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Moradia que também é investimento

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Por Victor Bento

O mercado imobiliário de Cuiabá vive uma mudança importante na forma como as pessoas escolhem onde e como morar. Os imóveis maiores continuam tendo espaço, especialmente entre famílias que valorizam mais dormitórios, privacidade e área interna. Ao mesmo tempo, cresce a procura por soluções que conciliam moradia, praticidade e potencial de investimento.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Cuiabá movimentou R$ 5,7 bilhões em transações imobiliárias em 2025, o melhor resultado da série histórica do Secovi-MT. No primeiro trimestre de 2026, o mercado voltou a crescer, com alta de 6,4% no valor das transações em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na minha avaliação, esses resultados mostram que não existe mais um único modelo de moradia. Uma família com até dois filhos pode encontrar nos apartamentos maiores a solução adequada para uma vida com mais espaço e permanência. Para outros perfis, entretanto, a metragem deixa de ser o principal critério. Localização, mobilidade, segurança, tecnologia e áreas comuns passam a ter peso semelhante ou até maior na decisão.

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É nesse cenário que os imóveis compactos, como os empreendimentos da linha MOOV, ganham relevância. Em Cuiabá, unidades residenciais de até 50 m² chegaram a R$ 13.066,36 por metro quadrado em junho, segundo Secovi-MT e IPF-MT. O dado mostra que o mercado atribui valor não apenas ao tamanho do imóvel, mas ao conjunto formado por localização, produto e experiência de moradia.

Um compacto bem planejado pode atender uma pessoa, um casal ou uma família pequena que prefere estar em uma região estratégica e ter acesso a academia, coworking, lazer e espaços de convivência, em vez de concentrar toda essa estrutura dentro do apartamento. A tecnologia também amplia essa experiência, tornando a moradia mais conectada e funcional.

Essa característica aproxima ainda mais moradia e investimento. O mesmo imóvel pode representar qualidade de vida para quem vai morar e, dependendo de sua localização, características e demanda, também ser uma alternativa para quem busca patrimônio e renda.

O ponto central, portanto, não é escolher entre apartamento grande ou compacto. É entender que existem diferentes momentos de vida, diferentes famílias e diferentes objetivos financeiros. O mercado está se tornando mais diversificado e o consumidor, mais atento ao que recebe pelo valor que investe.

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Para o setor, essa mudança de comportamento abre espaço para novos conceitos de moradia. Para empresas que acompanham essa transformação, significa olhar para a cidade não apenas pelo que ela é hoje, mas pelo modo como as pessoas querem viver nos próximos anos. É nesse movimento que vejo espaço para crescimento, novos projetos e uma expansão natural do olhar sobre o segmento de moradia.

Victor Bento é diretor do Grupo Vivart

 

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Negócios sem presença digital perdem relevância e oportunidades

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Por Leonardo Chucrute

As redes sociais e a presença digital passaram a ocupar papel estratégico no crescimento das empresas. Negócios que não estão presentes na internet ou mantêm canais digitais abandonados ou com poucas publicações reduzem a visibilidade, perdem relevância e deixam de aproveitar oportunidades de expansão.

Muitos empresários ainda associam crescimento exclusivamente às vendas, expansão comercial ou aumento de faturamento. No entanto, negócios sustentáveis não crescem apenas a partir de números. Crescimento consistente é consequência de construção diária, experiência de marca e capacidade de gerar conexão com o público.

A presença digital deixou de ser opcional. Redes sociais, canais online e plataformas digitais passaram a funcionar como extensão direta da experiência oferecida ao cliente. Hoje, a percepção sobre uma marca não é construída apenas dentro do ponto de venda ou no atendimento presencial, mas também nas interações digitais.

Comentários, avaliações, compartilhamentos e conteúdos publicados influenciam diretamente a reputação das empresas. O tradicional boca-a-boca migrou para o ambiente digital e ganhou escala.

Essa transformação mudou a lógica de crescimento. Empresas que mantêm canais digitais abandonados, ou sequer estão presentes nas redes sociais, deixam de ocupar espaços relevantes de relacionamento, perdem visibilidade e reduzem suas chances de aquisição de novos clientes.

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Além da exposição, o ambiente digital fortalece a lembrança de marca e mantém negócios acessíveis ao público. A construção de autoridade passa por comunicação consistente, clareza na proposta de valor e relacionamento contínuo.

Mais do que publicar com frequência, a presença digital exige estratégia, posicionamento e coerência entre discurso e experiência entregue. Quando atendimento, comunicação e reputação caminham juntos, aumentam as chances de fidelização, retorno e indicação.

No cenário atual, investir em marketing digital, produção de conteúdo e fortalecimento de canais online tornou-se parte natural da estratégia empresarial. Não se trata apenas de acompanhar tendências, mas de garantir competitividade e relevância em um mercado onde atenção e confiança são ativos decisivos.

Crescimento sustentável não acontece por acaso. Ele é consequência de experiência, adaptação ao comportamento do consumidor e capacidade de construir relacionamento dentro e fora do ambiente digital. Empresas que entendem essa dinâmica fortalecem sua autoridade e ampliam oportunidades de crescimento no longo prazo.

Leonardo Chucrute é CEO do Zerohum, gestor em Educação, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

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