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Muita informação, pouco conhecimento

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Por Claiton Cavalcante

Dia desses, liguei a TV e fui trocando de canal, sem muita expectativa. Em um canal de pouca audiência, surgiu o rosto de um cidadão que admiro, ele é professor, médico, autor premiado, best-seller, com obras que viraram filme e traduzidas para dezenas de idiomas e, agora, pré-candidato à Presidência do Brasil.

Era Augusto Cury. E, embora a entrevista pouco tenha explorado sua pretensão política, ficou claro que o centro da conversa era outro: o comportamento humano, as vaidades contemporâneas e, sobretudo, o desenvolvimento emocional de crianças e adolescentes em plena era das telas.

Cury insistiu em um ponto que me parece incontornável, o de que os jovens de hoje recebem mais informação do que qualquer geração anterior. O problema é que informação não é conhecimento, ademais, as estatísticas afirmam que pela primeira vez, em mais de um século, a geração atual vem apresentando o quociente de inteligência inferior à de seus pais.

E, pior ainda, muitos deles não percebem essa diferença. Vivem cercados de conteúdo, mas não adquirem conhecimento. Acumulam dados, mas não amadurecem intelectualmente. E isso deveria preocupar qualquer pessoa minimamente sensata.

Para pais como eu, que têm filhos na pré-adolescência ou adolescência, essa realidade salta aos olhos. Investimos fortunas em boas escolas, cursos extras, reforço escolar, materiais e tecnologias. Ainda assim, o que se vê, muitas vezes, é uma relação cada vez mais fria com o esforço dos pais e cada vez mais superficial com o próprio ato de aprender.

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Não se trata apenas de ingratidão. Trata-se de uma cultura que banalizou o conhecimento e exaltou o imediato. Muitos adolescentes já não atribuem valor à disciplina, à paciência e ao esforço continuado. Querem respostas rápidas, validação constante e aprovação em forma de curtida, likes. É a lógica da modinha substituindo a lógica da formação.

Recentemente, presenciei uma cena emblemática, uma mãe orientando a filha adolescente a “dar um Google” para resolver uma dúvida escolar. A jovem, em vez de digitar, ditou a pergunta ao smartphone. O episódio é revelador, pois não se trata apenas de preguiça para digitar, mas de uma relação com o saber moldada pelo atalho, pela conveniência e pela ausência de paciência para pensar, que por certo gera o imediatismo.

A Teoria da Inteligência Multifocal, criada por Cury, mostra que a mente pode, e deve, ser treinada para dominar impulsos e construir pensamento crítico. Se essa abordagem fosse incorporada à educação, talvez tivéssemos jovens mais resilientes, empáticos e capazes de transformar informação em sabedoria (conhecimento).

Mas não podemos ignorar o papel do sistema educacional. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, embora tenha avançado em garantias formais, falhou em assegurar qualidade real e igualdade efetiva.

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Em muitos casos, a escola se tornou um espaço de passagem automática, sem reprovação, onde o estudante avança sem esforço real, sem desafios e, sobretudo, sem a percepção de que aprender exige disciplina. Quando o sistema educacional ensina que o mínimo é suficiente, o resultado é o desinteresse generalizado com a “meninada” batendo no peito e dizendo que é “proibido” reprovar de ano na escola.

É nesse ponto que a Teoria de Heckman se torna indispensável. Ela defende que o verdadeiro capital humano é construído na primeira infância, por meio do estímulo não apenas ao conteúdo acadêmico, mas ao autocontrole, à sociabilidade e às competências socioemocionais.

Portanto, se quisermos formar cidadãos capazes de resistir ao imediatismo das telas, das vaidades digitais e ao descaso com a escola precisamos investir sobremaneira na base e não apenas no discurso.

A crise da formação dos nossos jovens não é um detalhe passageiro. É o reflexo de uma sociedade que confunde informação com conhecimento e conveniência com inteligência. Se não mudarmos a base, seguiremos produzindo adolescentes com muita informação, mas incapazes de pensar.

Claiton Cavalcante é membro da Academia Mato-Grossense de Ciências Contábeis, do Instituto dos Contadores do Brasil e integrante da Rede InovaGov da Escola Nacional de Administração Pública.

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Seja responsável!

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Por Francisney Liberato

Não há como se escusar de suas responsabilidades.

Ter responsabilidade é ser honesto consigo mesmo e mirar uma vida de sucesso. Não há como ter líderes que não sejam responsáveis pelos seus compromissos, diante da empresa e da sociedade como um todo.

Sei que estamos vivendo um mundo em que as pessoas sabem, memorizados, os seus direitos, mas infelizmente se esquecem dos seus deveres, afazeres e responsabilidades. Com certeza é mais desafiador quando encontramos membros da nossa equipe com esse perfil. E se o líder não tiver responsabilidade, coitados dos sócios e proprietários da organização.

O líder de verdade sabe de suas responsabilidades. Aprecio muito o termo autorresponsabilidade, pois não adianta nada você culpar terceiros, pais, governos etc., é preferível assumir as responsabilidades, ou seja, puxar as rédeas e tomar as devidas providências.

Foque nos seus resultados. Se aperfeiçoe e pare de “mimimi”, conforme Gilbert Arland aconselha: “Quando um arqueiro erra o alvo, ele revê a ação e procura a falha em si mesmo. O fracasso em atingir o centro do alvo nunca se deve ao alvo. Para melhorar sua pontaria, aperfeiçoe-se”.

O ser humano responsável realiza as suas tarefas com dedicação e esmero, pois sabe que deve sempre fazer o seu melhor; é proativo e faz além do que lhe é pedido; não fica reclamando do trabalho; está sempre buscando excelência; é um indivíduo executivo, ou seja, produz resultados, é realizador; é um observador das circunstâncias e cenários em que vive; está constantemente se aperfeiçoando e se aprimorando.

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Vale ressaltar que a ideia é ter responsabilidade, mas não assumir as responsabilidades de outros colegas e amigos, visto que isso não é o mais adequado, já que deixará o terceiro desocupado e preguiçoso, e você com uma grande sobrecarga e que não é da sua atribuição.

Saiba que você tem total capacidade de fazer o seu melhor a cada dia, mais e mais. O que você deixa de fazer, sejam quais forem os motivos, acaba por gerar estresse. Vejamos o que diz a propósito Jim Rohn: “O estresse é resultado de se fazer menos do que se é capaz”.

A responsabilidade é um quesito básico da liderança, portanto, se não sabia disso, chegou o momento de compreender e começar a aplicar na sua vida. O sucesso e os resultados chegam devido a vários fatores que contribuem para o aprimoramento de um líder.

Qual é o seu nível de responsabilidade perante os seus colaboradores, empresa e sociedade?

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras.

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