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POLÍTICA MT

Prefeitos apontam obras de Mauro Mendes como marco para o fim do isolamento no Noroeste de MT

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Prefeito Miltinho com Mauro Mendes

Prefeitos da região Noroeste de Mato Grosso afirmam que o ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes, rompeu um isolamento de mais de 40 anos e mudou a rotina de municípios da região. A estadualização da antiga BR-174 é apontada como o principal marco dessa transformação.

Por mais de 40 anos, moradores conviveram com estradas precárias, atoleiros e longos deslocamentos. A antiga BR-174 passou a integrar a malha estadual. Com isso, o trecho entre Juína e Cotriguaçu corresponde à MT-170, seguindo pela MT-208 até Aripuanã e pela MT-418 no acesso a Colniza.

Em Colniza, o prefeito Milton de Souza Amorim, o Miltinho, destaca a mudança no tempo de deslocamento entre o município e Juína. Os 315 quilômetros, que antes podiam exigir até 15 horas de viagem e, no período de chuvas, até dois dias, hoje são percorridos em cerca de quatro horas.

“É uma BR que há mais de 40 anos vem sendo debatida. Era uma obra muito polêmica por causa dos atoleiros. Hoje falta pouco para concluir a pavimentação. Essa obra marcou não só Colniza, mas toda a região Noroeste. Foi a que mais impactou na região”, contou Miltinho.

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O impacto vai além do tempo de viagem. Em uma região de grandes distâncias, estradas pavimentadas facilitam o acesso a hospitais, escolas e serviços públicos, além de tornar mais rápido o deslocamento de ambulâncias e melhorar o transporte da produção.

A mudança também chega a áreas remotas. Em Colniza, a pavimentação avança em direção ao distrito de Guariba e ao acesso à balsa sobre o Rio Roosevelt. Trechos das MT-170, MT-174, MT-208 e MT-418 também já receberam pavimentação ou recuperação, ampliando a conexão entre municípios e comunidades que historicamente enfrentaram o isolamento.

Em Juruena, o prefeito Manoel Gontijo de Carvalho afirma que as obras mudaram a realidade do município. Além da pavimentação, ele destaca a substituição de pontes de madeira por estruturas mais seguras.

“Mudou a cara do município, de ruim para melhor. O que foi estrutural e fundamental foi a pavimentação, a implementação de asfalto e a substituição de pontes de madeira por estruturas de maior qualidade”, afirmou.

Maior ponte de concreto de Mato Grosso

Em Cotriguaçu, outro marco da nova infraestrutura é a construção da maior ponte de concreto de Mato Grosso sobre o Rio Juruena. Com 1.410 metros de extensão, a obra está em andamento e recebe investimento de R$ 269,7 milhões, incluindo a pavimentação dos acessos. Já está 74% executada.

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A estrutura vai eliminar um dos principais gargalos de deslocamento da região, garantindo uma travessia mais rápida e segura e reforçando a integração entre os municípios do Noroeste.

Além das rodovias e da ponte, está em construção o Hospital Regional de Juína, que deve ampliar a oferta de atendimento especializado e reduzir a necessidade de deslocamentos para outras regiões.

Miltinho defende a continuidade dos investimentos e afirma que o Estado não pode interromper o processo de desenvolvimento iniciado nos últimos anos.

“Mato Grosso avançou muito e nós não podemos deixar esse avanço, esse desenvolvimento parar”, afirmou.

O prefeito de Juruena também defende a continuidade do trabalho e atribui a Mauro Mendes a capacidade de execução demonstrada durante o governo.

“Ele tem competência, já mostrou, tem serviço prestado e a nossa intenção é continuar, um trabalho para terminar. Ele é ótimo candidato e com certeza vai ser nosso senador”, disse Manoel Gontijo.

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POLÍTICA MT

Lei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos

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Uma nova legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sancionada em junho deste ano reforça um tema que começa dentro de casa, mas envolve toda a sociedade: a responsabilidade compartilhada de mães e pais na criação dos filhos. A Lei nº 13.455, de 16 de junho de 2026, institui a Campanha Parentalidade Responsável, com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a importância da participação de mães e pais na formação das crianças e divulgar direitos já previstos na legislação.

Entre os princípios que deverão nortear as ações da campanha estão a proteção integral e o melhor interesse da criança; a igualdade de direitos e deveres de mães e pais em relação à educação, à criação e ao sustento dos filhos; a função social das empresas; e o incentivo à maternidade e à paternidade responsáveis.

Para a psicóloga Michelle de Oliveira, especialista em desenvolvimento infantil, falar sobre parentalidade responsável não significa cobrar dos pais um comportamento perfeito. O mais importante é compreender o papel da presença, do afeto, da segurança e dos limites na formação da criança.

“A parentalidade responsável é o que vai contribuir para o desenvolvimento saudável de uma criança, porque é dentro dessa relação familiar que ela começa a construir a sua visão de mundo, de si mesma e das pessoas que a cercam”, explicou.

Michelle ressalta que uma criança que cresce em um ambiente no qual se sente protegida, amada e orientada tende a desenvolver recursos importantes para a vida, como autoestima, autonomia, capacidade para lidar com frustrações e mais segurança em suas próprias relações.

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Esse cuidado também passa pelo estabelecimento de limites. Para a psicóloga, educar significa ensinar e, por isso, afeto e orientação precisam caminhar juntos. “A criança precisa do amor, mas também precisa de limite e de referências. O ‘não’, dito de forma respeitosa e com cuidado, é uma das coisas que as crianças precisam ouvir e entender”, afirmou.

Licenças e responsabilidades – A campanha instituída pela lei também prevê a divulgação de informações relacionadas ao Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei Federal nº 11.770/2008.

De acordo com a norma estadual, deverão ser divulgadas informações sobre os benefícios previstos para as empresas que concedem aos funcionários a prorrogação da licença-maternidade por mais 60 dias e da licença-paternidade por 15 dias, bem como sobre a possibilidade de redução da jornada de trabalho em 50% pelo período de 120 dias. Essa divulgação deverá ocorrer por meio de cartazes, redes sociais e sites oficiais dos órgãos públicos estaduais.

Na avaliação da psicóloga, ampliar o período disponível para que mães e pais se adaptem à chegada de um filho pode contribuir positivamente para a saúde emocional da família, embora a ampliação da licença, isoladamente, não seja garantia de melhora da saúde mental.

“O benefício está principalmente em permitir que esses pais tenham mais tempo para adaptação, criação de vínculo e organização da rotina, principalmente nesse período inicial”, esclareceu.

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Segundo ela, o nascimento de uma criança provoca mudanças emocionais, físicas e profissionais, além de alterações na dinâmica do casal, e dispor de mais tempo pode reduzir a pressão de conciliar imediatamente os cuidados com o bebê e as demandas do trabalho.

Michelle destaca ainda que uma divisão mais equilibrada das responsabilidades pode diminuir a sobrecarga dentro de casa. Nesse contexto, a participação do pai desde o início da vida da criança tem papel importante e não deve ser entendida apenas como uma forma de “ajudar” a mãe.

“O pai não está ajudando, ele está exercendo a sua parentalidade”, assegurou. Para ela, cuidados cotidianos com o bebê também representam oportunidades para a construção de vínculo e permitem que o pai desenvolva mais segurança e proximidade com o filho.

A psicóloga observa que ainda persiste a ideia de que os cuidados nos primeiros meses são uma responsabilidade predominantemente materna. Mudar essa percepção, segundo ela, beneficia não apenas a mãe, pela redução da sobrecarga, mas também a criança e toda a dinâmica familiar.

“O pai também é cuidador, também educa, também acolhe e também constrói vínculo. Essa presença não pode ser pensada apenas quando a criança começa a falar, andar ou brincar. Ela precisa começar desde os primeiros meses de vida”, reforçou.

Fonte: ALMT – MT

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