TCE-MT
Tribunal de Contas capacita gestores em Planejamento Intersetorial para a Primeira Infância
A Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), realizou, nesta quinta-feira (21), o evento online “Planejamento Intersetorial para a Primeira Infância: Planos Municipais e Orçamento no PPA”, a fim de capacitar os gestores municipais na construção e implementação de políticas públicas, além de incluir as medidas no orçamento das cidades mato-grossenses.
De acordo com o presidente da Copec, conselheiro Antonio Joaquim, o intuito é fomentar a participação efetiva de atores fundamentais nas decisões orçamentárias, seja no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ou ainda na Lei Orçamentária Anual (LOA), para atender as demandas da primeira infância. “Estamos promovendo esse curso de capacitação com todos os secretários de educação, saúde e assistência social, porque está claro que essas três áreas devem, de forma imperiosa, trabalhar em conjunto para construção das políticas públicas.”
![]() |
| Parceiro do evento, o conselheiro Guilherme Antonio Maluf defendeu que investir na primeira infância é garantir um futuro mais saudável e justo. |
Parceiro do evento, o presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, defendeu que investir nesta etapa da vida dos cidadãos é garantir um futuro mais saudável e justo, rompendo ciclos de desigualdade violência. “Trata-se, portanto, não apenas de um dever moral e social, mas de uma exigência constitucional de prioridade absoluta. Para cuidar desta fase com a atenção que merece, não basta boa vontade. É necessário planejamento consistente, ações integradas e orçamento assegurado. Esse é o desafio e por isso é que estamos aqui hoje.”
Representando o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o juiz de direito Túlio Duailibi Alves de Souza falou sobre a importância desse assunto para as próximas gerações. “A atenção especial para esta fase de formação da personalidade da pessoa é muito importante para que tenhamos uma sociedade melhor, cuidando dos futuros cidadãos e adultos que ocuparão postos importantes dentro do estado democrático em que vivemos. Cuidado da infância é cuidar do futuro.”
Presidente-executiva do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação de Mato Grosso (Gaepe-MT) , também parceiro da ação educacional, Alessandra Gotti, salientou que o momento escolhido para o debate é estratégico. “Estamos às véspera da data limite para o envio dos projetos de Plano Plurianual às Câmaras Municipais. Isso significa que as decisões que forem tomadas agora vão impactar a vida das crianças pelos próximos quatro anos.”
Programação
| Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT |
![]() |
| O evento buscou capacitar os gestores municipais na construção e implementação de políticas públicas, além de incluir as medidas no orçamento. |
A tarde contou com três palestras virtuais transmitidas ao vivo pelo Canal do TCE-MT no YouTube, que ultrapassaram 1,3 mil visualizações. O tema “Políticas Públicas para a Primeira Infância: Planejamento Intersetorial e o Plano Municipal pela Primeira Infância” foi abordado pela gerente de políticas públicas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Karina Fasson. Em sua apresentação, ela ressaltou a importância dos investimentos públicos em crianças de zero a seis anos.
“O investimento nessa fase da vida é uma oportunidade de cortar pela raiz a fome e a miséria. Isso impacta diretamente no desempenho e progressão escolar, empregabilidade, maiores salários, diminuição no envolvimento com a criminalidade e até na saúde das pessoas. Investir em programas de qualidade na primeira infância impacta a vida dessas pessoas para o resto da vida”, explicou Fasson.
Em seguida, o economista e especialista em orçamento público, Wieland Silberschneider, conduziu a abordagem sobre “O Plano Plurianual (PPA) como instrumento estratégico para a primeira infância”. Para ele, o PPA é como uma carta de intenções de realizações do prefeito.
“O desafio é dar prioridade às iniciativas que atendam à primeira infância, colocando-as no centro das atenções executivas da prefeitura. É preciso que haja pactuações entre os dirigentes e os gestores para articular o que será feito e a alocação dos recursos e esforços necessários”, pontuou.
Encerrando as atividades do dia, representando o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), Higor Cunha apresentou o assunto “A dimensão étnico-racial no planejamento intersetorial da primeira infância”. Com falas relevantes sobre a desigualdade social que acomete até mesmo as crianças, ele provocou reflexões sobre as ações possíveis para mitigar essa disparidade.
“De uma perspectiva etnico-racial, é justamente nessa fase de desenvolvimento das crianças da primeira infância que os indivíduos começam a se perceber como parte de uma sociedade. Então, é já nesta fase que as desigualdades e preconceitos, como o racismo, começa a ser percebido por elas. Assim, quando falamos de planejamentos de políticas públicas de forma intersetorial na primeira infância, toda a temática de cor, gênero e raça deve ser levada em consideração, ”, salientou.
Participando do evento de forma presencial, a secretária municipal de Educação, Cultura, Desporto e Lazer de Nova Santa Helena, Juliane Oscar de Souza Moura, destacou a oportunidade de aprendizado para aplicação prática. “Muitas ações deixam de ser efetivadas por falta de conhecimento e essa iniciativa oportuniza a nós, gestores municipais, a aquisição do conhecimento necessário para implementar políticas públicas de maneira mais eficiente nos municípios.”
A ação educativa “Planejamento Intersetorial para a Primeira Infância: Planos Municipais e Orçamento no PPA” compõe as ações do TCE-MT alusivas ao mês da primeira infância, instituído em 2023 com base na Lei Federal nº 14.617/2023.
Participaram ainda do encontro o vice-presidente da Comissão de Normas, Jurisprudência e Consensualismo do TCE-MT e membro do conselho fiscal da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), conselheiro Campos Neto; a juíza-auxiliar da Corregedoria do TJMT, Ana Paula Gomes; a presidente da Associação para o Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso, Sheila Pedrozo; a coordenadora técnica contábil da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Waldna Fraga Silva e a secretária- executiva da Comissão Permanente de Educação e Cultura do TCE-MT, Cassyra Vuolo.
TCE-MT
Tribunal de Contas e Consea firmam parceria para mapear e combater a fome em Mato Grosso
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, intensificou a mobilização pelo combate à fome e insegurança alimentar em Mato Grosso. Nesta quarta-feira (14), firmou parceria com o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea-MT) para identificar falhas nas políticas públicas e apontar soluções que garantam comida na mesa dos mato-grossenses.
“Vamos criar um grande exército para acabar com a fome em um dos estados mais ricos do Brasil. O TCE-MT ajuda, principalmente, fornecendo os números para que, conhecendo a realidade, nos indignemos. E agora, contamos com a contribuição importante do Consea, componente do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, o Sisan, e vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania. Estamos cuidando da segurança alimentar e discutindo o Plano Estadual de Segurança Alimentar”, declarou Sérgio Ricardo.
Na forma de um conselho consultivo, o Consea-MT assessora o Governo do Estado na elaboração do plano e de políticas públicas de segurança alimentar. Entre as propostas para mitigar o problema, está o fortalecimento da agricultura familiar e a criação de restaurantes populares nos municípios, já defendidos pelo conselheiro Sérgio Ricardo.
“O Governo Federal disponibiliza recursos para a agricultura familiar, mas muitos gestores e sindicatos do setor não estão organizados para acessá-los, enquanto os produtores que conseguem se organizar produzem milhões em soja e algodão. Está no nosso Plano de Metas Mato Grosso 2050 a criação de um programa, na Baixada Cuiabana, para que ela se torne um grande bolsão da agricultura familiar.”, pontuou o presidente.
A presidente do Consea-MT e nutricionista, Cláudia Maria Ourives de Souza, salientou que o Plano Estadual de Segurança Alimentar-Nutricional e Desenvolvimento Socioprodutivo do Estado de Mato Grosso 2023-2027 está passando por uma revisão e é preciso identificar as deficiências e os pontos em que o estado precisa se reorganizar na área da segurança alimentar. “Nosso foco é garantir o direito humano à alimentação para todos os povos e ciclos de vida, e esse mapeamento que o TCE-MT está elaborando será muito útil para sermos mais assertivos”, comentou.
Para a coordenadora do Grupo de Trabalho e secretária do Núcleo de Políticas Públicas do TCE-MT, auditora pública externa Karisia Goda, a reunião resultou na união de forças por um objetivo em comum. “A reunião veio complementar o nosso trabalho. Agora, a equipe do Consea vai colaborar conosco na análise dos indicadores e das realidades dos municípios que conhecem, para que possamos entregar um mapa da fome de Mato Grosso, com as principais soluções para cada município e região.”
Na ocasião, o conselheiro Sérgio Ricardo foi presenteado com um exemplar do Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Plansan) e com um kit comemorativo aos 20 anos do Sisan.
Resultados preliminares
Sob orientação do conselheiro-presidente Sérgio Ricardo, o grupo de trabalho do TCE-MT aplicou um questionário de 91 perguntas nos 142 municípios de Mato Grosso para diagnosticar a realidade de cada localidade. Em seguida, os dados passarão por análise estatística e serão propostas soluções adequadas à realidade de cada região, com abordagem individualizada, considerando as particularidades de cada localidade.
“Dos 138 municípios que já responderam nosso questionário do levantamento, apenas cinco possuem restaurante popular. Mais de 70% nem acompanha sistematicamente a população em vulnerabilidade, ou seja, não sabem quem são as famílias que passam fome. Já temos leis que regulamentam a aquisição de produtos da agricultura familiar nas merendas escolares, e 29% não atingem nem o mínimo estabelecido”, destacou Sérgio Ricardo.
Outros dados da pesquisa apontam que 80,1% dos municípios não destinam recursos a ações específicas de segurança alimentar e 89,4% não possuem Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional vigente. Além disso, 31,2% não oferecem benefícios alimentares, como cestas básicas, à população em vulnerabilidade regularmente, e apenas quatro possuem cozinhas comunitárias ou solidárias em funcionamento. Dos grupos mais afetados pela insegurança alimentar, 59,7% vivem nas periferias urbanas.
-
esportes5 dias atrásBrasil vence a Argentina por 3 a 1 em amistoso de preparação para a Copa de 2027
-
esportes5 dias atrásSão Paulo vence o Vitória e deixa zona de alerta do rebaixamento para trás
-
esportes5 dias atrásVasco fica no 0 a 0 com o Remo em São Januário e vê sequência de vitórias chegar ao fim
-
esportes4 dias atrásFlamengo vence o Fluminense e mantém a liderança no Brasileirão
-
esportes4 dias atrásPalmeiras atropela o Corinthians por 4 a 1 no Brasileirão
-
AGRO & NEGÓCIO3 dias atrásIMEA mantém estimativa de 48,88 milhões de toneladas de soja para a safra 2026/27 em Mato Grosso
-
esportes4 dias atrásGalo vira nos acréscimos e derruba invencibilidade do Santos
-
esportes4 dias atrásEmpate no 455º Gre-Nal: Grêmio e Internacional seguem na zona de rebaixamento






