POLÍTICA
Jayme defende ‘endurecimento’ de penas para enfrentamento a criminalidade
“Temos que debater e aprovar medidas que promovam o combate à violência que atormenta todo o País. Devemos ter ‘tolerância zero’ em relação à criminalidade”. A afirmação foi feita nesta quarta-feira, 7, pelo senador Jayme Campos (União-MT), em seu primeiro pronunciamento, no retorno das atividades legislativas. Ele defendeu o combate a violência como tema a ser tratado como prioridade pelos senadores.
Jayme Campos destacou a necessidade de revisão da legislação penal e o endurecimento das penas como uma das grandes reivindicações do conjunto da sociedade. Ele assinalou, nesse sentido, projetos como o fim das “saidinhas” de presos, a redução da maioridade penal e a tipificação do “narcocídio” – o assassinato relacionado ao tráfico de drogas, além de proteção das fronteiras.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram que o Brasil teve cerca de 47,5 mil pessoas mortas por violência em 2022, levando em consideração crimes de homicídio, roubo armado e agressões, entre outros. Uma das maiores preocupações envolve o avanço do crime organizado, como o Primeiro Comando e Comando Vermelho.
“Devemos trabalhar com afinco para aprovar medidas que tragam mais proteção e mais renda para nossa população, em especial para as brasileiras e para os brasileiros mais vulneráveis” – acrescentou. Nesse sentido, ressaltou que o ano de 2024 também deve promover avanço em reformas sociais, com ampliação de direitos e mais investimentos no campo da saúde e da educação.
Jayme Campos pediu também ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que priorize a chamada ‘agenda verde’, com o avanço dos créditos de carbono, da bioeconomia e do Estatuto do Pantanal – este último projeto, sob sua relatoria na Comissão de Meio Ambiente. “Conservação e produção devem andar de mãos dadas” – frisou.
Desoneração e reforma – Um dos assuntos remanescente do ano passado – e que vem se transformando em embate entre Legislativo e Executivo – a desoneração da folha de pagamento também, na opinião do senador do União Brasil, precisa de rápida definição. Segundo ele, além de trazer segurança jurídica ao setor produtivo, a medida incentiva a geração de empregos.
Ainda no âmbito econômico, Campos conclamou demais senadores a evoluir também com a regulamentação dos 71 pontos pendentes da reforma tributária e barrar qualquer tipo de aumento de impostos.
POLÍTICA
Cuiabana Marina Candia é eleita senadora por Alagoas
Os eleitores de Alagoas definiram neste domingo os dois nomes que vão representar o estado no Senado pelos próximos oito anos: o atual deputado Arthur Lira (PP-AL) e Marina JHC, ex-primeira-dama de Maceió. Lira alcançou 28,9% dos votos válidos, com 948.703 votos, enquanto Marina JHC chegou a 28,2%, somando 926.860votos.
Nascida em 1990, em Cuiabá (MT), Marina Antunes Candia e Figueiredo é cuiabana e ocupará, com a eleição, seu primeiro cargo eletivo. Formada em administração, ela é casada com o recém-eleito governador de Alagoas, João Henrique Caldas, o JHC, e foi primeira-dama de Maceió de 2021 ao início de 2026, período em que o marido comandou a capital alagoana.
Arthur César Pereira de Lira também será senador pela primeira vez. Advogado de formação, elegeu-se pela primeira vez aos 23 anos, como vereador, em 1992. Deixou o cargo para tomar posse como deputado estadual em 1999, onde permaneceu até ser eleito, em 2010, para a Câmara dos Deputados, mandato que ocupa desde então. Entre 2021 e o início de 2025, comandou a presidência da Câmara dos Deputados.
Além da carreira política, Lira é empresário e agropecuarista. Seus suplentes são o médico e ex-secretário de Saúde de Maceió, Luiz Romero Farias (PL), e o dirigente esportivo Gustavo Dantas Feijó (PP), que hoje atua na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
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