Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Várzea Grande

Pivetta assina TAC de R$ 60 milhões para resolver crise histórica de abastecimento de água em Várzea Grande

Publicados

em

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) assinou nesta quarta-feira (22) um Termo de Ajustamento de Conduta que prevê investimentos de R$ 60 milhões para solucionar o problema crônico de abastecimento de água em Várzea Grande. Batizado de “Aliança pela Água”, o acordo foi firmado em conjunto com o Ministério Público do Estado (MPE), o Tribunal de Contas (TCE) e a prefeita Flávia Moretti (PL).

O documento parte do princípio de que o acesso à água é um direito fundamental do cidadão e estabelece um plano emergencial de obras e melhorias destinado a corrigir as fragilidades de infraestrutura e de capacidade operacional do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE). A origem do TAC remonta a uma manifestação do TCE, que identificou o desabastecimento como um problema que se arrasta há décadas no município e reconheceu a insolvência do órgão responsável pelo serviço.

Pivetta classificou a iniciativa como a prioridade máxima do momento. “Não tem nada mais prioritário do que levar água para as casas das pessoas. Esse é um problema que existe há décadas no município e, por isso, buscamos uma solução conjunta. Com esse TAC, o Estado vai aportar os recursos necessários para fazer a água chegar na casa de todos os moradores várzea-grandense”, afirmou o governador.

Leia mais:  TJMT manda bloquear R$ 19,7 milhões de Várzea Grande por calote em precatórios e prefeita decreta calamidade

Os recursos serão destinados a uma reestruturação ampla do DAE, incluindo a aquisição de equipamentos e máquinas para garantir o funcionamento adequado da autarquia.

A prefeita Flávia Moretti disse que o acordo representa uma virada na realidade do município e uma resposta concreta a um problema histórico. “A gente só quer entregar água na torneira para o várzea-grandense e esse TAC representa uma virada, uma mudança na realidade de Várzea Grande e nós não iríamos conseguir sem o apoio de todos esses parceiros”, declarou.

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Antônio Joaquim destacou o papel dos órgãos fiscalizadores na concretização de melhorias para a população. “O cidadão não faz distinção dos órgãos fiscalizadores, ele só quer a água na sua casa, um posto de saúde funcionando, estradas de qualidade. O nosso papel é contribuir para a execução das políticas públicas e é isso que estamos fazendo. Com apoio do Ministério Público, Governo do Estado e Prefeitura, vamos entregar uma solução para essa situação do DAE”, ponderou.

O procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, ressaltou que as instituições optaram por uma solução consensual e menos invasiva para enfrentar a crise. “O problema todo mundo conhece, mas temos que buscar soluções para entregar ao cidadão aquilo que ele merece. Buscamos uma solução consensual, que fosse menos invasiva, e hoje assinamos esse TAC, uma etapa inicial para que o abastecimento de água chegue à população”, afirmou.

Leia mais:  TJMT manda bloquear R$ 19,7 milhões de Várzea Grande por calote em precatórios e prefeita decreta calamidade

O termo também prevê a criação de um comitê executivo, responsável por elaborar o plano de trabalho emergencial, com prazo inicial de 12 meses. O grupo terá representantes do Estado e do Município, incluindo membros da Procuradoria-Geral do Estado e da Procuradoria-Geral do Município.

Propaganda

Várzea Grande

TJMT manda bloquear R$ 19,7 milhões de Várzea Grande por calote em precatórios e prefeita decreta calamidade

Publicados

em

Presidente do TJMT, desembargador José Zuquim | Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL) | Fotomontagem

O desembargador José Zuquim, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), determinou o sequestro de R$ 19,7 milhões das contas da Prefeitura de Várzea Grande diante do descumprimento reiterado do Plano Anual de Pagamentos (PAP) de precatórios. A decisão foi assinada nesta quinta-feira (16).

Além do bloqueio, Zuquim determinou a expedição de ofícios ao Ministério Público Estadual (MPE), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), à União e ao Governo de Mato Grosso para que tomem as providências cabíveis. A medida acendeu o sinal de alerta no Executivo municipal.

Horas depois da determinação judicial, a prefeita Flávia Moretti (PL) decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Nos autos, a Prefeitura de Várzea Grande reconheceu parcialmente a inadimplência, mas alegou que o atraso é consequência do agravamento da situação fiscal. A gestão sustentou que vem adotando medidas para reorganizar as finanças e regularizar os pagamentos. O argumento, no entanto, não convenceu o TJ-MT.

“O ente devedor vem mantendo a conduta de inadimplência de suas obrigações constitucionais, inclusive diante da repactuação da dívida do PAP 2025. […] Como se nota, a redação do dispositivo constitucional é peremptória, devendo ser aplicada imediatamente ao ente devedor, ante a reiterada inadimplência”, afirmou o desembargador na decisão.

Leia mais:  TJMT manda bloquear R$ 19,7 milhões de Várzea Grande por calote em precatórios e prefeita decreta calamidade

Em outro trecho, Zuquim determinou: “Oficie-se ao Ministério Público do Estado e ao Presidente do Tribunal de Contas para que tomem conhecimento da conduta do chefe do ente devedor e adote as medidas cabíveis quanto às Leis de Responsabilidade Fiscal e Improbidade Administrativa”.

A Prefeitura informou ao Tribunal que já fez aportes de R$ 60 milhões nos exercícios de 2025 e 2026, incluindo um depósito de R$ 6,4 milhões em junho deste ano. Argumentou ainda que a manutenção da restrição no sistema Transferegov compromete o acesso a transferências voluntárias e dificulta a recuperação financeira do município.

Dívida acumulada

Uma certidão do Departamento Auxiliar da Presidência do TJ-MT, no entanto, revelou que Várzea Grande segue inadimplente com parcelas do PAP de 2025 e 2026. O débito já soma R$ 19,75 milhões, fora a parcela estimada para julho, de R$ 4,78 milhões.

O Ministério Público manifestou-se favorável ao sequestro dos valores, diante da persistência no descumprimento das obrigações.

Na decisão, Zuquim ressaltou que a própria Prefeitura admitiu a inadimplência e que, mesmo após as mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional nº 136/2025 — que reduziram o desembolso anual exigido dos entes públicos — o município continuou descumprindo o cronograma constitucional de pagamentos.

Leia mais:  TJMT manda bloquear R$ 19,7 milhões de Várzea Grande por calote em precatórios e prefeita decreta calamidade

O bloqueio judicial prevê ainda que a União retenha recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e que o Governo do Estado retenha repasses estaduais até o limite do débito.

*Com informações do Midia News

 

Continue lendo

Polícia

MATO GROSSO

Política Nacional

AGRO & NEGÓCIOS

ESPORTES

VARIEDADES

CIDADES

Mais Lidas da Semana