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Tribunal de Contas passa por auditoria da ABNT para manutenção das certificações ISO 9001 e 50001

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Foto: Tony Ribeiro

Com o objetivo de assegurar a qualidade dos processos internos e a manutenção das certificações já conquistadas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), teve início, nesta segunda-feira (14), a auditoria externa realizada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) nos Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ) e de Energia (SGE) da instituição.

“Fomentamos que haja melhoria em todos os processos do Tribunal de forma continuada, para além das auditorias internas e externas. A certificação da ABNT é muito importante para comprovar que estamos cumprindo critérios internacionais a rigor, mas nossas ações são sempre pensando na sociedade mato-grossense”, declarou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

Líder do setor que coordena a ação, o secretário-executivo de Planejamento, Adjair Roque de Arruda, destacou que esse trabalho contínuo tem gerado resultados. “A questão do selo da ABNT aqui no Tribunal de Contas é assegurar aos nossos usuários, que são os cidadãos, que o produto com o qual estamos trabalhando tem qualidade. O que o auditor está fazendo hoje é verificar se os requisitos estão em conformidade. Estando em conformidade, ele vai recomendar a manutenção dos nossos selos”, pontuou o secretário.

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A conferência dos indicadores será realizada até a próxima quinta-feira (17), pelo auditor responsável, Ricardo Palaio. Para ele, pontos de não conformidade não indicam falhas sistêmicas, mas exigem ações corretivas eficazes. “As duas normas, ISO 9001 e 50001, têm um capítulo que prevê a não conformidade e ação corretiva. Então, mais importante do que ter ou não algum apontamento, é como ele é tratado, para que o problema não volte a acontecer.”

Auditoria externa anual reúne líderes de todos os setores do TCE-MT. Clique aqui para ampliar
Auditoria externa anual reúne líderes de todos os setores do TCE-MT. 

De acordo com a coordenadora de Planejamento Institucional do TCE-MT, Mônica Botelho, a auditoria externa é um procedimento anual que envolve todos os líderes dos setores. “Seguimos o cronograma e as etapas estabelecidas pela ABNT. Iniciamos agora e encerramos no dia 17, quando o auditor apresentará um relatório informando se existem não conformidades ou não. Caso sejam identificadas não conformidades, vamos definir como o Tribunal irá atuar para aprimorar cada vez mais os processos, na busca pela excelência dos produtos entregues à sociedade”, explicou.

Processos certificados

No TCE-MT, o selo ISO 9001 abrange sete processos: o Geo-Obras, o Radar de Controle Público, a Auditoria Informatizada de Contas Anuais de Governo, o Diário Oficial de Contas (DOC), o Plenário Virtual (PV), o Sistema de Gerenciamento de Prazo (SGP) e o Sistema de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (SPE).

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Além disso, o TCE-MT foi o primeiro órgão público do Brasil a receber o selo ISO 50001, de eficiência energética.

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Tribunal de Contas aprova com ressalvas e recomendações as contas de quatro municípios de Mato Grosso

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Tribunal de Contas de Mato Grosso | Foto: Marcos Bergamasco

O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) emitiu parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo de Aripuanã, Campo Novo do Parecis, Nova Canaã do Norte e Nova Santa Helena, referentes ao exercício de 2025. Os processos, relatados pelos conselheiros Campos Neto e Alisson Alencar, foram apreciados na sessão ordinária desta terça-feira (8).

Conselheiro Campos Neto

Nos quatro municípios, os relatores constataram o cumprimento dos limites legais de gastos com pessoal e repasses ao Legislativo, bem como dos mínimos constitucionais de aplicação em educação e saúde, além de superávit na execução orçamentária.

Nova Santa Helena

Sob relatoria do conselheiro Campos Neto, as contas de Nova Santa Helena registraram aplicação de 25,96% em educação (mínimo de 25%), 96,36% do Fundeb na remuneração do magistério (mínimo de 70%) e 30,14% em saúde (mínimo de 15%). As despesas com pessoal do Executivo corresponderam a 46,88% da receita corrente líquida (limite de 54%).

Mesmo com arrecadação abaixo da previsão, a gestão obteve economia orçamentária, superávit de execução orçamentária e suficiência financeira para pagar as obrigações de curto prazo. O município está adimplente com a previdência e elevou o índice de transparência de 67,04% para 80,52%.

Entre as recomendações estão a adoção de memória de cálculo detalhada nas metas fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a garantia de recursos no orçamento para a prevenção à violência contra a mulher.

“Faço destaque para a recomendação que é proveniente do resultado das avaliações das políticas públicas da saúde e saneamento básico, a fim de que a gestão, dentro da sua autonomia administrativa, elabore plano de ação para melhorar os resultados obtidos, de modo a assegurar a eficiência dos recursos aplicados nessas relevantes áreas”, destacou o relator.

Conselheiro Alisson Alencar
Conselheiro Alisson Alencar.
Aripuanã

Relator das contas dos outros três municípios, o conselheiro Alisson Alencar constatou que Aripuanã aplicou 32,31% em educação, 74,31% do Fundeb na remuneração dos profissionais da educação básica e 23,94% em saúde. As despesas com pessoal do Executivo ficaram em 42,19% da receita corrente líquida.

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O município registrou superávit orçamentário de R$ 43,5 milhões e superávit financeiro de R$ 53,7 milhões. A dívida pública cresceu 368,81% em relação a 2024 em razão de operação de crédito de R$ 30,1 milhões para implantação de usina fotovoltaica, investimento que, segundo o relator, tem “potencial de redução das despesas correntes com energia elétrica em exercícios futuros”.

O voto recomenda ao Legislativo Municipal que determine à prefeitura a aplicação integral do saldo do Fundeb até o fim do primeiro quadrimestre do ano seguinte e registre mensalmente as provisões de férias e 13º salário, bem como que o adicional de insalubridade dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias seja calculado sobre o salário-base da categoria.

Entre as recomendações consta ainda que o município zere, até o fim deste ano, a fila de espera por vagas em creche, que tinha 45 crianças.

Campo Novo do Parecis

Em Campo Novo do Parecis, foram aplicados 27,65% em educação, 94,13% do Fundeb na remuneração dos profissionais da educação básica e 27,16% em saúde. As despesas com pessoal do Executivo representaram 48% da receita corrente líquida. O superávit orçamentário foi de R$ 9,9 milhões, e o financeiro, de R$ 43,7 milhões.

Na sessão, o relator ponderou que o adicional de insalubridade dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias foi fixado em 8% para todos os profissionais, sem observar a classificação de risco prevista na Decisão Normativa 07/2023 do Tribunal, mas que o prefeito se baseou em legislação municipal aprovada anteriormente.

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Durante a discussão, o vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Waldir Júlio Teis, sugeriu que o percentual seja adequado à legislação específica. A sugestão foi atendida com a recomendação para que a prefeitura altere a lei municipal ou edite nova norma, com percentual definido conforme o grau de risco de cada atividade.

Entre as recomendações, estão ainda medidas urgentes para zerar a fila por vagas em creche, que estava 112 crianças, e a designação de entidade reguladora dos serviços de saneamento básico.

Nova Canaã do Norte

Em Nova Canaã do Norte, a gestão aplicou 27,36% em educação, 97,78% do Fundeb na remuneração dos profissionais da educação básica e 22,29% em saúde. As despesas com pessoal do Executivo foram de 39,31% da receita corrente líquida. O superávit orçamentário foi de R$ 11,6 milhões, e o financeiro, de R$ 21,5 milhões.

O voto recomenda à Câmara Municipal que determine à prefeitura a aplicação dos recursos do Fundeb dentro do prazo legal. Do saldo de 2024, R$ 12,2 mil, equivalentes a 0,09% dos recursos recebidos, não foram aplicados até o fim do primeiro quadrimestre de 2025. O relator também recomendou que a Revisão Geral Anual concedida às demais categorias seja estendida aos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, o que o município passou a fazer em 2026.

“Há a necessidade de atenção à prevalência de arboviroses, Dengue e Chikungunya, classificada como ruim e com resultados alarmantes, demandando ação urgente e efetiva por parte da gestão municipal, com vistas à ampliação das medidas de prevenção e vigilância epidemiológica”, destacou o relator.

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