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Conselheiro Sérgio Ricardo destacou o papel de José Carlos Novelli na modernização do TCE-MT
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o papel de José Carlos Novelli na modernização do controle externo, ao homenageá-lo, nesta quarta-feira (1º.07), por seus 25 anos como conselheiro.
O Jubileu de Prata foi celebrado durante o lançamento de livro assinado por Novelli sobre mesas técnicas e mediação de conflitos na gestão pública, ocasião em que ele também foi reconhecido pelo Poder Legislativo com a Comenda Dante de Oliveira.
“Esta cerimônia representa a grande relevância que o conselheiro Novelli tem na história não apenas do Tribunal de Contas, mas do estado de Mato Grosso, pelo seu brilhante trabalho. Seu crescimento se deu pela sua forma de tratar e valorizar as pessoas.
Ele foi indicado ao TCE pelo governador Dante de Oliveira, juntamente com os conselheiros Antonio Joaquim e Valter Albano, e transformou a forma de trabalhar da instituição durante os três biênios em que foi presidente”, declarou Sérgio Ricardo.
Sobre a obra lançada nesta manhã, intitulada “A Mesa Técnica nos Tribunais de Contas — Uma Nova Alternativa para a Resolução de Conflitos pelo Controle Externo na Administração Pública”, resultado da tese de doutorado do autor, o presidente ressaltou a grande contribuição de Novelli para o consensualismo no Brasil.
“Com as mesas técnicas nós já solucionamos problemas solucionáveis pelas gestões e que, se fossem para o âmbito da Justiça, levariam muito tempo para serem solucionados. Esta obra representa Novelli, que sempre foi um consensualista e buscou a harmonia em todas as situações. Tenho uma grande admiração por ele e estou muito orgulhoso de participar desse momento”, ressaltou o presidente.
Novelli, por sua vez, agradeceu pelas homenagens. “Completar 25 anos de Tribunal de Contas é uma alegria, não é todo mundo que chega até aqui. O conselheiro Sérgio Ricardo me fez uma homenagem espetacular, me entregando uma honraria muito grande pelo meu Jubileu de Prata.”
Resultado da pesquisa desenvolvida durante seu doutorado, concluído em abril deste ano na Faculdade Autônoma de Direito de São Paulo (Fadisp), o livro apresenta uma proposta de aperfeiçoamento da atuação dos Tribunais de Contas, com foco na mediação de conflitos e na construção de soluções consensuais para a administração pública.
“Além de fiscalizar e exercer o controle externo, precisamos atuar na construção de soluções para os problemas da administração pública. Mato Grosso já tem mostrado que esse modelo funciona por meio das mesas técnicas, e acredito que essa experiência pode servir de referência para todo o Brasil”, afirmou Novelli. O conselheiro aproveitou a ocasião para oficializar o lançamento de seu primeiro livro, “Consensualismo nos Tribunais de Contas”, escrito em 2025 como o primeiro volume da série “Direito Processual de Contas”, com coautoria do conselheiro aposentado Valter Albano e dos auditores Carlos Alexandre Pereira e Vitor Gonçalves Pinho.
Presente na cerimônia, o conselheiro decano do TCE-MT, Antonio Joaquim, chamou a atenção para a trajetória compartilhada com José Carlos Novelli. “É um momento importante para Novelli e para todos nós que compartilhamos essa caminhada. Ele não era um acadêmico, mas se esforçou para completar o mestrado e o doutorado, pois, quanto mais nos preparamos para julgar, mais conscientes, justos e transparentes nos tornamos, demonstrando à sociedade nossa preocupação em atuar de forma cada vez mais adequada no controle externo”, afirmou.

Já o conselheiro Alisson Alencar, que foi professor e membro da banca examinadora da tese de doutorado de Novelli, destacou seu comprometimento com a qualificação. “Novelli nos inspira e nos orgulha deste Tribunal de Contas que, sob a liderança do presidente Sérgio Ricardo, é o que mais investe em capacitação dos servidores públicos, pois sabemos que é por meio do aprimoramento que os resultados da administração pública e a vida da população vão melhorar. As mesas técnicas são a solução para os problemas públicos complexos do Brasil.”
No mesmo sentido se pronunciou o conselheiro Campos Neto. “O conselheiro Novelli é muito atuante e contribuiu para a modernização deste Tribunal em vários aspectos, como o Diário Oficial de Contas e o Plenário Virtual, que são ganhos para esta instituição. Estou no TCE há 17 anos e, durante esse tempo todo, sempre tivemos uma relação de muita amizade e respeito. O parabenizo pelo lançamento de mais uma obra de relevância, que é mais um resultado do sucesso de sua trajetória”, disse. Comenda Dante de Oliveira
Durante a cerimônia, Novelli recebeu ainda a Comenda Dante de Oliveira, concedida a ele pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e outorgada pelo deputado estadual Wilson Santos. A honraria é destinada àqueles que se destacam na promoção da cidadania, dos direitos humanos e da democracia mato-grossense. “José Carlos Novelli é merecedor de todas as homenagens, especialmente desta, que está vinculada à tese de doutorado e representa uma mudança importante na forma de enfrentar a burocracia do Estado brasileiro. Em Mato Grosso, grandes questões que se arrastavam há décadas vêm sendo resolvidas por meio das mesas técnicas do Tribunal de Contas. Não é à toa que o TCE de Mato Grosso é reconhecido como um dos mais produtivos e eficientes do país. O Parlamento estadual está presente para reconhecer essa contribuição e prestar esta homenagem em nome dos mais de 4 milhões de mato-grossenses”, declarou o deputado estadual.

Ao receber a honraria, Novelli destacou sua relação de amizade com o ex-governador Dante de Oliveira, responsável por indicá-lo ao cargo de conselheiro do TCE-MT em 2001. “Receber a Comenda Dante de Oliveira é emocionante. É o reconhecimento de um trabalho desenvolvido ao longo de vários anos, em parceria com a Assembleia Legislativa, que, por iniciativa do deputado Wilson Santos, me concedeu essa honraria. Vou guardar essa comenda com muito orgulho, porque ela leva o nome de Dante de Oliveira, um grande amigo, um estadista inesquecível e uma das maiores referências de Mato Grosso. Esse é, para mim, o maior significado deste evento.”
Compuseram ainda a mesa de honra o conselheiro aposentado do TCE-MT, Valter Albano; o procurador-geral interino do Ministério Público de Contas (MPC-MT), William Brito Júnior; o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Wesley Sanchez Lacerda; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Rodrigo Fonseca; a controladora-geral da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE-MT), Barbara Garnica Rocha; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; e o professor Lucas Gaioski Pagani, responsável pelo posfácio da obra.
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Sérgio Ricardo alerta gestores sobre ampliação da arrecadação em encontro sobre Reforma Tributária
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, alertou gestores de todo o estado sobre a importância de ampliar a arrecadação própria até 31 de dezembro de 2026, durante a abertura do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios, nesta quarta-feira (14).
Promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), o evento reúne gestores de 135 municípios na Escola Superior de Contas para discutir os impactos da reforma e orientar as prefeituras sobre medidas que podem influenciar a distribuição de recursos durante a transição para o novo sistema tributário.
“Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro. O que os municípios irão receber a partir do ano que vem vai depender muito do que arrecadaram de 2019 até 31 de dezembro deste ano”, afirmou o presidente.

O presidente relacionou a preparação para a reforma ao Plano de Metas Mato Grosso 2050, elaborado pelo Tribunal para orientar o desenvolvimento do estado nas próximas décadas, e destacou a situação dos municípios de pequeno porte, que mantêm câmara, prefeitura e secretarias com população reduzida e baixa arrecadação própria. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais”, disse.
Na ocasião, o presidente da COPSFID, Valter Albano, reforçou que o encerramento do ano representa um marco para a arrecadação municipal e cobrou maior rigor na cobrança de tributos. “Não haverá mais espaço para facilidades tributárias, para a autoridade gestora fazer de conta que não é o caso de cobrar o imposto. Agora é a hora da verdade, da transparência. Quem administrar bem, for atrás dos devedores e realizar a receita na forma da lei sai bem. Quem não fizer isso terá perdas adicionais. E o limite é 31 de dezembro deste ano”, reforçou.

Já o conselheiro José Carlos Novelli questionou se haverá tempo para os municípios ampliarem a receita própria até o fim do prazo e avaliou que a regra pode precisar de alteração. Além disso, questionou se as emendas parlamentares, responsáveis por grande parte dos investimentos das prefeituras, serão consideradas no cálculo. “Municípios como Jangada, Rosário Oeste, Barão de Melgaço e Nortelândia tiveram receita de mais de R$ 60 milhões em 2025, mas a receita própria de todos eles está abaixo de 10%. Dos 60 milhões, arrecadaram 6. Estamos em outubro e o prazo é 2026. O que os municípios têm de fazer para aumentar essa receita?.”
Nesse cenário, o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, apontou os possíveis efeitos sobre a autonomia financeira de Mato Grosso. Segundo ele, cerca de 80% da receita estadual é própria, mas as regras da reforma podem aumentar a dependência de transferências federais. “Com a Reforma Tributária, se tudo continuar como está, corremos o risco de perder essa autonomia e depender de repasses federais”, disse. “Hoje, o Estado e os municípios são parceiros na melhor forma de implementação da Reforma Tributária e na garantia da continuidade dos serviços à população”, acrescentou.
Atuação conjunta

Na cerimônia de abertura, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), promotora de Justiça Anne Karine Louzich, defendeu a cooperação entre as instituições durante a transição e destacou a atuação do MPMT no combate à sonegação fiscal. “O Ministério Público tem uma atuação firme e consolidada, sobretudo em Mato Grosso, no enfrentamento às fraudes fiscais e no combate à sonegação. Temos desafios que estão por vir e precisamos cada vez mais dessa integração. Coloco o Ministério Público como parceiro deste Tribunal e dos fiscos estadual e municipais”, afirmou.
O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo, destacou a participação dos municípios no encontro. “A presença de prefeitos, vereadores e secretários demonstra o compromisso dos municípios mato-grossenses para que a reforma seja implantada da melhor forma possível”, disse.
Para o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o debate também deve buscar alternativas para compensar os efeitos da reforma sobre estados com elevada produção e grande volume de mercadorias destinadas a outros mercados. “É importante discutir cada vez mais esse tema para trazer um alento às prefeituras e buscar alguma compensação dentro da reforma para Mato Grosso, que tem uma grande produção, mas precisa levar seus produtos para fora do Estado”, avaliou.
O deputado estadual eleito e ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin destacou a importância da cobrança do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), tributo municipal que integra a transição para o novo modelo. “Até o final de 2026 se fecha o ciclo que vai dar base para o seguro-receita dos municípios, e isso vai impactar diretamente no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Por isso é importante que o ISS, que é competência do município, seja muito bem cobrado.”
No mesmo sentido, o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) Yendis Costa destacou que o IBS será cobrado no destino e repassado às prefeituras por um comitê gestor nacional, e que os municípios terão de planejar a aplicação desses recursos. “O objetivo deste evento é demonstrar aos prefeitos e gestores municipais como será essa arrecadação a partir do ano que vem e qualificar o ente municipal para que tenha maior planejamento da sua arrecadação tributária.”
Também participaram da mesa de abertura o conselheiro Campos Neto, a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica, e o primeiro vice-presidente da AMM, prefeito de Rondolândia, José Guedes.
Programação
O encontro reúne especialistas para orientar prefeitos, vereadores e equipes técnicas sobre os efeitos da reforma e as medidas necessárias para preparar as administrações municipais. A programação segue até quinta-feira (15), com transmissão pela TV Contas (canal 30.2) e pelo canal do TCE-MT no YouTube.
A programação inclui palestras do procurador do Estado Rogério Gallo e do secretário Fábio Pimenta, do economista Alberto Mendes, responsável pelo anuário Multi Cidades, e de gestores fazendários do município de Serra (ES).
Na quinta-feira, estão previstas palestras de integrantes do Grupo de Trabalho sobre a Reforma Tributária da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), entre eles o auditor público externo do TCE-MT Joel Bino Júnior.
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