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POLÍCIA FEDERAL

PF atua contra crimes de abuso sexual infantojuvenil no Rio Grande do Norte

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Natal/RN. A Polícia Federal deflagrou, nessa quinta-feira (25/6), a Operação Sombra Paterna, para apurar crimes de abuso sexual infantojuvenil, bem como compartilhamento, pela internet, de imagens envolvendo crianças vítimas de violência sexual.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva no Rio Grande do Norte.

As investigações apontam que o suspeito praticava abusos sexuais contra os próprios filhos menores de idade desde que as vítimas tinham, aproximadamente, quatro anos. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais localizaram, no telefone celular do investigado, arquivos contendo imagens de abuso sexual infantojuvenil, o que resultou também na prisão em flagrante dele.

O material apreendido será submetido à perícia, e as investigações prosseguem para esclarecer todos os fatos e para identificar eventuais envolvidos. O investigado poderá responder pelos crimes de estupro de vulnerável, de produção, de armazenamento e de compartilhamento de imagens de abuso sexual infantojuvenil.

Nomenclatura e alerta
Embora o termo “pornografia” ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual de crianças e adolescentes”, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

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A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanhar o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas fundamentais para a prevenção e o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes.

Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Norte
E-mail: [email protected]

Fone: (84) 98131-8907

 

Fonte: Polícia Federal

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POLÍCIA FEDERAL

PF atua em cooperação com a Interpol e prende neonazista brasileiro na Itália

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Brasília/DF. A Polícia Federal, em cooperação internacional prendeu neste sábado (27.06) na região de Pavia, no norte da Itália, do brasileiro João Guilherme Correa, condenado por um duplo homicídio ligado a uma disputa entre integrantes de um grupo neonazista.

Segundo as autoridades, Correa foi localizado em uma propriedade rural onde estava escondido. No momento da abordagem, apresentou um passaporte falso às equipes policiais. Após a prisão, foi levado para uma delegacia em Milão e deverá ser transferido para um presídio italiano até a conclusão dos procedimentos judiciais.

Correa era considerado foragido desde março de 2025. Três dias antes de ser condenado a 35 anos e dois meses de prisão em regime fechado, ele retirou a tornozeleira eletrônica alegando que passaria por uma cirurgia de emergência, mas desapareceu e não compareceu nem ao procedimento médico nem ao julgamento.

Na mesma sessão do Tribunal do Júri, outro réu, Jairo Maciel Fisher, foi condenado a 32 anos e três meses de prisão pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Pereira, executados a tiros em Curitiba, em 2009. De acordo com o Ministério Público do Paraná, o crime foi motivado por uma disputa interna pela liderança de um grupo que cultuava a ideologia nazista após um evento em homenagem a Adolf Hitler.

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Além da condenação pelo duplo homicídio, João Guilherme Correa também responde a um processo por suposta participação na organização extremista internacional Hammerskin Nation. As investigações apontam que ele exercia papel de liderança no braço brasileiro do grupo, acusado de promover crimes relacionados à discriminação racial e organização criminosa.

A localização do foragido foi possível após uma cooperação entre autoridades brasileiras e italianas. Em maio deste ano, investigadores brasileiros apreenderam aparelhos eletrônicos de pessoas próximas ao condenado, medida que contribuiu para reconstruir sua rota de fuga. A inclusão do nome de Correa na Difusão Vermelha da Interpol também permitiu que ele fosse identificado pelas autoridades italianas.

O investigado é apontado em apurações relacionadas aos crimes previstos no art. 20 da Lei nº 7.716/1989 e no art. 2º da Lei nº 12.850/2013, referentes, respectivamente, à prática de discriminação racial e à constituição, promoção, financiamento ou integração de organização criminosa. Segundo as investigações, a organização criminosa investigada seria inspirada na ideologia neonazista.

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