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JURÍDICO

Confira como foi o trabalho das comissões temáticas do CFOAB na semana

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Confira abaixo como foi a semana das comissões temáticas do Conselho Federal da OAB:

COMISSÃO ESPECIAL DE MEDIAÇÃO E CONCILIAÇÃO

A Comissão Especial de Mediação e Conciliação se reuniu nesta quinta-feira (16/3). Entre os itens da pauta estavam: a possibilidade da realização de um evento nacional da comissão; a criação de um grupo de trabalho para debater as alterações na Resolução N. 02/2015 do Conselho Federal; e a possibilidade de apoio à Nota Técnica do Conima.

O encontro também serviu para os membros deliberarem os temas que devem ser abordados durante a 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, que acontecerá em novembro, em Belo Horizonte (MG).

COMISSÃO ESPECIAL DE DIREITO DA SAÚDE

A Comissão Especial de Direito de Saúde realizou a primeira reunião do ano nesta quinta-feira (16/3), com o objetivo de organizar os trabalhos do colegiado para a realização de conferência sobre o assunto. O grupo foi dividido por áreas temáticas para o desenvolvimento dos conteúdos que serão apresentados no evento.

Discutimos temas atuais e relevantes no cenário da saúde. Serão desenvolvidos, em forma de painéis, e ao final da gestão a intenção é que se publique um livro abordando todas as discussões”, destaca a presidente da Comissão, Ana Cláudia Pirajá Bandeira.

Cada reunião ao longo dos próximos meses irá tratar de um assunto escolhido para a conferência. Entre eles, estão os direitos dos pacientes; tratamentos e medicamentos não cobertos pelo SUS e a consequente judicialização da saúde; telemedicina e telessaúde; e o impacto financeiro em hospitais públicos e filantrópicos após a pandemia de covid-19.

COMISSÃO ESPECIAL DE DIREITO PREVIDENCIÁRIO

A Comissão Especial de Direito Previdenciário se reuniu na quarta-feira (15/3) e debateu sobre o encaminhamento de um ofício do CFOAB à Secretaria do Tesouro Nacional requerendo a liberação do pagamento de precatórios federais.

Na reunião também foi realizada a nota técnica apoiando o PL 10435/2018, que altera a Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, para exonerar o segurado ou seus dependentes de restituir valores de benefícios previdenciários recebidos por força de decisão judicial que concede tutela provisória posteriormente revogada ou modificada.

A comissão se diz ciente da edição do PL , no que tange à alteração da sistemática de devolução de valores colhidos de boa-fé pelos segurados e seus dependentes no âmbito do Regime Geral de Previdência Social, em decorrência de decisão judicial que concede tutela provisória posteriormente revogada ou modificada.

Estiveram presentes na reunião a vice-presidente, Gisele Lemos Kravchychyn; o secretário, Tiago Beck Kidricki; os membros, Carlos Eden Melo Mourão, Diogo Licurgo Meireles Nunes, Leandro Murilo Pereira; e os membros consultores, Adriane Bramante de Castro Ladenthin, Adriano Celso de Souza, Anna Carla Marques Fracalossi, Genecelia Ribeiro dos Santos, Luciana Ramires Fernandes Magalhães, Mariza Macedo de Castro, Marly Alves Marçal da Silva, Natasha Nayade Moreira Basílio Teles, Raianne Rodrigues Ramo, Ricardo Barros Silva Guimarães, Roberto de Carvalho Santos, Shynaide Mafra Holanda Maia, Síntia Maria Fontenele, Valeria Adolfo Orgeda Rosada, e Wanessa Aldrigues Candido.

COMISSÃO ESPECIAL DE DIREITO EMPRESARIAL

Em reunião nesta quarta-feira (15/3), a Comissão Especial de Direito Empresarial discutiu sobre a realização de um congresso temático. A proposta inicial é de que o evento seja realizado junto à 24ª Conferência Nacional da Advocacia, entre os dias 27 e 29 de novembro, em Belo Horizonte (MG). Os detalhes e o formato do encontro promovido pelo colegiado ainda estão em construção.

“É uma ótima oportunidade para reunirmos presencialmente os integrantes e palestrantes sobre o tema. Mas, ainda vamos avaliar a viabilidade”, relata o presidente da Comissão, Helcio Honda.

Também foi aprovada a proposta para a realização de seminários descentralizados, a cada semestre, no formato presencial. O primeiro local sugerido para receber a agenda é Natal (RN), seguido de Florianópolis (SC). A partir de agora, será avaliada a viabilidade e os temas a serem tratados.

Ainda foram discutidos temas referentes ao superindividamento, com a proposição de construir parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no tema. Em 2022, órgão desenvolveu cartilha explicando como aplicar conciliação em casos de consumidores endividados.

Por fim, foi decidido o tema norteador do livro que será lançado pela Comissão ao final do mandato dos integrantes, com a síntese dos temas debatidos. Serão abordados os “Aspectos atuais no direito empresarial”.

COMISSÃO ESPECIAL DE DIREITO CONDOMINIAL

A Comissão Especial de Direito Condominial realizou sua primeira reunião ordinária, na tarde desta quinta-feira (9/3). Foram discutidos os desafios para o futuro da advocacia que atua na área e as ações para auxiliar na qualificação do setor.

Há um crescimento de 500 mil condomínios pelo país e movimentação de mais de R$ 165 bilhões. Então precisamos debater como agir de forma efetiva para prestar um bom trabalho na área”, relata o presidente da Comissão, Rodrigo Karpat.

O objetivo é nortear os trabalhos da Comissão na orientação dos advogados, elaboração de pareceres, eventos e interação com os poderes Judiciário e Legislativo.

Fonte: OAB Nacional

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JURÍDICO

Como usar assinatura digital para agilizar processos jurídicos

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Descubra como usar a assinatura digital para agilizar processos jurídicos, saiba a diferença entre assinatura eletrônica e digital e veja dicas de segurança e boas práticas para a área de Direito.

A tecnologia tem revolucionado todas as áreas do mercado, e o universo jurídico não ficou de fora dessa transformação.

Com a digitalização dos documentos, audiências virtuais e peticionamentos eletrônicos, a assinatura digital passou a ser uma aliada fundamental para advogados, empresas e órgãos do Judiciário.

Ela oferece mais agilidade, segurança e eficiência no trâmite de contratos, procurações, petições e outros atos essenciais para o andamento dos processos.

Neste artigo, descubra como usar a assinatura digital para acelerar processos jurídicos, reduzir burocracias e garantir total validade legal em suas demandas.

Entenda o papel da assinatura eletrônica e digital no Direito

No contexto jurídico, é comum que os termos “assinatura eletrônica” e “assinatura digital” sejam usados como sinônimos, mas há uma diferença técnica importante entre eles.

A assinatura eletrônica é um conceito amplo, englobando qualquer método de identificação de autoria em meio digital, como senhas, tokens, biometria ou até mesmo o simples ato de digitar o nome em um campo.

Ela já possui validade jurídica em muitos casos e é amplamente utilizada em plataformas de peticionamento eletrônico e portais do governo.

A assinatura digital, por sua vez, é um tipo de assinatura eletrônica baseada em certificado digital, emitido por uma autoridade certificadora reconhecida, como as que integram a ICP-Brasil.

Esse certificado garante a autenticidade, a integridade e o não repúdio do documento, conferindo valor legal idêntico ao de uma assinatura manuscrita reconhecida em cartório.

Na prática, ambas têm papel essencial para desburocratizar e acelerar o dia a dia dos profissionais do Direito, tornando o fluxo processual mais rápido e seguro.

Principais benefícios da assinatura digital em processos jurídicos

O uso da assinatura digital traz uma série de vantagens para escritórios de advocacia, departamentos jurídicos e órgãos públicos. Veja os principais benefícios:

  • Agilidade nos trâmites: Assinaturas de contratos, petições, procurações e pareceres podem ser realizadas em minutos, sem necessidade de imprimir, reconhecer firma ou se deslocar até o cartório.
  • Redução de custos: Menos gastos com papel, transporte, envio de documentos físicos e autenticações presenciais. Os processos tornam-se mais econômicos e sustentáveis.
  • Validade jurídica: Documentos assinados digitalmente têm a mesma força legal que os assinados à mão, desde que sigam as normas da ICP-Brasil.
  • Segurança e rastreabilidade: Cada assinatura digital fica vinculada ao certificado do assinante, com registro de data, hora, IP e trilha de auditoria, o que dificulta fraudes e alterações não autorizadas.
  • Facilidade para atuar à distância: Em tempos de trabalho remoto e processos eletrônicos, a assinatura digital permite que advogados, clientes e testemunhas validem documentos de onde estiverem, acelerando acordos e instruções processuais.

Como implementar a assinatura digital no fluxo jurídico

Para começar a usar a assinatura digital no seu escritório ou setor jurídico, siga alguns passos essenciais:

  1. Adquira um certificado digital: Procure uma autoridade certificadora reconhecida pela ICP-Brasil e faça a emissão do seu certificado digital (e-CPF, e-CNPJ, token ou smartcard).
  2. Escolha uma plataforma confiável: Existem diversas soluções especializadas para o meio jurídico, como Clicksign, DocuSign, Certisign, Adobe Sign e até sistemas integrados dos tribunais. Verifique se a ferramenta oferece criptografia, auditoria, autenticação em dois fatores e integrações com sistemas de gestão de documentos (GED) ou processos judiciais eletrônicos.
  3. Digitalize o seu acervo: Migre contratos, procurações, petições e outros documentos para o formato digital, padronizando a tramitação eletrônica dentro do escritório.
  4. Oriente clientes e parceiros: Informe clientes, sócios, correspondentes e testemunhas sobre como funciona a assinatura digital, esclareça dúvidas e garanta que todos estejam confortáveis com o novo modelo.
  5. Implemente rotinas seguras: Mantenha o certificado digital protegido, utilize senhas fortes e ambientes seguros ao assinar documentos. Treine a equipe sobre boas práticas de segurança digital.

Casos práticos: onde a assinatura digital agiliza o Direito

O uso da assinatura digital já é uma realidade em diversas situações cotidianas do universo jurídico:

  • Petições e recursos: A maioria dos tribunais brasileiros já aceita (ou até exige) petições assinadas digitalmente nos sistemas de Processo Judicial Eletrônico (PJe), eliminando o uso do papel.
  • Procurações: Procurações públicas e particulares podem ser assinadas digitalmente, conferindo agilidade na representação de partes e no ingresso de ações.
  • Contratos e distratos: Instrumentos de negociação, acordo e rescisão podem ser validados em minutos, permitindo o fechamento de negócios à distância e com total validade jurídica.
  • Laudos e pareceres: Documentos técnicos e jurídicos podem ser assinados digitalmente, assegurando autoria, integridade e fácil conferência posterior.
  • Audiências e atas: Atas de audiências virtuais e presenciais podem ser assinadas eletronicamente, facilitando o arquivamento e o acesso posterior.

Dicas de segurança para advogados e clientes

  • Proteja seu certificado digital: Nunca compartilhe senha ou token, utilize computadores confiáveis e mantenha softwares sempre atualizados.
  • Confira sempre antes de assinar: Leia atentamente o conteúdo do documento digital antes de concluir a assinatura.
  • Valide a assinatura recebida: Utilize ferramentas oficiais (como o validador ICP-Brasil) para conferir a autenticidade de documentos recebidos.
  • Tenha backup seguro: Armazene cópias digitais em ambientes protegidos, com acesso restrito e backups automáticos.
  • Treine a equipe: Mantenha todos atualizados quanto às melhores práticas para evitar golpes e fraudes digitais.

O futuro do Direito: agilidade, economia e sustentabilidade

A adoção da assinatura digital representa um passo importante para tornar o ambiente jurídico mais moderno, ágil e alinhado às necessidades da sociedade digital.

Além de acelerar o andamento processual e diminuir custos, a digitalização contribui para a sustentabilidade, reduzindo o uso de papel e facilitando o armazenamento de informações.

Com a ampliação dos processos eletrônicos, dos atendimentos remotos e da integração entre sistemas, o uso da assinatura digital tende a crescer ainda mais, tornando-se um diferencial competitivo para escritórios, departamentos jurídicos e profissionais autônomos.

Invista em tecnologia, atualização constante e promova uma cultura digital para aproveitar todos os benefícios dessa transformação.

Conclusão

Implementar a assinatura digital é um caminho sem volta para quem busca mais eficiência, segurança e competitividade no setor jurídico.

Do peticionamento à formalização de contratos e procurações, as soluções digitais já são reconhecidas e indispensáveis nos tribunais e escritórios mais modernos.

Siga as dicas deste artigo, escolha as ferramentas certas e agilize os processos jurídicos do seu dia a dia com muito mais confiança e praticidade.

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