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POLÍTICA NACIONAL

CCJ aprova biometria de mãe e bebê em maternidades

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Maternidades públicas e privadas deverão coletar a impressão digital da mãe e a impressão da sola do pé do recém-nascido. É o que propõe o PL 1.447/2026, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (12), em primeiro turno. 

Segundo o texto, sempre que houver condições técnicas, a coleta deverá ser feita por sistema biométrico digital. Se não houver a tecnologia adequada disponível, poderá ser utilizado método de impressão por tinta ou carimbo. 

De autoria da ex-senadora Margareth Buzetti (MT), o projeto foi relatado pela senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR). Por se tratar de um substitutivo, texto alternativo à proposta original, o projeto ainda precisará passar por um turno suplementar na CCJ. 

Registro 

Em vez de criar uma regra isolada, a relatora inseriu a exigência diretamente na lei que já regulamenta a Declaração de Nascido Vivo (DNV) — documento emitido pelo hospital logo após o parto. A DNV deverá ter, preferencialmente em formato eletrônico, campo próprio para o registro e a identificação digital que liga a mãe ao bebê logo ao nascer, seguindo padrões técnicos definidos pelo Poder Executivo. 

Segundo o texto, a identificação digital, individualizada e rastreável, deverá ser usada exclusivamente para confirmar a identidade da mãe e do recém-nascido, evitar a falsificação documental e a troca de bebês e apoiar a identificação civil. O tratamento e o armazenamento dos dados deverão observar a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, além de regras de finalidade específica e de acesso restrito aos órgãos autorizados. 

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Mudanças na legislação

A senadora Roberta também propôs mudanças na legislação atual. A identificação do recém-nascido deixará de ser feita por sua impressão digital e passará a reunir a biometria da mãe e a impressão do pezinho do bebê. 

A relatora também retirou do texto um trecho que autorizava o Governo a integrar esses dados aos sistemas de registro civil. Segundo ela, a lei atual já prevê esse compartilhamento, tornando a medida repetitiva. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Senador Carlos Fávaro apresenta projeto de lei para proibir apostas online no Brasil

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Senador Carlos Fávaro

O senador Carlos Fávaro apresentou nesta quarta-feira (12.08) um projeto de lei que propõe a proibição das apostas online, as chamadas bets. Ao anunciar a proposta, o parlamentar afirmou que o Brasil vive hoje “uma verdadeira pandemia de famílias sendo destruídas pelos jogos eletrônicos” e defendeu que as medidas de regulamentação adotadas até agora não foram suficientes para conter o avanço do problema.

Segundo Fávaro, a iniciativa não parte de uma percepção pessoal, mas de estudos que envolvem a realização de seminários em dez cidades e consultas à ciência, a médicos, à segurança pública e a profissionais da educação. Os levantamentos, conforme o senador, revelam que as famílias brasileiras estão doentes e empobrecidas. Ele citou que 143 bilhões de reais foram drenados de todo o comércio brasileiro entre 2023 e 2026, sendo 62,5 bilhões de reais somente em 2025. A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) já diagnostica que o Brasil tem em torno de 11 milhões de pessoas doentes e dependentes dos jogos eletrônicos.

O senador reconheceu que o governo adotou medidas importantes no campo da regulamentação, como a proibição de propaganda em horários atrativos para jovens, o confisco de recursos de operadores ilegais e a regulamentação que impede beneficiários do BPC e do Bolsa Família de acessarem os jogos. Fávaro, no entanto, avaliou que essas ações não surtiram o efeito necessário para conter o avanço das apostas.

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“É importante, mais do que colocar o dedo na ferida, é fechar a ferida, é proibir”, afirmou. O parlamentar disse ainda que não se pode admitir que alguns queiram enriquecer e ter prosperidade em detrimento da saúde financeira e da saúde mental de milhares de brasileiros.

Fávaro afirmou ter convicção de que encontrará grandes apoiadores para enfrentar essa batalha no Congresso Nacional e disse estar preparado para rebater os argumentos e as falácias que deverão surgir contra a proposta.

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