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Saúde

Hospital alerta para a importância do Teste do Pezinho em recém-nascidos

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O Teste do Pezinho, que é realizado no Hospital e Maternidade Femina, em Cuiabá, é um dos exames mais importantes para detectar doenças em recém-nascidos e tratá-las de forma precoce. O recomendado é que seja realizado entre o terceiro e o quinto dias após o nascimento da criança.

Neste domingo (06.06), comemora-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho, data que tem como propósito esclarecer e alertar as famílias sobre a importância da realização do exame.

A coleta é feita a partir de amostra de sangue obtida de um furo no calcanhar do bebê e pingada em um papel de filtro, encaminhada após para análise. Todos os bebês nascidos no Brasil tem o direito de realizar gratuitamente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O teste básico rastreia seis doenças. Porém, existem várias outras versões desse teste oferecidos por laboratórios e hospitais da rede privada. Esses testes são chamados de teste do pezinho ampliado (expandido) e diferem entre si quanto às técnicas utilizadas e o número e grupo de doenças analisadas.

Como qualquer teste de triagem neonatal, o objetivo é rastrear doenças graves com tratamento disponível e encaminhar os bebês com resultado alterado para testes diagnósticos específicos. O diagnóstico precoce acompanhado do tratamento direcionado reduz ou impede as sequelas associadas às doenças.

“O teste do pezinho ajuda a diagnosticar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que podem levar à deficiência intelectual e comprometer desenvolvimento físico da criança”, destaca a pediatra e neonatologista Fernannda Pigatto Vilela, diretora-técnica da Femina.

Segundo ela, as  versões ampliadas do teste utilizam uma técnica chamada de espectrometria de massas em tandem (MS/MS), que nos testes de triagem possibilita o rastreamento de um grupo de doenças chamadas “Erros Inatos do Metabolismo”, que incluem aminoacidopatias, distúrbios do ciclo da uréia, distúrbios dos Ácidos Orgânicos, distúrbios da Beta Oxidação dos Ácidos Graxos e Doenças Lisossômicas.

“As versões ampliadas do teste também podem incluir testes de sorologia para detecção de doenças infecciosas, como toxoplasmose congênita, Citomegalovírus, Sífilis congênita, Doença de Chagas e HIV”, completa a médica, ao alertar que muitos pais não submetem seus filhos ao teste do pezinho por desconhecer a sua importância.

O Ministério da Saúde aponta que desde 1992, o teste se tornou obrigatório em todo o país e, em 2001, o órgão criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal (Portaria GM/MS n.º 822, de 6 de junho de 2001), incorporado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que mais de 80% das crianças nascidas em território nacional passam pela triagem neonatal.

Atualmente, o exame simples é feito de forma gratuita em todos os bebês recém-nascidos. Recentemente, o Congresso Nacional aprovou um projeto que aumenta para 50 as doenças rastreadas (Lei 14.154, sancionada no último dia 02 de maio). Com a aprovação da nova lei, a lista de doenças diagnosticadas pelo teste realizado na rede pública vai passar de seis para até 50 doenças. A ampliação deve começar em maio de 2022.

Sobre a Femina

O Hospital e Maternidade Femina atua há 41 anos em Cuiabá, nas áreas de Pediatria, Obstetrícia, Clínica-Geral e pronto atendimento com plantão 24 horas. Ainda fazem parte de sua estrutura UTI adulta, UTI Neonatal e UTI pediátrica.

 

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Saúde

Teste do Pezinho completa 50 anos e reforça importância do diagnóstico precoce

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O Teste do Pezinho, principal exame de triagem neonatal realizado no Brasil, completa 50 anos em 2026. A data marca meio século de uma das mais importantes estratégias de saúde pública voltadas ao diagnóstico precoce de doenças genéticas, metabólicas e raras em recém-nascidos. Neste contexto, o Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado neste sábado (06/06), reforça a importância da conscientização de famílias e profissionais de saúde sobre a realização do exame nos primeiros dias de vida do bebê.

Realizado por meio da coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, o exame deve ser feito entre o 3º e o 5º dia de vida, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo as diretrizes do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), o teste permite identificar doenças como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, fibrose cística, anemia falciforme e outras hemoglobinopatias, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.

A triagem neonatal começou a ser implantada no Brasil em meados da década de 1970 e representou um avanço significativo para a saúde pública ao possibilitar o diagnóstico de doenças graves antes mesmo do surgimento dos sintomas. Instituições como o Instituto Jô Clemente (IJC), antiga APAE de São Paulo, tiveram papel pioneiro na introdução do exame no país, contribuindo para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.

Ao longo das últimas décadas, o Teste do Pezinho tornou-se uma ferramenta essencial para reduzir complicações e mortes evitáveis na infância. Quando identificadas precocemente, muitas doenças podem ser controladas ou tratadas de forma eficaz, garantindo melhor qualidade de vida às crianças e suas famílias.

Para a médica Fernannda Pigatto Vilela, pediatra e neonatologista do Hospital e Maternidade Femina, em Cuiabá, o exame é fundamental para a saúde pública e para o desenvolvimento saudável dos recém-nascidos.

“Algumas doenças, quando detectadas logo no início da vida da criança, permitem que o bebê tenha acesso ao tratamento de forma assertiva, prevenindo complicações e, em alguns casos, sequelas irreversíveis que podem levar ao óbito. Por isso, o principal objetivo de realizar o teste do pezinho entre o 3º e o 5º dia de vida é justamente esse”, explica.

Além da versão básica disponibilizada pelo SUS, o Teste do Pezinho conta com modalidades ampliadas capazes de identificar dezenas de doenças raras e graves, chegando a mais de 50 enfermidades em alguns casos.

No entanto, o acesso à triagem ampliada ainda varia conforme a estrutura disponível em cada estado, o que pode gerar desigualdades no atendimento entre as redes pública e privada.

Fernannda destaca que a informação e a conscientização são fundamentais para garantir que todos os recém-nascidos tenham acesso ao exame dentro do prazo recomendado.

“Infelizmente, em algumas regiões, a dificuldade de acesso ao profissional impacta diretamente na realização do exame. Isso cria uma cadeia de problemas: a família não recebe a informação adequada, o exame não é coletado no tempo certo, o diagnóstico não é feito precocemente e o bebê pode não receber o tratamento necessário a tempo”, alerta.

Segundo a especialista, muitas das doenças detectadas pelo Teste do Pezinho não apresentam sinais clínicos nos primeiros dias de vida, o que torna a triagem ainda mais importante.

“Esse teste salva muitas vidas. Um exemplo é o hipotireoidismo congênito, que, quando detectado precocemente, permite que o bebê receba um tratamento simples e de baixo custo. Com isso, a criança pode ter uma vida completamente normal. No entanto, se o diagnóstico e o tratamento não forem realizados a tempo, o bebê poderá desenvolver consequências neurológicas graves e irreversíveis, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento cognitivo”, reforça.

A médica avalia ainda que as campanhas educativas têm contribuído para ampliar o conhecimento da população sobre o exame e sua importância.

“Acredito que, com as campanhas educativas, estamos conseguindo desmistificar o assunto. A orientação dada pelo profissional de saúde, especialmente o pediatra, à família no momento do nascimento, é fundamental. Quando a mãe é bem acolhida e recebe informações claras sobre a importância do teste, a adesão é muito maior”, conclui.

Especialistas ressaltam que o fortalecimento das ações de conscientização continua sendo um dos principais caminhos para ampliar a cobertura da triagem neonatal e garantir que mais crianças tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado, reduzindo o risco de sequelas e promovendo um desenvolvimento saudável desde os primeiros dias de vida.

Sobre o Hospital e Maternidade Femina

Com mais de 45 anos de atuação, o Hospital e Maternidade Femina é referência em Pediatria, Obstetrícia, Ginecologia e Pronto Atendimento em Cuiabá, com funcionamento 24 horas. A unidade oferece atendimento de alta complexidade, com UTIs adulta, neonatal e pediátrica, além de laboratórios de análises clínicas, mantendo o compromisso com a segurança e a qualidade da assistência à saúde.

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