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cultura

João Carlos Lança livro corajoso “pra limpar o nome de Filinto Muller”

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Edmundo Pacheco – Portal Mato Grosso

O historiador e escritor João Carlos Vicente Ferreira lança na próxima terça-feira (1107) mais uma importante obra, dentro de sua vasta bibliografia: “Filinto Müller – A Verdade por Trás da Mentira” que traz à tona uma nova perspectiva sobre a vida e o legado de Filinto Müller, uma figura emblemática da história brasileira.

Filinto Müller, um ilustre cuiabano, foi senador por Mato Grosso e militar. Durante o Governo Vargas, ele se destacou como chefe da polícia política, mas sua reputação ficou associada a episódios de tortura ao longo dos anos. No entanto, segundo o autor João Carlos, essa imagem controversa foi construída por meio de fake news e difamações.

Determinado a desvendar a verdade histórica e reabilitar a imagem de Filinto, João Carlos mergulhou em extensas pesquisas e entrevistas com pessoas próximas ao protagonista central realizando uma obra corajosa, que pretende “limpar o nome desta figura ilustre de Cuiabá.

“Filinto é um personagem enigmático que sempre gerou debates. Durante uma conversa sobre a história do Brasil, percebi sua importância política, social e econômica para o país e para Mato Grosso. Percebi que não sabia nada sobre a vida desse indivíduo e decidi me dedicar a explorar um recorte de sua biografia”, explica João.

Segundo ele, Filinto Müller foi uma das figuras públicas mais proeminentes de sua época e também se destacou no Exército Brasileiro. Sua atuação despertou admiração e gratidão entre o povo de Mato Grosso, especialmente entre os mais antigos, que reconhecem sua contribuição para o estado. No entanto, parte da sociedade brasileira, influenciada por leituras críticas, artigos e filmes, enxerga Filinto como o “vilão” do período do Estado Novo.

Para João Carlos, essa visão negativa é resultado de uma vingança maquiavélica arquitetada por Assis Chateaubriand e executada pelo jornalista David Nasser. Sem apresentar provas e sem dar voz ao contraditório, Nasser teria construído uma narrativa que colocou Filinto Müller no banco dos réus, associando-o, entre outras coisas, ao nazismo. João Carlos argumenta que na verdade Nasser não passava de um romancista frustrado que se tornou famoso por criar histórias sensacionalistas (fake news) para vender jornais e revistas.

O lançamento de “Filinto Müller – A Verdade por Trás da Mentira” ocorrerá em um momento simbólico, durante uma sessão solene da Assembleia Legislativa em homenagem aos 50 anos do falecimento de Filinto. O deputado Júlio Campos é um grande defensor dessa iniciativa, reconhecendo a importância de resgatar a memória histórica e reabilitar a reputação do ilustre cuiabano.

Esta obra inédita promete ser um marco na historiografia brasileira, oferecendo ao leitor uma nova perspectiva sobre um personagem complexo e controverso. “A Verdade por Trás da Mentira” será revelada, convidando a todos a repensarem suas opiniões e abrindo espaço para um debate sério e fundamentado sobre a figura de Filinto Müller.

O livro de João Carlos Vicente Ferreira teve contribuições valiosas de Maria Luíza, filha de Filinto; Fred Müller, seu sobrinho, e Júlio José de Campos, amigo e afilhado de Filinto.

SERVIÇO

Local: Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Mato Grosso
Dia 11/07/2023
Horário: 19h

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cultura

Museu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira

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A capital mato-grossense receberá, entre os dias 7 e 21 de junho, uma rara oportunidade de imersão na poesia visual contemporânea. O Museu do Morro da Caixa D’Água Velha abre simultaneamente as exposições Convergências, de Tchello D’Barros, e Divergências – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema, de Juliano Lobato, reunindo 60 obras de dois artistas reconhecidos por suas contribuições à arte experimental brasileira. Com entrada gratuita e classificação livre, a programação reforça o protagonismo histórico de Mato Grosso na poesia visual e transforma o público em participante ativo da criação artística.

Ao reunir 30 obras de cada artista, a iniciativa reafirma o papel do Museu do Morro da Caixa D’Água Velha como espaço de difusão cultural, reflexão e aproximação entre a produção artística contemporânea e a comunidade.

A exposição Convergências, de Tchello D’Barros, apresenta trabalhos que exploram as relações entre imagem, palavra e percepção visual. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista possui trajetória consolidada no campo da poesia visual, com participação em exposições, publicações e projetos culturais desenvolvidos em diversos países.

Já Divergências, de Juliano Lobato, propõe uma experiência baseada na liberdade interpretativa do observador. Artista visual, poeta experimental, curador e pesquisador da linguagem visual, Lobato desenvolve há mais de três décadas uma produção vinculada aos Poemas Sem Palavras, ao Intensivismo e aos desdobramentos contemporâneos do Poema-Processo.

Embora partam de influências estéticas distintas, as duas exposições compartilham uma mesma proposta: transformar o visitante em participante ativo da experiência artística. Sem títulos explicativos ou narrativas fechadas, as obras convidam o público a construir seus próprios significados, assumindo o papel de coautor da poesia presente em cada trabalho.

Para Juliano Lobato, os Poemas Sem Palavras dialogam diretamente com os princípios do Poema-Processo, movimento que compreende a leitura como parte essencial da obra. “Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema. O artista cria a estrutura visual, mas a poesia se completa quando encontra o olhar, a memória e a experiência de quem observa”, afirma.

A proposta também evidencia a relevância histórica de Mato Grosso para os movimentos experimentais da poesia visual brasileira. O estado mantém forte ligação com artistas e pesquisadores que contribuíram para a consolidação de linguagens inovadoras no cenário nacional, entre eles Wlademir Dias-Pino, Rubens de Mendonça e Silva Freire, referências fundamentais para diferentes gerações de criadores.

A realização simultânea das exposições reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a democratização do acesso à cultura e a valorização dos equipamentos públicos como espaços permanentes de formação, convivência e difusão artística.

Administrado pelo município, o Museu do Morro da Caixa D’Água Velha vem ampliando sua programação cultural e consolidando sua atuação como centro de preservação da memória e promoção das artes. Além de exposições de diferentes linguagens, o espaço desenvolve ações educativas voltadas a estudantes e visitantes de diversas regiões do estado.

Nos últimos meses, o museu recebeu iniciativas de destaque, como a exposição coletiva Unidos pela Arte, que reuniu mais de 20 artistas mato-grossenses, além de atividades vinculadas ao projeto Caminhos da Cultura, fortalecendo sua vocação de aproximar a população do patrimônio histórico, da produção artística contemporânea e das múltiplas manifestações culturais de Mato Grosso.

Para Juliano Lobato, apresentar a exposição em Cuiabá tem significado especial. “Cuiabá ocupa um lugar importante na história da poesia visual brasileira, sendo berço de artistas e movimentos que influenciaram gerações. Expor essas obras ao público é uma forma de reconhecer essa herança cultural e fortalecer o diálogo entre a produção contemporânea e a comunidade.”

“Além de apresentar ao público a produção contemporânea de dois importantes nomes da poesia visual brasileira, as exposições também buscam aproximar os mato-grossenses do legado de Wlademir Dias-Pino, referência internacional da arte e da literatura experimental e um dos principais expoentes das vanguardas poéticas surgidas em Mato Grosso”, destaca Lobato.

E conclui: “A mostra contribui para valorizar um patrimônio cultural que nasceu no estado e continua influenciando artistas e pesquisadores em diversas partes do mundo.”

SERVIÇO

Exposição: CONVERGÊNCIAS
Artista: Tchello D’Barros

Exposição: DIVERGÊNCIAS – Cada leitor é o verdadeiro autor da poesia de cada poema
Artista: Juliano Lobato

Período: 7 a 21 de junho de 2026

Local: Museu do Morro da Caixa D’Água Velha, Cuiabá/MT

Entrada: Gratuita

Classificação: Livre

 

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