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Sérgio Ricardo propõe isenção de ICMS para baratear cimento e ampliar obras de estradas e habitação em Mato Grosso

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Presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, conselheiro Sérgio Ricardo

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu, nesta terça-feira (25), a criação de incentivo fiscal para a indústria de cimento no estado, com isenção de ICMS sobre o produto fornecido às obras públicas de estradas e de habitação. A proposta será incorporada ao Plano de Metas Mato Grosso 2050, desenvolvido pelo Tribunal.

De acordo com Sérgio Ricardo, a desoneração alcançaria todos os insumos necessários para fabricação do concreto, como cimento, brita e areia, fornecido para construção de rodovias e de casas populares pelo Governo do Estado, o que reduziria o custo do insumo e permitiria ao Estado ampliar o volume de obras executadas com o mesmo recurso.

“O preço do concreto, do cimento, vai lá para baixo, e o Estado vai conseguir fazer estradas mais baratas e vai poder fazer estradas com concreto”, afirmou o presidente. “Assim, o Estado vai poder comprar muito mais cimento, vai poder fazer as estradas de concreto e ainda dá um incentivo para as empresas de cimento”, completou.

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Só em 2024, Mato Grosso renunciou R$ 10,6 bilhões em receita com incentivos fiscais, segundo levantamento do TCE-MT. Mas o valor está concentrado entre poucas empresas. “Hoje, temos incentivos fiscais para várias empresas, e são valores muito altos. Vamos repartir também com as empresas que produzem cimento, que vão fornecer para as estradas e para as casas do governo.”

O concreto usado em pavimentação é uma mistura de cimento, areia, brita e água, com aditivos e armadura de aço nas placas rodoviárias. O cimento é o componente de maior valor agregado e o principal responsável pela resistência da mistura, o que faz dele o item de maior peso no custo final da obra.

Estradas de concreto

A proposta está associada a outra diretriz que o Tribunal vai encaminhar ao Estado: a de que as novas rodovias passem a ser construídas em concreto, e não em asfalto. O modelo já é adotado no Paraná e aparece em trechos mato-grossenses, como a Serra de São Vicente e o segmento em direção a Rondonópolis.

“O concreto dura 30 anos e não custa mais caro que o asfalto”, disse Sérgio Ricardo ao adiantar que visitará o Paraná com auditores do Tribunal para conhecer as obras executadas nesse padrão.

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Padrão técnico e Exército

O presidente afirmou ainda que o Tribunal passará a exigir o cumprimento do padrão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nas obras rodoviárias do Estado.

Outra proposta apresentada é o retorno do Exército Brasileiro à construção de rodovias em Mato Grosso, por meio do 9º Batalhão de Engenharia de Construção, responsável pelas obras da BR-163 e da BR-070 há cerca de 50 anos. Segundo o presidente, a contratação da unidade é feita por convênio, sem necessidade de licitação.

“São sugestões que o Tribunal de Contas vai dar para a gestão atual e para as gestões futuras, e que estão todas no nosso plano de metas Mato Grosso 2050”, concluiu.

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Ouvidorias de seis municípios participam de capacitação promovida pelo Tribunal de Contas

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15ª edição do Projeto “Articulação Propositiva - Visitas Técnicas”

Representantes das ouvidorias públicas de Itaúba, Santa Carmem, Nova Ubiratã, Santa Rita do Trivelato, Carlinda e Aripuanã participaram da 15ª edição do Projeto “Articulação Propositiva – Visitas Técnicas”, promovido pela Ouvidoria Geral do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), nesta terça-feira (25). Com o objetivo de qualificar o setor responsável pelo contato entre os cidadãos e a gestão pública, a atividade é realizada mensalmente.

O projeto, realizado sob orientação do ouvidor-geral, conselheiro Antonio Joaquim, integra o programa ‘Ouvidoria para Todos’, iniciado em 2021 para auxiliar os municípios no cumprimento da Lei n° 13.460/2017. Segundo o coordenador do programa, assessor técnico Antonio Moraes Neto, a consolidação das ouvidorias municipais as transformam em uma importante ferramenta estratégica de gestão e controle social.

“Uma ouvidoria estruturada ajuda o gestor a ter uma visão melhor da cidade e de como ele pode atuar em benefício do cidadão. Esse trabalho tem apresentado resultados muito positivos para o controle social. Começamos a fortalecer as ouvidorias em 2021, quando poucas ouvidorias estavam estruturadas. Hoje, 100% dos municípios têm ouvidorias funcionando, entre Executivo e Legislativo”, declarou Neto.

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Convidada desta edição, a ouvidora da Prefeitura de Itaúba, Sandra Vieira Zaleski, relatou que a visita técnica já era aguardada entre os colegas. “A gente estava na expectativa, porque ouvimos os ouvidores de outros municípios contando sobre a experiência. O que a gente vai levar é o conhecimento na prática, saber como lidar com as demandas específicas da nossa cidade, além da troca de experiência”, disse.

Já para o ouvidor da Câmara Municipal de Nova Ubiratã, Franciney Lima de Arruda, a unidade em que atua mantém um diálogo constante com os cidadãos, priorizando respostas qualificadas no menor tempo possível. “Essa parceria é um grande apoio, porque saber que podemos contar com o Tribunal de Contas fortalece o nosso trabalho e podemos oferecer uma ouvidoria de qualidade, sólida e na qual a população possa confiar, sabendo que terá uma resposta e uma solução para a demanda apresentada.”

Também de Nova Ubiratã, a ouvidora da Prefeitura Municipal, Milena Evelyn de Carvalho, apontou que a relação entre o chefe do Executivo e a ouvidoria funciona como uma bússola para a administração. “O prefeito valoriza tanto a escuta da população quanto as nossas recomendações, considerando o volume de demandas que recebemos. Ele apoia o nosso trabalho e acompanha de perto os resultados”, concluiu.

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Articulação contínua

Realizado mensalmente, o projeto conta com parceria da  Controladoria-Geral da União (CGU) para aperfeiçoar os mecanismos de participação e transparência em Mato Grosso, garantindo capacitação contínua sobre legislação, sistemas e práticas de atendimento e incentivando o intercâmbio de experiências entre os profissionais.

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