacionais do governo de Mato Grosso em 1999-2002.

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