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CAVALO PANTANEIRO

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CAVALO PANTANEIRO. Com a chegada dos primeiros espanhóis ao continente sul-americano foi disseminado o gado vacum e o cavalo andaluz. No período de ocupação e colonização da região da Bacia do Prata, de dominação castelhana, os espanhóis travaram inúmeras batalhas com os indígenas, principalmente os índios Guaicuru. Os animais, frutos de combates, ficavam soltos e se tornaram selvagens, passando por um processo de adaptação e seleção natural, adquirindo características próprias. A partir de 1535, povos guerreiros da nação Guaicuru já estavam montados, tendo absorvido a arte da equitação, conhecendo também o gado vacum. Destes cavalos vindos da região espanhola de Andaluzia originou-se o cavalo pantaneiro, famoso por ter se adaptado ao meio ambiente. Em Poconé, região pantaneira de Mato Grosso, existe um movimento para valorização do cavalo pantaneiro, tendo, inclusive, sido criada uma associação de classe que promove encontros e cavalgadas com adeptos desta interessante proposta. Uma raça única de equinos, que se adaptou como nenhuma outra ao ambiente quente e úmido e às longas distâncias da planície pantaneira. O cavalo pantaneiro tem sua origem dos cavalos Ibéricos trazidos ao Brasil na época da colonização. Os animais introduzidos na região multiplicaram-se e formaram uma raça muito bem adaptada às condições ecológicas do Pantanal. Isto foi fruto da ação da seleção natural durante centenas de anos. Desde a implantação de fazendas no Pantanal, o cavalo pantaneiro tem sido importante para a lida do gado e como meio de locomoção para os habitantes da região. Apesar das suas qualidades, a raça quase chegou à extinção devido a fatores como doenças e cruzamentos indiscriminados com outras raças. O trabalho feito por instituições como a Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro (ABCCP), criada em 1972, evitou a extinção da raça, que hoje se encontra em estado vulnerável, o que ainda necessita de programas específicos para a sua conservação. Um dos principais motivos para a conservação do cavalo pantaneiro é o seu valor genético. Adaptada de maneira singular às condições do Pantanal, a raça apresenta hoje uma grande utilidade no manejo do gado de corte, principal atividade econômica da região. Existem atualmente cerca de 5 mil cavalos pantaneiros puros registrados na ABCCP, com mais de 130 criadores localizados em 21 subregiões. Em 2014 o número total estimado de equinos no Pantanal é de 100 mil, o que revela uma grande quantidade de animais mestiços. Na fazenda Nhumirim, campo experimental da Embrapa Pantanal na região pantaneira da Nhecolândia, a 160 quilômetros de Corumbá, existem atualmente 73 exemplares da raça registrados. Lá são feitas pesquisas em manejo, melhoramento genético e sanidade, com tecnologias transferidas aos produtores para conservação e aumento da qualidade da raça do cavalo pantaneiro.

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CIDADE DE PEDRA

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CIDADE DE PEDRA. Denominação de conjunto excepcional de escarpas e pedras na cidade de Rondonópolis, sul de MT. O local da Cidade de Pedra, de nomenclatura ancestral teve ocupação muito antiga, anterior aos bororos. Inúmeros sítios arqueológicos foram encontrados e pesquisados na região dentre os quais os de Ferraz Igreja, Vermelhos, Cipó, Anões, Alvorada, Falha e Mano Aroé, e tantos outros. Esta porção territorial é alvo de pesquisa sistemática da missão Franco-Brasileira. A Cidade de Pedra possui paisagem grandiosa por sua exuberante beleza natural escarpeada pelo Rio Vermelho, não muito distante da cidade de Rondonópolis em área com vegetação e fauna pouco alteradas. Atualmente é parque ecológico e arqueológico em reserva particular do patrimônio natural (RPPN). Em Cidade de Pedra a ocupação foi intensa nos últimos 3 mil anos, sendo que os grupos ocupantes da região há 2 mil anos ainda não conheciam a cerâmica, e foi a partir desta época que os ceramistas iniciaram seus afazeres deixando fragmentos que comprovam a tese. As pesquisas também revelam que o povo ceramista dava preferência a esta região quer seja como breve acampamento, moradia perene ou mesmo como necrópole, e a teoria foi justificada pela presença de fogueiras e áreas de atividades cotidianas.

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