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CATEQUESE
CATEQUESE. A Igreja se tornou uma das instituições fundamentais no período do Brasil Colônia. Diante da expansão marítima e seu conseqüente afluxo de riquezas e busca de novas terras, somados ao abalo provocado pelas reformas protestantes, Portugal recorreu à Igreja como instrumento por excelência de conservação dos poderes e costumes estabelecidos. Isso traduziu-se na valorização do clero regular, inclusive na recém-fundada Companhia de Jesus. Os jesuítas são membros da ordem religiosa, formada em torno de Ignácio de Loyola, que foi canonizado, aprovada em 1540 pela bula Regimini militantis ecclesiae, do papa Paulo III, cuja atuação foi fundamental no Brasil colonial. Os primeiros padres jesuítas que pisaram em terras matogrossenses foram Estêvão de Castro e Agostinho Lourenço, vindos na expedição de Dom Antônio Rolim de Moura, em 1751. O padre Agostinho Lourenço partiu para Vila Bela da Santíssima Trindade em missão de aldear índios no Vale do Guaporé. Por outro lado, o padre Estêvão de Castro foi para Santana de Chapada (hoje município de Chapada dos Guimarães) e no local chamado Aldeia Velha fundou missão jesuítica em maio de 1751. Em 1759, por ordem do Marquês de Pombal, as missões religiosas foram fechadas e os jesuítas expulsos da capitania de MT, voltando somente tempos depois.
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CIDADE DE PEDRA
CIDADE DE PEDRA. Denominação de conjunto excepcional de escarpas e pedras na cidade de Rondonópolis, sul de MT. O local da Cidade de Pedra, de nomenclatura ancestral teve ocupação muito antiga, anterior aos bororos. Inúmeros sítios arqueológicos foram encontrados e pesquisados na região dentre os quais os de Ferraz Igreja, Vermelhos, Cipó, Anões, Alvorada, Falha e Mano Aroé, e tantos outros. Esta porção territorial é alvo de pesquisa sistemática da missão Franco-Brasileira. A Cidade de Pedra possui paisagem grandiosa por sua exuberante beleza natural escarpeada pelo Rio Vermelho, não muito distante da cidade de Rondonópolis em área com vegetação e fauna pouco alteradas. Atualmente é parque ecológico e arqueológico em reserva particular do patrimônio natural (RPPN). Em Cidade de Pedra a ocupação foi intensa nos últimos 3 mil anos, sendo que os grupos ocupantes da região há 2 mil anos ainda não conheciam a cerâmica, e foi a partir desta época que os ceramistas iniciaram seus afazeres deixando fragmentos que comprovam a tese. As pesquisas também revelam que o povo ceramista dava preferência a esta região quer seja como breve acampamento, moradia perene ou mesmo como necrópole, e a teoria foi justificada pela presença de fogueiras e áreas de atividades cotidianas.
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