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BRASIL E MUNDO

Netanyahu enfrenta rejeição e protestos na Assembleia Geral da ONU

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A participação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta sexta-feira (26) foi marcada por um cenário de forte polarização e visível rejeição por parte de diversas delegações. Ao subir à tribuna para discursar, Netanyahu foi recebido não apenas por aplausos de seus convidados, mas também por vaias e pelo esvaziamento do plenário por parte de delegações que optaram por se retirar em protesto, evidenciando a crescente tensão em torno da política de Israel na região.

O tom do discurso de Netanyahu, que rejeitou veementemente as acusações de “genocídio” em Gaza e criticou os países que, em sua visão, “cederam” ao Hamas, pareceu intensificar as reações negativas. A fala do líder israelense, a primeira da sessão do dia, ocorreu em meio a apelos à ordem devido à agitação no plenário.

Netanyahu negou que Israel esteja cometendo atos de genocídio e afirmou que seu país fornece ajuda à população palestina, tomando medidas para evitar vítimas civis. No entanto, suas declarações foram recebidas com ceticismo por muitos, dada a situação humanitária em Gaza e o alto número de vítimas civis.

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Além de acusar o Hamas de usar civis como escudos humanos e de criticar a cobertura da mídia europeia, a fala mais controversa do primeiro-ministro foi direcionada aos países que recentemente reconheceram o Estado da Palestina. Ele não apenas condenou essa decisão como um ato que “recompensa os fanáticos intolerantes que perpetraram e apoiaram o massacre de 7 de outubro”, mas também classificou o reconhecimento como uma “marca de vergonha” para as nações envolvidas.

A visão de Netanyahu de que a criação de um Estado palestino seria um “suicídio nacional” para Israel e sua recusa em “permitir que nos imponham um Estado terrorista” sublinharam a intransigência de sua posição, gerando mais atrito com membros da comunidade internacional que buscam uma solução de dois Estados para o conflito.

A cena das delegações abandonando o plenário e as vaias durante seu discurso são um forte indicador do crescente isolamento diplomático que Israel tem enfrentado em fóruns internacionais, com muitos países expressando preocupação e condenação em relação às ações militares em Gaza e à política de assentamentos. A postura assertiva de Netanyahu, embora direcionada a uma audiência interna e seus apoiadores, parece ter contribuído para aprofundar essa divisão na arena global.

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*Com informações da AFP

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BRASIL E MUNDO

França e Canadá buscam aliança estratégica contra instabilidade global e pressões econômicas

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Em um encontro realizado nesta sexta-feira, 12 de junho, em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro canadense Mark Carney defenderam a união das democracias ocidentais frente a um cenário internacional marcado por fragmentação e disputas de poder. Em declaração conjunta, os líderes enfatizaram que a cooperação entre Europa e Canadá é vital para enfrentar desafios como coerção econômica, interferências externas e guerras de informação.

Durante o pronunciamento, Macron destacou que a ordem global atravessa um momento crítico, com o retorno de conflitos geopolíticos que desafiam regras estabelecidas. Sem citar nominalmente o presidente americano Donald Trump, o líder francês fez referências claras ao impacto das políticas protecionistas e unilaterais vindas de Washington, que têm gerado atritos com aliados tradicionais. Macron reforçou que França e Canadá compartilham valores fundamentais, como o respeito ao Estado de Direito, o combate às mudanças climáticas e a confiança na ciência.

O encontro ocorre às vésperas da cúpula do G7, agendada para os dias 15 a 17 de junho em Évian, na França. O evento deve reunir as principais economias do mundo em um ambiente de alta rivalidade entre as grandes potências. Nesse contexto, a aproximação franco-canadense visa acelerar parcerias em setores estratégicos, incluindo inteligência artificial, energia nuclear civil, minerais críticos e defesa.

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Na área militar, Macron defendeu que a convergência política deve se transformar em cooperação industrial prática e sustentável. O movimento ganha peso após o recente encerramento de projetos conjuntos entre França e Alemanha para o desenvolvimento de caças. Pelo lado canadense, Mark Carney reafirmou a proximidade política com os parceiros europeus, em um momento em que Ottawa enfrenta tensões crescentes com os Estados Unidos, exacerbadas por declarações recentes de Trump que sugeriram, de forma provocativa, a anexação do país vizinho.

A iniciativa de Paris e Ottawa é vista por analistas como um esforço para diversificar alianças e fortalecer o multilateralismo. Ao buscar maior integração com a Europa, o Canadá tenta reduzir sua dependência diplomática e econômica em relação ao governo americano, enquanto a França busca consolidar um bloco democrático capaz de agir com autonomia e firmeza no tabuleiro global.

*Com Agências

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