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Moradores de Canarana recebem título definitivo do imóvel

A entrega do título de quitação de imóvel e baixa de hipoteca aconteceu na terceira edição da Caravana da Transformação

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Gcom-MT

Caravana da Transformação em Canarana

 

O Governo do Estado, por meio da agência de fomento Desenvolve MT, assumiu em 2014 os contratos da antiga Companhia de Habitação do Estado (Cohab), sendo responsável pela entrega dos títulos de quitação e assim, providenciar a regularização do imóvel e a situação imobiliária dos mutuários. Essa oportunidade bateu à porta de cerca de 80 moradores da Cohab Nova Canarana, antiga Cohab Seringueira, na  Caravana da Transformação, nos dias 11 e 12, especificamente. Mas, aproximadamente a metade deles procuraram resolver o caso.

 

“A maioria das pessoas busca informações, meio desacreditadas da iniciativa. Isso porque tem a posse, mas convivem com contratos de gavetas e sem documentação há mais de 20 anos. Assim que alguns conseguiam o título definitivo, a notícia correu de boca em boca e a demanda foi crescendo”, explicou o diretor de Finanças e Gestão da Desenvolve MT, Levi Salies, ao considerar que a insegurança é reflexo da natureza frágil dos contratos que possuem.

 

O documento é um alívio para os que já conseguiram, pois agora poderão usufruir de outros benefícios, além de ter a certeza de que o imóvel é seu. “A garantia do imóvel facilitará na hora de pleitear empréstimo, caso queiram ampliar a construção ou investir em melhorias no que já existe”, pontuou Levi, ao afirmar que os atendimentos superaram a expectativa.

 

Entre os beneficiados nessa primeira ação da Desenvolve MT estava uma professora que trabalhou de voluntária na Caravana, como contadora de histórias. Ela procurou o espaço da Desenvolve MT assim que soube do fato. E uma senhora que buscava atendimento para os olhos, ou seja, logo após realizar um procedimento cirúrgico (oftalmológico) oferecida pela Caravana, também obteve resultado positivo com a posse do título do seu imóvel.

Gcom-MT

Caravana da Transformação em Canarana

 

 

 

“A alegria estampada no rosto dessas pessoas é a prova de que estamos no caminho certo. O governo Pedro Taques está realizando o sonho de muitos cidadãos, em diferentes áreas de atendimentos”, pontuou Levi.

 

Os moradores que não pegaram o documento de quitação do imóvel podem procurar a Desenvolve MT (antiga MT Fomento) em Cuiabá. A iniciativa se estenderá também para outras cidades do Estado, onde existam imóveis da Cohab.

 

Microcrédito

 

Além dos títulos de regularização, os profissionais da Desenvolve MT realizaram diversas visitas na região de Canarana. O objetivo foi conhecer a realidade das propriedades que tem aptidão para exportação, bem como pequenas empresas, cujo proprietário deseja ampliar o negócio. Como por exemplo, plantadores de gergelim e interessados em adquirir máquinas para tirar polpa de frutas.

 

Para isso foram apresentadas as diferentes linhas de financiamento e sanadas as dúvidas referentes prazos, valores, juros e documentação necessária.

 

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Família aguarda há quase 10 anos conclusão de inquérito sobre morte de jovem

Wagner Honório da Silva, de 25 anos, morreu em 2017 após internação no serviço municipal de saúde; Conselho de Medicina reconheceu negligência e Município já foi condenado na esfera cível, mas investigação criminal não avançou.

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Morto aos 25 anos por negligência médica: quase uma década depois, família de Wagner Honório da Silva ainda espera por justiça

A morte do jovem Wagner Honório da Silva, 25 anos, ocorrida em 16 de setembro de 2017, ainda aguarda conclusão na esfera criminal. Ele havia sido internado no dia 14 de setembro de 2017 no serviço municipal de saúde de Canarana com quadro de fortes dores nos membros superiores, abdominais, lesões dermatológicas e diagnóstico de Herpes Zoster. O óbito ocorreu dois dias após a internação.

De acordo com o relato da família, já no segundo dia de internação, com piora visível do quadro, foi solicitado ao médico o encaminhamento para o Hospital Regional de Água Boa. O pedido, segundo a família, não foi atendido.

Um mês após o óbito, em 24 de outubro de 2017, a família registrou Boletim de Ocorrência sob o nº 2017.353749. A notícia, por se tratar de jovem conhecido na cidade, gerou mobilização, com abaixo-assinado que reuniu mais de 700 assinaturas pedindo investigação.

Paralelamente, a família levou o caso ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRMMT), com abertura de Processo Ético Profissional (PEP). Segundo o relato, o Conselho reconheceu a negligência médica e sua relação direta com o dano causado ao paciente. A penalidade aplicada, por ser a primeira representação contra o médico, foi considerada branda pela família. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

Na esfera da justiça comum, houve condenação do município pela negligência médica reconhecida.

Inquérito

Apesar dos desdobramentos nas esferas ética e cível, a família afirma não ter obtido retorno da Polícia Civil sobre a investigação criminal.

No dia 8 de março de 2022, quase cinco anos após o registro do BO, familiares procuraram a delegacia de polícia para saber do andamento. Segundo o pai, Sr. Valdeci:

“cheguei lá, mais o advogado, estava um ‘converseiro’ lá dentro, depois que falaram nome do meu filho ficou tudo quieto. O advogado pediu cópia do inquérito. Mas, entregaram só a folha do Boletim. Falaram que iam dar andamento. Cinco anos e nada. Não moveram uma palha pelo meu filho.”

Conforme o advogado da família, Dr. Paulo Sérgio, após a visita foi juntado pedido de abertura de inquérito, com resumo dos fatos, relatório do Conselho de Medicina, cópia de documentos e requerimento de diligências.

O inquérito tramita sob o nº 1001650-29.2022.8.11.0029 na Justiça Estadual. Consta nos autos portaria de abertura datada de 08 de março de 2020, mesmo dia da visita à delegacia.

Em julho de 2022, a família representou os fatos junto à Promotoria da cidade. A Promotoria realizou diligências, obteve cópia dos processos junto ao CRMMT e à Prefeitura Municipal e, por já existir investigação aberta, encaminhou o material ao delegado para continuidade.

Em março de 2023, um ano após o pedido de abertura da investigação, a família requisitou ao Juízo providências. O Juiz determinou remessa à Promotoria para manifestação, por se tratar de crime cuja ação é pública incondicionada, onde o dever de investigar é da Polícia Civil e de processar, do Ministério Público.

No mesmo mês, a Promotoria se manifestou e determinou diversas diligências à Autoridade Policial.

De acordo com a família, até o momento, apesar das diligências determinadas, o médico não foi intimado a prestar esclarecimentos na esfera criminal.

Em 3 de abril de 2023, a família procurou a Câmara Municipal de Canarana e expôs o caso na tribuna. Segundo o relato, não houve retorno por parte dos vereadores.

O pai do jovem desabafou:

“parece que o pobre não tem vez mesmo. Nada vai trazer meu filho de volta. Mas, saber que o culpado vive normalmente, atende na cidade e eu o vejo viver como se nada tivesse acontecido. Como se meu filho morresse todo ano. Como se nós fossemos lixo. Com certeza se meu filho tivesse atropelado um filho de um médico estaria até hoje preso. Como é o contrário. Nada acontece.”

Diante da situação, a família ingressou com representação criminal junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para que seja investigada a desídia na condução da investigação do óbito. Também representou junto à Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso para apuração de eventual desvio de função e faltas dos agentes.

Em nota, o advogado da família declarou:

“É estarrecedor ver que, enquanto o responsável pela tragédia continua exercendo a medicina normalmente, as providências requisitadas pela Promotoria são ignoradas e a investigação não é feita por aqueles que são pagos para tal. Com o suor e sangue dos contribuintes. A impunidade é certa a cada dia que passa. Já acionamos a Corregedoria da Polícia Civil e o Ministério Público contra essa desídia protocolar. A família não busca vingança, busca apenas o cumprimento da lei, mas o silêncio e a inércia das autoridades estaduais passam a dolorosa mensagem de que a vida de um jovem humilde não tem valor para as instituições.”, Dr. Paulo Sérgio.

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