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Pleno mantém parecer contrário à aprovação das contas municipais
O conselheiro Valter Albano acolheu em parte o parecer do Ministério Público de Contas e teve seu voto acolhido por unanimidade do Tribunal Pleno, na sessão ordinária realizada nesta terça-feira (15/08)
Sérgio Tanigut/Agência Phocus
O Requerimento de Revisão (processo nº 8605/2015) feito pelo prefeito de Arenápolis, José Mauro Figueiredo, e pela contadora do município, Maria Fernandes Beato, com a finalidade de reverter o parecer prévio contrário à aprovação das contas anuais de governo de 2015 do município, foi julgado improcedente pelo Pleno do Tribunal de Contas.
O conselheiro Valter Albano acolheu em parte o parecer do Ministério Público de Contas e teve seu voto acolhido por unanimidade do Tribunal Pleno, na sessão ordinária realizada nesta terça-feira (15/08).
O parecer contrário à aprovação foi emitido em razão do déficit no resultado orçamentário sem que fossem adotadas as devidas providências capazes de reverter o quadro, além da indisponibilidade financeira para o cumprimento de obrigações de curto prazo e a queda do quociente da situação financeira em relação ao exercício anterior, o de 2014.
Os requerentes afirmaram que o déficit orçamentário de 2015, correspondente a 6,02% da receita arrecadada, o qual foi apontado pelo TCE-MT, teria sido calculado incorretamente, visto que a equipe técnica não considerou a disponibilidade financeira do exercício anterior e nem o valor correspondente a três parcelas do FEX que ingressaram somente em 2016 na conta do município.
Entretanto, conforme consta no voto, o relator do processo, conselheiro Valter Albano, destacou que a referida disponibilidade financeira em 2014, apontada pelo prefeito, não existe, já que o superávit foi obtido a partir de um cálculo equivocado. “Reafirmo o meu posicionamento de que o resultado da execução orçamentária do exercício de 2015 foi deficitário, correspondente a 6,02% da receita efetivamente arrecadada”, frisou Valter Albano.
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Prefeito gastará R$ 1,16 milhão em festa de três dias
O prefeito de Arenápolis, Éder Marquis (PP) autorizou o desembolso de R$ 1,169 milhão para contratar nove atrações musicais para a 5ª Exponápolis, evento que acontece entre os dias 17 e 19 de julho.
Os contratos foram publicados no Diário Oficial desta sexta-feira (17). E revelam um dado emblemático: o maior cachê, de R$ 450 mil, será pago à dupla João Bosco & Vinícius. Sozinho, esse valor representa quase 40% de todo o montante destinado às atrações.
Na sequência, aparecem César & Paulinho (R$ 270 mil), Renan e Ray (R$ 100 mil) e Ricco & Léo (R$ 80 mil). A lista inclui ainda Fabrício & Fernando (R$ 70 mil), Matheuzinho Sucessinho (R$ 69 mil), Léo Vaqueiro (R$ 60 mil) e Thulio & Thiago (R$ 60 mil).
O debate sobre a destinação de recursos públicos para grandes eventos não é novo. Enquanto alguns defendem que festas movimentam a economia local e geram emprego temporário, críticos apontam que o dinheiro poderia ser aplicado em políticas públicas de impacto duradouro — especialmente em cidades de pequeno porte, onde cada centavo do orçamento faz diferença no dia a dia da população.
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