POLÍTICA MT
“Defender a vida não deveria ser questão ideológica. Deveria ser obrigação”, diz Margareth
Candidata ao Senado afirma que não se considera feminista. E que combate à violência contra a mulher se tornou questão de ordem no País
“Eu não sou feminista”. A declaração é da candidata à senadora Margareth Buzetti. Para ela, carregar ou não esse rótulo nunca significou se calar diante de uma mulher agredida, ameaçada ou assassinada.
“Defender mulher não deveria ser uma questão ideológica. Deveria ser uma obrigação”. A afirmação se dá especialmente em Mato Grosso, estado que convive com índices alarmantes de violência doméstica e feminicídio. Uma realidade que fez da proteção às mulheres uma das principais pautas em discussão.
“Não é preciso ser feminista para se indignar quando uma mulher apanha, é perseguida ou assassinada. O dia que um homem for estuprado, amordaçado enquanto cuidava dos filhos (que o viram morrer), pela mulher que não aceitou o fim do relacionamento, eu me curvo ao mesmo rigor da lei”, desafia.
Em 2023, Margareth apresentou o Pacote Antifeminicídio, que deu origem à Lei 14.994/2024. A legislação tornou o feminicídio crime autônomo, elevou a pena para 20 a 40 anos de prisão e endureceu outras punições contra autores de violência contra mulheres.
Margareth também atuou no enfrentamento à violência vicária, quando filhos ou pessoas próximas são usados para provocar sofrimento à mulher, sendo relatora no Senado do projeto que avançou sobre o tema.
Para Margareth, o enfrentamento à violência precisa estar acima de partidos, movimentos ou ideologias.
“Podem discutir se sou feminista ou não. O que ninguém pode discutir é de que lado eu estou quando famílias precisam ser protegidas e a capacidade de diálogo que tive pra construir, com direita e esquerda, os avanços e mudanças nas leis”.
POLÍTICA MT
Mauro Mendes defende redução da maioridade penal para 16 anos
O recrutamento de adolescentes por facções criminosas é uma das razões que levam o candidato ao Senado Mauro Mendes a defender a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
Mauro afirmou que, caso seja eleito senador, vai lutar por essa bandeira, pois, segundo ele, as facções se aproveitam da legislação atual para envolver menores na prática de homicídios e outros crimes graves.
Durante entrevista ao podcast PodOlhar, Mauro declarou que adolescentes de 16 anos já possuem discernimento suficiente para compreender as consequências de seus atos.
“Os garotos de 16 anos hoje são dez vezes mais espertos do que os garotos de 18 anos eram há 30 anos. Hoje, um garoto de 16 anos tem completa e absoluta [capacidade]. Ele pode escolher um presidente da República. Olha que decisão difícil. E, pela lei atual, não pode responder pelos seus atos”, disse.
O candidato defendeu que a redução da maioridade penal faça parte de uma mudança mais ampla na legislação de segurança pública.
Segundo ele, o Brasil precisa endurecer as penas e rever normas que contribuem para a sensação de impunidade.
Mauro também criticou o argumento de que adolescentes envolvidos com o crime organizado seriam incapazes de compreender a gravidade dos delitos cometidos.
“A gente vive numa sociedade de hipocrisia. Temos amplo acesso à informação. Hoje, um garoto de 10 anos sabe mais do que talvez eu, que tenho 62 anos, sabia quando tinha 18 anos”, afirmou.
A defesa da medida é uma das propostas de Mauro dentro da agenda de segurança pública que pretende levar ao Senado. Entre as propostas, ele também defendeu a revisão do Código Penal, a aplicação de penas mais duras para crimes graves e a convocação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte que permita a adoção da prisão perpétua no país.
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