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POLÍTICA NACIONAL

CRE aprova Orçamento Mercosul

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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta terça-feira (11) proposta que unifica os orçamentos de quatro órgãos da estrutura institucional do Mercosul. A medida reúne os recursos destinados à Secretaria do Mercosul, ao Tribunal Permanente de Revisão, ao Instituto Social do Mercosul e ao Instituto de Políticas Públicas de Direitos Humanos. A matéria segue para análise do Plenário.

O PDL 162/2022  aprova decisão do Conselho do Mercado Comum, que cria o Orçamento Mercosul. O texto recebeu parecer favorável do senador Carlos Viana (PSD-MG). Inicialmente, ficam fora do orçamento unificado o Parlamento do Mercosul e o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul. 

Segundo Viana, a unificação poderá aprimorar a gestão financeira e a transparência dos gastos do bloco, além de permitir melhor planejamento dos órgãos conforme suas prioridades e a disponibilidade de recursos. A decisão prevê auditorias externas sobre a execução orçamentária e estabelece que a criação de novos órgãos deverá ser precedida de análise de impacto no orçamento do Mercosul.

O Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que está em processo de adoção das normas do bloco. A Venezuela também é considerada Estado Parte, mas está suspensa de todos os direitos e obrigações inerentes a essa condição. Chile, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Suriname e Panamá são Estados Associados ao Mercosul.

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Financiamento

O orçamento será financiado pelas contribuições anuais dos países integrantes do Mercosul já destinadas à estrutura institucional do bloco. Os recursos deverão ser distribuídos entre os órgãos de acordo com a participação de cada um no orçamento, e os países também poderão fazer contribuições voluntárias. A decisão prevê ainda o cancelamento de dívidas entre órgãos da estrutura institucional.

A Secretaria do Mercosul ficará responsável pela administração do orçamento. Caberá ao Grupo Mercado Comum supervisionar a elaboração, a execução e o controle orçamentários, além do pagamento das contribuições e de outros procedimentos relacionados à gestão dos recursos. A decisão ainda precisa ser adotada pelos países integrantes do Mercosul, conforme as regras de cada país. Pelo projeto, eventuais atos que revisem a decisão e ajustes complementares que provoquem encargos financeiros ao patrimônio nacional dependerão de aprovação do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Paim pede ampliação do número de auditores fiscais do trabalho

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O senador Paulo Paim (PT-RS), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (12), pediu a ampliação do quadro de auditores fiscais do trabalho. O parlamentar afirmou que o déficit de profissionais compromete a fiscalização da legislação trabalhista e as ações de combate ao trabalho escravo e infantil e de prevenção de acidentes.

Segundo Paim, o país possui cerca de 2,6 mil auditores para mais de 103 milhões de trabalhadores. Ele citou dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para concluir que a cobertura da fiscalização brasileira está abaixo da registrada em países como Uruguai, Chile, Argentina e Colômbia.

— Sem auditores em campo, num país com profundas raízes escravistas, não há garantia de cumprimento da lei. Não há resgate de vidas vulneráveis. Não há redução do trabalho infantil. E não há prevenção real dos acidentes — disse.

O senador ressaltou que os auditores passaram a exercer novas atribuições nos últimos anos, entre elas a fiscalização da igualdade salarial entre homens e mulheres e de riscos psicossociais que possam afetar a saúde dos trabalhadores. Para Paim, o aumento das responsabilidades deve ser acompanhado pelo reforço do quadro de profissionais.

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Crescem os desafios, as demandas. O quadro de auditores no Brasil se mantém reduzido, tanto levando-se em conta a determinação da Convenção 81 da OIT, que tem status supralegal no ordenamento pátrio, quanto levando-se em conta outras comparações internacionais — afirmou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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