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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Colniza

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Colniza faz parte do projeto de colonização da Amazônia na década de 1980, onde o plano dos governos estadual e federal era povoar a Amazônia. O objetivo era tirar as familias de sem terras da região Sul e assentá-las em terras produtivas de uma forma regular e ordenada, assim sendo, deu-se a permissão para que uma empresa iniciasse o processo de colonização nas áreas destinadas á Projetos de Assentamentos. A empresa escolhida foi a Colniza Colonização Com. e Ind. Ltda.

Antes da colonização do município, o fator demográfico mais importante, além de povos indígenas que permeavam a região há milênios, foram os “beiradeiros”, denominação dada aos seringueiros e ribeirinhos, que habitavam as margens do Rio Roosevelt.

O princípio da formação do núcleo que hoje forma a sede do município de Colniza foi iniciado em 1986, com abertura de estradas, ruas e projetando o lugar de forma harmoniosa à receber pessoas e formar uma cidade. Foi então edificada a sede da colonizadora, uma escola e um posto de saúde. Paralelamente eram construídas casas que eram ocupadas por famílias que íam chegando, esperançosos de uma nova vida no seio da floresta amazônica.

Fato que marcou historicamente a cidade foi o movimento garimpeiro. O ouro vil fêz a cabeça de muita gente e os garimpos mais importantes foram os do Moriru, do Natalzinho e do Santo Onofre. Fatalmente, apesar dos ditos contrários, o garimpo traz algum benefício, no mínimo ajuda a melhorar a renda local. Foi o que aconteceu em Colniza. A partir da década de 1990, a vocação econômica mudou, acabou a lide garimpeira e a cidade viu-se a beira da falência demográfica, restando apenas vinte e três famílias no lugar. No ano seguinte, aviões do Exército brasileiro traziam famílias sulistas de sem-terras para ocuparem espaços vazios e dar esperança de futuro á localidade. Na verdade, tratava-se do resultado de ampla divulgação que o Governo havia feito sobre benefícios a quem quisesse contribuir para a retomada de ocupação de Colniza. Um novo fluxo migratório verificou-se em 1994, desta feita com famílias vindas do Estado vizinho de Rondônia.

A comunidade se movimentou para que a localidade se transformasse em município autônomo, pois as dificuldades eram imensas. Várias ações foram desenvolvidas para sensibilizar as autoridades do Estado de Mato Grosso no sentido de virarem os olhos para a distante Colniza, que no mapa estadual fica “lá em cima, distante 1.200km de Cuiabá”, bem longe de tudo e de todos, com brava gente brasileira que se empenhou em desbravar esta parte da Amazônia. Dentre os muitos documentos que chegaram à Assembleia estão o de Joab F. Mendes, presidente da Igreja em Colniza, em 18 de junho de 1994, onde relata a dificuldade que as 4.500 pessoas que moravam no distrito, naquela época passavam. Também a Associação de Pequenos Produtores Rurais de Colniza, representado por Cícero Antônio dos Santos, no mesmo período enviou correspondência ao então deputado Jaime Muraro versando sobre o mesmo assunto. Ainda foi registrado documentos da Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Vale Roosevelt e Produtores Rurais do Projeto Filinto Müller, que traziam os seguintes nomes: Aldori Ferreira Jandrey, André Pereira de Araújo, Leandro Zitkoski, Daniel Inácio Silva, Ebaneis da Silva Mello, Altamiro Girardi, José Oliveira de Souza e Toninho da Areia – todos querendo a criação do município.

O município foi criado através da Lei Estadual nº. 7.604, de autoria do deputado Pedro Satélite, com território desmembrado do município de Aripuanã. A primeira prefeita eleita nas eleições municipais de 3 de outubro de 2000, foi Nelci Capitani.

Significado do nome

O nome da cidade é homenagem à empresa Colniza Colonização Com. e Ind. Ltda, que administrou determinadas áreas destinadas a Projetos de Assentamentos em parte da região noroeste de Mato Grosso, na década de 1980.

VEJA AQUI OS DADOS DO IBGE SOBRE COLNIZA

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HISTÓRIA DOS MUNICIPIOS DE MATO GROSSO

História do município de Tangará da Serra

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Ponto de passagem de históricas expedições, o lugar onde se assenta a sede municipal de Tangará da Serra abrigava um barracão de seringueiros, conforme informações vindas do povo paresí.

Em 1960, Joaquim Oléas e Wanderley Martinez fundaram a empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA. O objetivo era a implantação de um pólo agrícola, em face da fertilidade do solo e clima propício da região. 

O lugar, sede da futura cidade, recebeu o nome de Tangará, nome propositadamente escolhido, pois o tangará é pássaro de cores bem definidas, de cabeça encarnada e de canto muito belo. O pássaro tangará recebe outros nomes: fandangueiro, dançador, dançarino e uirapuru. Existe uma lenda que o canto do tangará é tão melodioso que, quando canta, os outros pássaros emudecem para escutá-lo. Com a denominação da localidade de Tangará, os fundadores da colonização queriam dizer que no futuro seria uma povoação excelente e admirável. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense do homônimo potiguar e catarinense.

Os primeiros nomes da posse efetiva de Tangará foram de José Itamura, Jonas e Arlindo Lopes. A primeira escola a funcionar em Tangará foi Escola Municipal Santo Antonio, na zona rural, fundada a 18 de julho de 1965, no sítio do Sr. Antônio Galhardo. Nesta época a primeira professora foi dª Iracema da Silva Casa Grande.

Na zona urbana, a primeira escola a funcionar foi a Escolas Reunidas, criada pelo Decreto nº 264, do Diário Oficial de 28 de junho de 1967, tendo como coordenador o Sr. José Davi Nodari, funcionário da prefeitura de Barra do Bugres. Mais tarde a escola passou a chamar-se Grupo Escolar de Tangará da Serra. Nesta fase a diretora era Maria Laura Jhansel – Irmã Mírian. A partir de 1974 mudou novamente de nome: Grupo Escolar Dr. Ataliba Antônio de Oliveira Neto, atuando como diretora a Irmã Osvalda.

Corria fama de terra excelente a da Gleba de Tangará. A administração da colonizadora dera certo. Inicialmente a região pertencia a Diamantino. No entanto, com a criação do município de Barra do Bugres, a região passou para o novo município.

A Lei nº 2.906, de 06 de janeiro de 1969, criou o distrito de Tangará da Serra, no município de Barra do Bugres. A Lei Estadual nº 3.687, de 13 de maio de 1976, pelo deputado José Amando, criou o município. Nas primeiras eleições municipais foi eleita prefeita a Sra. Thaís Bergo, que acumulou prestígio graças à boa administração que teve frente ao executivo municipal de Tangará da Serra.

SIGNIFICADO DO NOME

A denominação da localidade surgiu através de Joaquim Oléas e Wanderley Martinez, donos da empresa Sociedade Imobiliária Tupã para Agricultura Ltda – SITA, que implantou na região um pólo agrícola, tendo como sede a cidade de Tangará. O termo “da Serra” foi adotado para diferenciar o município mato-grossense de homônimo potiguar e catarinense

VEJA AQUI DADOS DO IBGE SOBRE O MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA

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