CLIMA
Região amazônica enfrenta a maior seca dos últimos 40 anos; vídeo
A seca que afeta a Amazônia é a mais rigorosa dos últimos 40 anos e já afeta 8 oito estados, causando com impactos significativos na agricultura e pecuária. Santarém, a terceira maior cidade do Pará, decretou nesta quinta-feira (05.10) situação de emergência. Pelo menos sete comunidades ribeirinhas estão isoladas. Braços navegáveis do Rio Amazonas secaram e se transformaram em um caminho de chão. Em alguns pontos, o que resta é um pequeno córrego.
A soma da falta de chuvas, o aumento da temperatura e a redução da umidade do solo afetaram agora 79 municípios, de acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
No estado do Pará, por exemplo, dos 144 municípios, 55 foram afetados pela estiagem em setembro. Dentro desse grupo, 22 municípios tiveram mais de 80% de suas áreas agrícolas impactadas, enquanto outros 20 municípios tiveram entre 60% e 80% de suas áreas comprometidas. Em Roraima, mais de 80% das áreas agrícolas em 13 dos 15 municípios do estado foram prejudicadas pela estiagem.
A pesquisadora Ana Paula Cunha, do Cemaden, observa que esses números refletem a situação presente, mas os efeitos da seca severa continuarão a ser sentidos até janeiro. Isso afetará especialmente a agricultura familiar, uma vez que o plantio das safras de milho e feijão deveria começar agora, com o início da estação chuvosa.
“Realizamos o mapeamento das áreas com déficit de chuvas, mas as previsões indicam volumes abaixo do esperado nos próximos meses, o que deve prejudicar as principais safras de milho e feijão”, explicou Ana Paula. As chuvas mais intensas, previstas para novembro e dezembro, normalmente elevam o nível dos rios, mas, neste ano, as previsões abaixo da média não serão suficientes para restaurar os rios aos níveis normais.
A seca na Amazônia deve persistir até pelo menos dezembro, quando o El Niño atingirá seu pico de intensidade. Desde maio, esse fenômeno tem sido responsável pela diminuição das chuvas na região, e o déficit de chuvas entre julho e setembro no interior do Amazonas e no norte do Pará foi o mais severo desde 1980.
Fonte: Pensar Agro
CLIMA
Inverno começa com massa de ar polar e até possibilidade de neve
O inverno começou oficialmente no Brasil neste domingo (21.06), marcado pela atuação de uma intensa massa de ar de origem polar que avança sobre o Centro-Sul e deve provocar queda acentuada nas temperaturas, além de condições atmosféricas que podem favorecer a ocorrência de neve em áreas mais elevadas do Sul do país.
Segundo os meteorologistas o pico do frio deve ocorrer entre quarta-feira (24.06) e sexta-feira, período em que a massa de ar frio atinge maior intensidade. Em regiões serranas do Sul, onde o relevo e a combinação de umidade e temperatura favorecem fenômenos invernais, não está descartada a ocorrência de neve ou precipitação invernal, como chuva congelada.
Embora esses eventos sejam mais restritos a áreas de maior altitude, o sistema de ar polar terá alcance amplo e deve influenciar o clima em diversos estados brasileiros, incluindo Mato Grosso.
Em Cuiabá, a chegada da massa de ar polar deve provocar o fenômeno conhecido como friagem, com queda mais acentuada das temperaturas entre quarta (24) e sexta-feira (26).
As mínimas podem variar em torno de 16°C a 18°C, enquanto as máximas devem recuar para valores entre 22°C e 27°C, bem abaixo da média típica do período, que costuma ultrapassar os 30°C. A mudança mais perceptível será nas manhãs e no início da noite, quando a sensação de frio tende a ser mais intensa para os padrões da capital mato-grossense.
Em municípios do sul e oeste de Mato Grosso, a influência da friagem pode ser ainda mais evidente, com madrugadas mais frias e temperaturas amenas ao longo do dia. Em Cuiabá, o cenário esperado é de manhãs mais geladas, com possibilidade de temperaturas próximas ou abaixo dos 15°C em alguns períodos, dependendo da intensidade da massa de ar polar.
Este é o primeiro grande ingresso de ar frio do inverno de 2026 e marca o início de uma sequência de incursões de massas polares típicas da estação.
A tendência é de que o frio perca força gradualmente a partir do fim da semana, mas ainda pode manter temperaturas abaixo da média em parte do Centro-Sul do país nos dias seguintes.
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