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Chefe cobrava R$ 2 mil em propina para não demitir enfermeira

Os investigados estariam exigindo valores indevidos de prestadores de serviços de saúde para que permaneçam trabalhando na saúde indígena, ameaçando-os de perderem o cargo ocupado, em caso de não pagamento.

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Policia federal viatura

Polícia Federal cumpre mandados em Barra do Garças e Pontal do Araguaia.

O Ministério Público Federal e a Polícia Federal em Barra do Garças deflagraram nesta quarta-feira a Operação Blackmail com o objetivo de reprimir esquema criminoso instalado no Distrito Sanitário de Saúde Indígena (DSEI) Xavante, localizado em Barra do Garças/MT.

 

Os investigados estariam exigindo valores indevidos de prestadores de serviços de saúde para que permaneçam trabalhando na saúde indígena, ameaçando-os de perderem o cargo ocupado, em caso de não pagamento.

 

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades mato-grossenses de Pontal do Araguaia e Barra do Garças. Os mandados foram expedidos pela Subseção Judiciária de Barra do Garças/MT atendendo pedido formulado pelo MPF.

 

Além dos mandados, a Justiça Federal também determinou, a pedido do MPF, a suspensão da função pública do Coordenador do DSEI Xavante e do Presidente do Conselho de Saúde Indígena (Condisi) Xavante, a proibição de ingressar na sede do DSEI e de manter contato com servidores e colaboradores que trabalham na sede do distrito.

  

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Essas últimas duas medidas se aplicam também a um terceiro sujeito, assessor do Coordenador do DSEI Xavante.

 

As investigações tiveram início em outubro de 2018, a partir da entrega ao MPF de uma denúncia formulada por uma enfermeira. A profissional havia sido contratada pelo subsistema de saúde indígena, no qual ela relatou que foi coagida a pagar propina para que permanecesse no cargo.

 

Como ela não realizou os pagamentos, passou a sofrer assédio moral. As coações foram realizas pelo presidente do Condisi e por um assessor do coordenador do DSEI.

 

O assessor enviou mensagens por whatsapp exigindo o pagamento de R$ 2 mil para manter a enfermeira no cargo. O número da conta para depósito foi indicado por meio das mensagens de texto.

 

O coordenador do DSEI Xavante, por sua vez, recebeu os pedidos do presidente do Condisi para demitir a enfermeira, e mesmo esta, informando sobre as chantagens, não tomou providências e além disso, determinou o desligamento dela do emprego ocupado.

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Pessoas ouvidas no MPF afirmaram que esta não foi a primeira vez que fato semelhante ocorre, além de denunciarem fraudes no sistema de abastecimento dos veículos do órgão e que o coordenador exige a contratação de pessoas para as funções de prepostos e de empregados das prestadoras de serviço.

 

As investigações ainda não foram concluídas e os investigados poderão responder criminalmente por associação criminosa (artigo 288), peculato (312), concussão (artigo 316) e extorsão (artigo 158), previstos no Código Penal, bem como pela violação da Lei de Improbidade Administrativa.

 

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EM Primavera promove atividade sobre a história das Copas do Mundo e o protagonismo do Brasil

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Os estudantes do Ensino Fundamental II da Escola Municipal Primavera participaram, nesta sexta-feira (12), de uma atividade especial de Educação Física voltada à história das Copas do Mundo e à trajetória da Seleção Brasileira na principal competição do futebol mundial.

Desenvolvida pela professora Vanusa Lopes, a proposta uniu esporte e conhecimento, incentivando os alunos a pesquisarem fatos históricos, curiosidades e conquistas do Brasil ao longo das edições do torneio. A iniciativa também estimulou a criatividade por meio da produção de ilustrações e trabalhos desenvolvidos pelos próprios estudantes, despertando o interesse pela história do esporte e reforçando valores como trabalho em equipe, dedicação e respeito às diferentes culturas presentes nas Copas do Mundo.

Para a professora, além de ampliar os conhecimentos sobre o maior evento esportivo do planeta, a ação incentivou a expressão artística e o protagonismo dos estudantes, que apresentaram os resultados das pesquisas em produções criativas elaboradas em sala de aula.

“A Educação Física não se resume apenas à prática esportiva. Quando trabalhamos a história das Copas do Mundo e a participação do Brasil nesse cenário, mostramos que o esporte também faz parte da nossa cultura e da nossa história. Além disso, os alunos pesquisam, criam, compartilham ideias e aprendem de forma muito mais participativa e prazerosa”, destacou.

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