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POLÍCIA FEDERAL

PF atua em cooperação com a Interpol e prende neonazista brasileiro na Itália

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Brasília/DF. A Polícia Federal, em cooperação internacional prendeu neste sábado (27.06) na região de Pavia, no norte da Itália, do brasileiro João Guilherme Correa, condenado por um duplo homicídio ligado a uma disputa entre integrantes de um grupo neonazista.

Segundo as autoridades, Correa foi localizado em uma propriedade rural onde estava escondido. No momento da abordagem, apresentou um passaporte falso às equipes policiais. Após a prisão, foi levado para uma delegacia em Milão e deverá ser transferido para um presídio italiano até a conclusão dos procedimentos judiciais.

Correa era considerado foragido desde março de 2025. Três dias antes de ser condenado a 35 anos e dois meses de prisão em regime fechado, ele retirou a tornozeleira eletrônica alegando que passaria por uma cirurgia de emergência, mas desapareceu e não compareceu nem ao procedimento médico nem ao julgamento.

Na mesma sessão do Tribunal do Júri, outro réu, Jairo Maciel Fisher, foi condenado a 32 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Pereira, executados a tiros em Curitiba, em 2009. De acordo com o Ministério Público do Paraná, o crime foi motivado por uma disputa interna pela liderança de um grupo que cultuava a ideologia nazista após um evento em homenagem a Adolf Hitler.

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Além da condenação pelo duplo homicídio, João Guilherme Correa também responde a um processo por suposta participação na organização extremista internacional Hammerskin Nation. As investigações apontam que ele exercia papel de liderança no braço brasileiro do grupo, acusado de promover crimes relacionados à discriminação racial e organização criminosa.

A localização do foragido foi possível após uma cooperação entre autoridades brasileiras e italianas. Em maio deste ano, investigadores brasileiros apreenderam aparelhos eletrônicos de pessoas próximas ao condenado, medida que contribuiu para reconstruir sua rota de fuga. A inclusão do nome de Correa na Difusão Vermelha da Interpol também permitiu que ele fosse identificado pelas autoridades italianas.

O investigado é apontado em apurações relacionadas aos crimes previstos no art. 20 da Lei nº 7.716/1989 e no art. 2º da Lei nº 12.850/2013, referentes, respectivamente, à prática de discriminação racial e à constituição, promoção, financiamento ou integração de organização criminosa. Segundo as investigações, a organização criminosa investigada seria inspirada na ideologia neonazista.

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POLÍCIA FEDERAL

PF e IBAMA desarticulam estaleiro clandestino utilizado para apoio ao garimpo ilegal em Manaus

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Manaus/AM. A Polícia Federal, em ação conjunta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), realizou, na última sexta-feira (26/6), uma operação de fiscalização voltada ao combate aos crimes ambientais e à repressão da cadeia logística que sustenta o garimpo ilegal na Amazônia.

A ação ocorreu em um estaleiro clandestino localizado em Manaus, identificado a partir de levantamentos de inteligência que apontavam a fabricação e montagem de estruturas flutuantes com características compatíveis com embarcações do tipo draga, amplamente utilizadas na exploração mineral ilegal em rios da região amazônica.

Durante a fiscalização, foi constatado que o estabelecimento operava sem as licenças e autorizações ambientais e administrativas exigidas pela legislação. No local, as equipes identificaram a construção de uma nova draga, além de diversos componentes industriais de grande porte, como estruturas metálicas, tubulações, válvulas hidráulicas, conexões reforçadas e cabeçotes de sucção compatíveis com sistemas de dragagem hidráulica empregados na extração irregular de minérios.

Os elementos encontrados reforçam a suspeita de que o estaleiro integrava a cadeia logística de apoio ao garimpo ilegal, fornecendo e adaptando embarcações e equipamentos utilizados na atividade criminosa. O emprego dessas estruturas provoca graves impactos ambientais, como assoreamento de rios, degradação de ecossistemas aquáticos, destruição de habitats e contaminação ambiental, especialmente pelo uso de mercúrio.

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A atuação integrada entre a Polícia Federal e o IBAMA busca enfraquecer toda a cadeia de apoio à mineração ilegal, abrangendo a fabricação, manutenção, abastecimento e transporte de equipamentos empregados nesse tipo de atividade.

Os fatos apurados poderão configurar infrações administrativas e crimes previstos na legislação ambiental, além de possível prática do crime de usurpação de bens da União, em razão da exploração mineral sem autorização em leitos fluviais. As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos, financiadores e possíveis destinatários das estruturas localizadas durante a operação.

Comunicação Social de Polícia Federal no Amazonas
[email protected] | (92) 3655-1563

Fonte: Polícia Federal

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